sexta-feira, 14 de abril de 2017

PARA EVITAR FRAUDES, ENEM TERÁ PROVA PERSONALIZADA PARA CADA CANDIDATO

A edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano está cheia de novidades. Entre elas, a segurança dos candidatos está como prioridade. Por isso, as provas deste ano terão os nomes dos inscritos para evitar possíveis fraudes.

Além dos nomes nos cadernos de questões, o material terá o número de inscrição também impresso.  Os cartões de resposta do Enem também virão encartados na avaliação e com a identificação de cada um. Essa e outras alterações estão no edital nº 13, publicado no Diário Oficial da União, na última segunda-feira (10).

O ministro da Educação, Mendonça Filho, acredita que assim irá contribuir para inibir possíveis fraudes no exame. “Temos um instrumento a mais para identificar a prova feita pelo candidato e, evidentemente, até permitir a rastreabilidade”, enfatiza. Mendonça ainda afirma que dessa maneira, será possível saber até “se por ventura, uma prova foi subtraída ou canalizada para uso indevido”.

É importante lembrar que no ano anterior, a prova foi marcada pelo vazamento do seu conteúdo, que caiu na mão de bandidos que passavam as respostas para candidatos enquanto esses estavam realizando o exame.

Nova regra também ajuda na hora da prova 

A medida não é só uma tentativa de manter a segurança dos inscritos e a confiabilidade da prova, mas também poderá facilitar a transcrição das respostas, conforme explicou a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini.

“A personalização aumenta a segurança para o candidato e facilita um pouco, porque antes ele tinha de transcrever, na folha de resposta, a cor da prova que estava fazendo. Agora, as duas estarão identificadas com nome e número de inscrição, e a folha de resposta já virá encartada no caderno de questões”, declara Maria Inês.

O Inep informou que as provas do Enem continuarão a ser aplicadas em quatro cadernos diferentes e identificados por cores. Além disso, as alterações nos cadernos de questões e de respostas não trarão nenhum gasto extra ao governo.