terça-feira, 8 de dezembro de 2015

FATOS HISTÓRICOS - A GRANDE AMIZADE DO PRESIDENTE JUSCELINO KUBITSCHEK E O SEU MOTORISTA PARTICULAR GERALDO VIEIRA

  

Presidente Juscelino Kubitschek e o seu motorista particular Geraldo Ribeiro. Foi por volta das
19 horas do domingo, 22 de agosto de 1976, quando o Brasil tomou conhecimento, pelo rádio, do acidente em que morreram o Presidente JK e o seu motorista Geraldo Ribeiro.

A fechada de um ônibus, na versão de Ladislau Borges, o motorista da carreta com que o opala Se chocou. O susto com o aparecimento do ônibus, depois de várias ultrapassagens arriscadas, segundo o advogado Paulo Oliver, passageiro do ônibus 3.148 da Viação Cometa. A perda do controle do carro, causada talvez por um ataque cardíaco, na opinião de  Josias Nunes da Silva, o motorista do ônibus que teria fechado e  abalroado o opala.

O banco em que viajava o ex-Presidente foi projetado a alguns metros para fora do carro depois do choque com a frente da carreta. 

Três dos muitos depoimentos sobre a colisão entre o Opala RJ-NW-9326 e a carreta SC-ZR-0398, em que  morreram o ex-presidente Juscelino Kubitschek e seu motorista particular Geraldo Ribeiro.

No caso, os dois mortos não eram apenas patrão e motorista, mas acima de tudo dois velhos amigos.

O acidente foi na altura do quilômetro 165 da Rodovia Presidente Dutra.

Eles se encontraram há 36 anos, quando Juscelino assumiu a  Prefeitura de Belo Horizonte, e  nunca mais se separaram. Geraldo Ribeiro, que trabalhara antes com Otacílio Negrão de Lima, acompanharia até a morte seu "irmão presidente". Testemunha dessa grande amizade, Jorge Silva Burlamaqui dá seu depoimento: "Juscelino fazia confidências a  Geraldo e nunca tomava nenhuma decisão  sem antes consultá-lo. Lembro-me de uma vez em que Juscelino disse: Geraldo, se você  morrer primeiro do que eu, vou segurar a alça do seu caixão. E Geraldo respondeu: E se o senhor for antes, farei o mesmo. Juscelino pensou um pouco e saiu-se com essa: Não, somos irmãos, vamos morrer juntos. Cinco dias antes do acidente, em conversa com o  motorista, o ex-presidente disse: Nós só nos separaremos se morrermos separados. Afinal, o filósofo era Geraldo, que vivia repetindo frases como essa: Não quero que ninguém goste de mim. O que eu quero ter o direito de gostar de alguém.
Fonte da Pesquisa: Revista Fatos e Fotos Gente -  Acervo da Biblioteca Frei Caetano de Messina, de Ulisses Viana de Barros Neto. (Pai deste blogueiro).

Alguns depoimentos sobre o Presidente JK.

Senador Marcos Freire: "A maior lição que ele nos lega é a de respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana".

Ulysses Guimarães:"Foi um cidadão que, acima de tudo, amou a vida pública e a grandeza do Brasil".

Senador Paulo Guerra: "Agora será julgado pela História, que lhe conferirá, acredito, o título de um dos mais importantes presidentes que o país já teve".

Moura Cavalcanti: "Como todos os que realizam para além de sua época, foi homem discutido".

Armando Monteiro Filho: "Ficaremos devendo sempre a ele uma longa fase de paz social e de respeito às liberdades"".

Gilberto Freire: "Foi e é uma figura inquestionável".

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