Wednesday, December 30, 2015

O METEORITO DE 1923 QUE PASSOU POR GARANHUNS E CAIU EM ALAGOINHA-PE



Do Blog do Instituto Histórico de  Garanhuns

Segundo o Professor Luciano Jaques da Morais, caiu um meteorito de mais ou menos às 11 horas da manhã do dia 1º de outubro de 1923, na Serra do Magé, Alagoinha, que era distrito de Pesqueira e também no Sítio cacimbinha, situado ao norte da mesma serra, e em outros lugares, ocorreu queda de fragmentos do mesmo meteorito. “O meteorito, numa distância de 60 km, seguiu uma trajetória sudeste para noroeste, passando por cima de Garanhuns e indo explodir na Serra do Magé”.

“As pessoas que presenciaram o fenômeno afirmaram ter ocorrido primeiro um clarão como se fosse um relâmpago, seguido de uma forte trovoada, um grande estrondo e outros menores. Tudo isso durou cerca de três minutos”. “Ao explodir, este meteorito, que é essencialmente pedregoso, pertencente ao grupo dos assideritos, denominados de pedras meteóricas ou aerólitos, se dividiu numa enorme quantidade de fragmentos, que caíram como se fosse uma chuva de pedras. 

Durante a queda, eles desprendiam gases, uma espécie de fumaça”. “Os fragmentos do referido meteorito são de tamanho variável, medindo os maiores de 7 a 10 centímetros de lado. A maioria das amostras tem menos de 5 centímetros de lado”. “Esse fenômeno foi observado no trecho entre Garanhuns, Alagoinha e Pesqueira, tendo sido notado em diversas outras cidades, vilas, povoados e sítios da região e, até em Serra Talhada (vila Bela)”. “O efeito da queda deste meteorito foi bastante notável. Nos lugares próximos a Serra do Magé e Garanhuns, o gado se espantou e deixou a correr. O povo ficou tomado de pânico e saiu de casa apavorado”. “Em Garanhuns, devido ao grande deslocamento de ar produzido pela explosão, diversos prédios tiveram as vidraças partidas e objetos derrubados das prateleiras. Na Serra do Magé e em Cacimbinha, em algumas casas caíram fragmentos do meteorito em cima dos telhados que, via de regra, rolavam para o chão.

Apenas em uma casa houve telhas quebradas”. Essa pesquisa foi tirada do livro de Estudos Geológicos de Pernambuco, do professor João de Deus de Oliveira Dias, publicado em janeiro de 1957.

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