sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

JOVEM SIMONY PEDE AJUDA PARA CONTINUAR VIVENDO



Do Blog vecgaranhuns

Esperança na Rede: Reportagem - Ilka Souza

Maria Simony Bernardo Rodrigues é uma jovem do interior do Estado de Pernambuco que luta diariamente por sua vida. Nascida em Correntes, atualmente mora em Garanhuns, uma cidade que, apesar de ser maior que a sua de origem, não está suprindo as suas necessidades em relação a saúde e qualidade de vida.

Esta jovem, como tantas outras de sua idade, utiliza diariamente as redes sociais para registrar os eventos de sua vida, a diferença é que, observando suas postagens na internet, acompanhamos a mudança brusca que a vida de Simony sofreu. As fotos das festas, saídas com os amigos e comemorações em família, repentinamente deram lugar a fotos em hospitais ou em cima de uma cama. O belo sorriso aos poucos tornou-se raro.  A expressão de dor agora é a mais comum. 

Acometida por Lúpus, artrite reumatóide, sinusite crônica, alergias, esofagite, problemas nervosos, depressão e síndrome do pânico, a tecnóloga em Gestão Ambiental, que sonha em cursar Letras e voltar a trabalhar, tem uma rotina diária voltada para a busca da recuperação de sua saúde, com consultas, exames, novos remédios, novos tratamentos, alimentação diferenciada e uma árdua rotina que ainda é agravada pela falta de recursos. Simony não tem condições de trabalhar, não consegue a liberação pelo INSS de um benefício que a auxilie neste momento, mora de aluguel e a renda familiar da casa onde vive com mais 5 pessoas, entre estas 3 crianças, resume-se a aposentadoria de sua mãe, que está em parte comprometida por empréstimos feitos para comprar remédios. O salário do irmão, que além de trabalhar regularmente faz “bicos” para ajudá-la,  é insuficiente para manter as necessidades da moça, que hoje, conta com a solidariedade de familiares, amigos e internautas que conheceram sua história pelas redes sociais e se dispõem a participar das campanhas online. 

Desde 2012 Simony Bernardo sofre com estas enfermidades adquiridas por um acidente de trabalho. A mesma trabalhava numa empresa de laticínios da região, na parte de controle de qualidade em laboratórios de pesquisas e análises. Ela tinha de trabalhar em um ambiente em que fica um aparelho com os ácidos sulfúricos, tricloroacéticos, álcool isopropílico, além de outros produtos e reagentes químicos altamente perigosos e corrosivos. Nesse local, se fazia necessária uma climatização e o aparelho onde ficam os ácidos tem de ser bem vedado devido ao poder de corrosão destas substâncias químicas, entretanto, o aparelho que guardava os ácidos chamado de “capela”, e ar-condicionado do local onde a jovem trabalhava começaram a apresentar problemas e e por cerca de dois meses estes equipamentos funcionaram de forma inadequada. Segundo Simony, eles  quebravam e  eram consertados constantemente expondo  Simony ao contato  com essas substâncias tóxicas.

Os primeiros sintomas apareceram aos poucos.  Começaram com alergias, mal estar, tontura, dor de cabeça e cansaço. Ainda de acordo com Simony, após adoecer, ela começou a ser perseguida na empresa, o que desencadeou problemas de nervosos  e após necessitar de atestado médico e repouso de 15 dias em casa, foi  demitida: “falaram que estavam me demitindo porque estavam fazendo corte de funcionários na empresa", revelou a moça”.

Mesmo com tantos problemas, ela não desiste de lutar e a cada dia utiliza seu perfil para divulgar vídeos com informações para pessoas que compartilham dos mesmos problemas de saúde, todo o resultado de pesquisas feitas por ela está em seu diário digital “facebook” para ajudar outras pessoas e são estas postagens que motivam as doações tão necessárias. 

Uma pessoa com diagnósticos tão graves não pode abrir mão de um plano de saúde É imprescindível que esteja acobertada para as internações, consultas e exames que são tão necessários para aliviar seus sintomas, mas infelizmente no país em que vivemos a saúde pública não disponibiliza recursos suficientes para atender pessoas que como Simony que precisam de um acompanhamento diário. Para manter o plano ela precisa  e  depende das doações. Sendo assim,  não é raro o atraso das parcelas. Quando a arrecadação das doações é insuficiente, Simony tem de escolher entre pagar o plano ou ter uma alimentação adequada . Geralmente a alimentação fica em segundo lugar.

Simony tem o cadastro no Sistema único de Saúde (SUS) e utiliza seu cartão em busca de atendimento e remédios, mas na maioria das vezes se depara com a falta de medicamentos, O atual Secretário de Saúde do município, sr. Alfredo de Góis Neto, devido a gravidade do estado de Simony, é quem segundo ela está sendo um “anjo” e dentro das possibilidades da saúde municipal. Ele vem conseguindo exames e atendimento médico para a mesma sempre que possível, mas constantemente ela tem de ir aos consultórios particulares que aceitam seu plano. Alguns médicos cedem amostras grátis após as consultas, mas não são suficientes para o tratamento, então geralmente ela posta a receita e aguarda a doação da medicação. 

No primeiro semestre deste ano, Simony Bernardo concedeu entrevista a dois telejornais de muita credibilidade na Região e o INSS foi procurado para esclarecimentos sobre a negativa que a mesma recebe sempre que procura a Seguridade Social em busca de um benefício. Estas entrevistas foram importantes porque o caso dela foi revisto na época e, por um mês, ela recebeu o benefício, mas logo foi solicitada uma nova perícia e o médico voltou a negar o benefício atestando capacidade laborativa. A mesma revela que tem todos os laudos médicos que atestam justamente o contrário que ela é incapaz.

A moça levou com muita dificuldade financeira o caso do acidente de trabalho à justiça e está aguardando. Ganhou as audiências, mas a empresa recorreu. Agora Simony  espera que o INSS libere seu benefício. Para isso,  busca o auxílio de algum advogado da área previdenciária que  possa ajudá-la a resolver esta injustiça. Hoje ela conta com a solidariedade das pessoas e segue divulgando seu caso. Alguns amigos  fazem campanhas e compartilharam online. Vamos ajudar e compartilhar esta história! 

Baú Cultural: Em 1920 é inaugurado o serviço de água pela firma Pontual & Rangel em Garanhuns.

Nenhum comentário:

Postar um comentário