III BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DO AGRESTE

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Memórias de Garanhuns-PE (73): Cantor, compositor, violinista e contrabaixista Antonio Alves - Toinho Alves

Toinho Alves.
Foto: http://www.tvsinopse.kinghost.net/

Antonio Alves (Toinho Alves), nasceu em Garanhuns, estado de Pernambuco em 22 de agosto de 1943, sendo um dos fundadores do Quinteto Violado, grupo musical pernambucano que no iniciou dos anos 70  revolucionou a música nordestina.

Toinho Alves era o contrabaixista acústico do Quinteto Violado e seu principal arranjador. É dele o mais belo e famoso arranjo de Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, gravado pelo Quinteto Violado no início da década de 70. O disco bateu recordes de venda e de crítica. O cronista José Ramos Tinhorão, do Jornal do Brasil, ficou tão impressionado com o primeiro disco do Quinteto  Violado, que afirmou: “O Quinteto Violado é melhor do que os Beatles”.

O Quinteto nasceu com Toinho Alves (contrabaixo), Marcelo Melo (violão e voz), Fernando Filizola (viola, acordeon e voz), Sando (flauta) e Luciano Pimentel (bateria). Quatro anos depois de fundado, Sando,  que tinha 16 anos de idade quando o conjunto começou, desistiu no meio do caminho e se transferiu para Natal, aonde foi tocar na Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte. Em seu lugar entrou Zé da Flauta, que tinha um sopro tão forte quanto o de Sando. 

Zé da Flauta participou de três discos importantes — “Até a Amazônia”, “Antologia do Baião” e “Missa do Vaqueiro”. Posteriormente, Zé da Flauta saiu, e em seu lugar entrou Ciano, irmão de Toinho Alves. Este, autor do arranjo de Asa Branca e dos outros grandes sucessos do Quinteto, era o líder do grupo, que, envolto no sucesso, percorreu caminhos estrangeiros, excursionando pela Europa e pela África.

Dessas excursões surgiram discos que não tiveram tanto sucesso quanto os quatro primeiros, entre os quais “A Feira”, “Folguedo” e “Missa do Vaqueiro”.  Toinho Alves era dedicado ao seu ofício de arranjador musical. 

Toinho, que sofria de diabetes, foi encontrado morto em sua residência, no bairro da Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Seu corpo foi velado na Prefeitura de Olinda, da qual ele foi Secretário de Cultura em 2003 e 2004.

Toinho Alves faleceu em 29 de maio de 2008 em Jaboatão dos Guararapes.