III BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DO AGRESTE

quinta-feira, 23 de março de 2017

SECRETARIA DE SAÚDE REFORÇA IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA ESPOROTRICOSE

Foto: SOS Felin
A esporotricose, micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix sp., que pode acometer humanos e animais, sobretudo gatos - já tem diagnóstico implantado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Desde o final do ano passado, a pasta implementou a vigilância da doença com a notificação de casos, diagnóstico laboratorial e oficinas de trabalho para definir diretrizes e fluxos com municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR). Em 2016, o Lacen confirmou 45 casos em animas. Em humanos, 5 casos. 

O fungo causador da esporotricose geralmente habita o solo, palhas, vegetais e também madeiras, podendo ser transmitido por meio de materiais contaminados, como farpas ou espinhos. Animais contaminados, em especial gatos, também transmitem a doença, por meio de arranhões, mordidas e contato direto da pele lesionada. No homem a doença se manifesta na forma de lesões na pele, que começam com um pequeno caroço vermelho, que pode virar uma ferida. Geralmente estão presentes nos braços, pernas ou no rosto formando uma fileira de nódulos e feridas, afetando pele e vasos linfáticos próximos à lesão, mas pode também atacar ossos, pulmões e articulações. 

"Como pode ser confundida com outras doenças de pele, o paciente deve sempre procurar um dermatologista", comenta o gerente de Vigilância e Controle de Zoonoses e Animais Peçonhentos da SES, Francisco Duarte. O tratamento é baseado em antifúngicos tanto para humanos quanto animais, que em alguns casos, pode durar meses ou mais de um ano. Por isso, a importância do diagnóstico no estágio inicial da doença. Já nos animais, as manifestações clínicas são variadas. Os sinais mais frequentes são lesões ulceradas na pele, geralmente com pus, que não cicatrizam e costumam evoluir rapidamente. O diagnóstico pode ser clínico (reconhecimento da lesão) ou laboratorial (identificação do fungo).

O diagnóstico e as análises laboratoriais em humanos são feitos no Laboratório de Endemias (Labend), unidade do Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE). No caso do animal, o Laben é responsável apenas pela análise laboratorial.