sexta-feira, 17 de junho de 2016

MEMÓRIAS

Os Gueiros, tradicional família Garanhuense ano de 1949 comemorando os 45 anos de casamento do casal Antônio Gueiros e D. Maroca. Da esquerda para direita: os filhos Francisco, Ebenezer, Ruben, Antônio, Absague, Uziel, Othoniel e Israel.
Foto: Livro "A História da Família Gueiros" de David Gueiros Vieira.







Por Antonio Gueiros

Eu tinha nove anos de idade e cursava 0 2º ano primário. Me lembro como se fossa hoje, o desfile do "15" para inauguração do monumento construído no Alto da Boa Vista em comemoração do Centenário da Independência do Brasil em 7 de setembro de 1922. A passeata partiu do Colégio à Rua Dantas Barreto. Quanta alegria e entusiasmo da criançada! O Diretor do Colégio era o Dr. W. Thompson. As professoras orientavam os alunos no sentido do bom comportamento. Todos os demais colégios e o povo de Garanhuns participaram do evento. Muitos foram os oradores cujos nomes não me lembro.

O segundo Diretor do "15" foi o Dr. W. Taylor. Lembro-me quando este Missionário e sua esposa D. Júlia chegaram à Garanhuns. Foi uma festa, onde compareceram professores e alunos. Os Diretores Dr. Thompson e o Dr. Taylor foram muito honrados pelos pais de alunos e o povo da cidade. O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo era pregado diariamente com todos os alunos presentes no salão nobre do Colégio. Salvo melhor juízo  o novo prédio no Arraial foi inaugurado em 1928, quando deixou as dependências da Rua Dantas Barreto. Foi uma luta muito grande para que o Colégio fosse reconhecido pelo governo. Tive uma grande professora de Geografia e outras matérias, foi D. Noemi Fialho Marinho, de quem sempre me lembro pela sua maneira honesta e carinhosa e simpática de ensinar e tratar os alunos.

O "15" sempre foi naquela época, um educandário de grande prestígio nacional, haja visto o grande número de rapazes e moças que vinham de diversos estados: Pará, Maranhão, Ceará, Paraíba, Alagoas, etc, para estudarem no 15 de Novembro.

Um fato digno de nota era a Sociedade Literária 15 de Novembro, que às sextas-feiras havia uma sessão no Salão Nobre para que os alunos recitassem poesias, sonetos etc. Eram escolhidos os alunos para cada sexta-feira, e todos os alunos do Colégio participavam. Os professores eram os juízes para determinar o melhor declamador para efeito de nota. No final no ano havia a grande festa de declamação e discurso. No final os juízes declaravam a melhor declamadora e o melhor discurso, das moças e rapazes respectivamente.

A moça e o rapaz recebia uma medalha de ouro, cada. Os juízes eram as personalidades mais  cultas da cidade escolhidos pelo Diretor. Para este evento compareciam os pais dos alunos abrilhantando à festa.

Estas foram lembranças que tenho do tempo em que estudei no Colégio 15 de Novembro, 1922/1931.
Pesquisa: Livro "Colégio Quinze 85 anos servindo à Deus, à Pátria e a Garanhuns", de Marcílio Reinaux e Urbano Vitalino).


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