quarta-feira, 19 de outubro de 2016

VIAGEM ICONOGRÁFICA AO PASSADO DE GARANHUNS: RESTAURANTE ÍTALO-BRASILEIRO - PRAÇA JOÃO PESSOA








por Alberto da Silva Rêgo


Emílio Notaro, Italiano imigrado no início do século passado para o Brasil, escolheu a terra dos "Garanhuns" para sua pousada com o irmão Alfonso, indo residir na década de 20 na rua do Recife.

Era proprietário do Restaurante Ítalo-Brasileiro, sediado defronte à Praça João Pessoa, especializada em macarronadas à Italiana, bastante apreciadas pelos gastrônomos. Tornara-se o Ítalo um ponto chic, com grande frequência nas tardes domingueiras, servindo para reuniões dos paqueradores e das garotas que iam se deliciar nos sorvetes e, usualmente dançar ao som de um piano ali existente. Eram geralmente, reuniões festivas, todo domingo, das 16 às 20 horas, tendo ao piano Merecinha e Dina Burgos.

Aos sábados a noite contava com uma freguesia apreciadora da cervejada.

Aos sábados a noite, após o término das sessões do Cine Glória, o Ítalo-Brasileiro se tornava um ponto de reunião do grupo que gostava de beber, o papinho se entrosava com a pinga e a brama. Estavam ali os Josés, Caboclos, Lulas, Euclides e outros que ao som de um violão, iniciavam as cantorias, permanecendo  até altas madrugadas quando, já bastante quentes, resolviam sair rumo à Praça João Pessoa que se transformava em abrigo para tais seresteiros que, mesmo vestidos, caíam num tanque com água, no centro uma estátua de um garoto fazendo xixi, ali existente para um banho madrugador. Era quase que uma rotina, toda madrugada de sábado e domingo. 
Fonte: Livro "Os Aldeões de Garanhuns", de Alberto da Silva Rêgo.

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