quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

GARANHUNS


Centro de Garanhuns década de 80.







Maviael Medeiros

O cândida flor! Deusa da Utopia!
Em teu regaço embalas ternamente,
os eflúvios que o Deus do amor um dia
em ti concebeu,
entre auréolas fulgurantes,
cânticos e florações,
a seiva da vida.
E o Deus do amor, qual um Fênix,
encobriu-te o ventre
insinuante,
vigoroso...
A melodia d'alma vibrava docilmente
em tua fronte,
entre suspiros e ais...
A corola abriu-se, qual um casulo,
numa magnificiência vestal,
plena de viço...
E embebias o gomo vital do teu Senhor,
seminando em ti
a nova clã.

Um dia o teu manto, ó Deusa, emitiu a luz, 
que se espargiu por toda a cercania,
florindo os campos,
vales e colinas,
num cenário soberbo,
farto de boninas.
De ti emanou fertilidade, e no singelo berço puseste:
a primazia,
a Fé,
o infinito saber às tuas gerações;
onde o pejo de teus ancestrais avança com o tempo;
onde o perscrutador desafia o obscuro;
onde o Estro é a luz candente d'alma;
onde a altivez de teus filhos encerra um elo de esperança;
onde o clima é ameno e puro;
onde a água é cristalina, de fonte natural;
onde teus vergéis são mais floridos;
e tu, ó Deusa sublimada.
és a fonte das artes,
berço de poetas,
núcleo cultural,
a terra dos anuns,
dos quais conceberam-te o nome Garanhuns.

Garanhuns! Garanhuns! Garanhuns!
Sê bendita!

No teu ventre,
estremece uma plêiade de filhas, dóceis e gentis;
de filhos vigorosos, probos, varonis,
que serão teu orgulho eternamente.
No teu peito,
a sonância da mais excelsa música do Éden,
onde Deus onisciente instituiu a vida
e estabeleceu suas Leis.

Nesta sinópse, Garanhuns serrana e bela,
és a embevecida sentinela
nestes anos de glória.
A homenagem a ti prestada nestes versos,
traduz o testemunho real da tua história.
Fonte: Jornal "O Monitor".


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