III BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DO AGRESTE

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Documentário: Conheça a cultura do povo Fulni-ô de Águas Belas-PE



Publicado em 30 de dez de 2015

O "Expedições" percorreu 310 km, de Recife até o município de Águas Belas, em pernambucano, para chegar na reserva da tribo dos índios Fulni-ô, o único grupo indígena do nordeste brasileiro que conseguiu manter seu idioma original, transmitido, oralmente, de geração em geração, por séculos.

Na aldeia, vivem, atualmente, mais de 3.000 Fulni-ô que falam Yaathê e português. A reserva indígena tem duas aldeias, uma para as atividades do dia-a-dia e a outra para a realização do ritual do Ouricuri que acontece, anualmente, durante os meses de setembro, outubro e novembro. A cerimônia é restrita aos Fulni-ôs, que permanecem no local durante todo o período.

Para os Fulni-ô, a origem do índio é a sua linguagem, por isso, a língua Yaathê, é considerada o maior símbolo da cultura do grupo.  Para manter a língua mãe ativa entre as novas gerações e para parte dos índios que vivem fora da reserva, foi criada a Rádio Educativa Cultural Fulni-ô, cuja programação é produzida pelos alunos e professores da escola bilíngue da aldeia.

Além da língua, as manifestações culturais incluem a dança e a música. As danças são inspiradas nos movimentos dos animais, enquanto as músicas, cantadas em duas vozes por homens e mulheres em Yaathê, é a forma como fazem contato o sagrado.  Os Fulni-ô também prezam muito pelo uso de adereços, cocar e pela pintura corporal, como forma de manter a sua tradição.


Monsenhor Alfredo Pinto Dâmaso

Padre Alfredo como era conhecido, chegou a Bom Conselho no ano de 1918, sendo recebido muito bem pelos fiéis da paróquia. Tempos depois foi transferido para Águas Belas com a finalidade de resolver os problemas existentes entre políticos e os índios daquela cidade.

Por considerar os índios "os donos da terra", Pe. Alfredo chegou a se desentender com os políticos porque queria demarcar o patrimônio em favor dos nativos. Isto lhe custou muitos aborrecimentos levando-o, inclusive, ao Rio de Janeiro, onde em entrevista com Getúlio Vargas expôs o caso e conseguiu do então Presidente da República o compromisso de proteger os índios Funiôs. De volta a Águas Belas, conseguiu despejar das terras dos índios os ocupantes que se opunham à pagar foro.

Após a resolução do problema, volta para Bom Conselho, mais ou menos no ano de 1930. 

Fonte: Fonte: Livro "De Papacaça a Bom Conselho", uma visão pessoal de Celina Correia Ferro