segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Memórias de Garanhuns (19): Dr. José da Rocha Carvalho

Dr. José da Rocha Carvalho.
Por Cláudio Gonçalves de Lima

Dr. José da Rocha Carvalho, nasceu no dia 19 de março de 1879 na cidade de Piassabisú, Estado de Alagoas. Era formado pela Faculdade de Medicina da Bahia. Ao terminar o curso, escolheu Garanhuns para iniciar as suas atividades profissionais. Não demorou a conquistar a população e por ela ser bastante estimado, por atender a todos com cordialidade e sem distinção. Era médico residente do Hotel Mota, prestando serviços médicos aos hóspedes.

Em 1916 foi escolhido pelos oposicionistas para disputar as eleições como candidato a prefeito, tendo como companheiro o colega Dr. Borba Junior. Apesar das expectativas de uma vitória, acabou sendo derrotado pelo Coronel Júlio Brasileiro em 10 de julho de 1916. Anulada esta eleição e marcada uma nova disputa para 07 de janeiro de 1917, Dr. Rocha Carvalho desistiu da candidatura. 

No dia 14 de janeiro de 1917, na noite do assassinato do Coronel Júlio Brasileiro, Dr. Rocha Carvalho foi procurado pelo Capitão Sales Vila Nova no Hotel Luzitano (Recife), mas naquele momento o médico se encontrava na casa do Dr. Souto Filho atendendo a sua esposa Chiquita Souto. Talvez se o encontro tivesse acontecido, poderia ter mudado os rumos da história.

Durante o processo da Hecatombe de Garanhuns, foi acusado pelos seus adversários de fornecer a arma ao Capitão Sales Vila Nova para cometer o crime do Café Chile, mas acabou inocentado da acusação.

Incansável no desempenho de suas tarefas, exerceu a medicina como sacerdócio e não como profissão, muitas vezes dispensando o pagamento dos honorários quando os clientes não tinham condições de pagarem. 

Faleceu no dia 27 de março de 1925 aos 46 anos, no distrito de Algodões, município de Pernambuco, onde prestou um prodigioso serviço social.  

O escritor Garanhuense Luís Jardim em seu livro Meu Pequeno Mundo relembra com carinho do Dr. Rocha de Carvalho e o descreve como um médico elegante, cordial e humanitário.