quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A MÍSTICA DO FARDAMENTO DO COLÉGIO DIOCESANO

Na foto, da esquerda à direita, os alunos Francisco Ribeiro Filho, Humberto
Alves de Moraes, Maurício Acioly, Francisco Vilaça e Natalício Gomes,
componentes da primeira turma do curso básico, década de 40, com a farda
da época.


Manoel Teixeira Neto


O fardamento sempre foi um ponto de destaque na vida do Diocesano. Inicialmente à moda militar, era composta de calça e jaquetão brancos com botões dourados, dragonas vermelhas e quepe branco com uma fita verde-amarelo, na qual se lia: Gymnasio de Garanhuns. Esse modelo prevaleceu até 1927, quando o branco foi substituído por uma camisa de manga comprida, tipo caque, porém de tecido fino. Constitui motivo de orgulho para seus alunos e ex-alunos. É o componente visual e que identifica o aluno em qualquer lugar. Sair de casa, cedinho, todo uniformizado, principalmente em dia de desfile, com a farda toda engomadinha, era ingrediente que compunha a aura de felicidade que batia o peito de todo aluno do velho casarão.
O seu Alfredo José de Azevedo, para quem a
farda do Diocesano foi um santo remédio que
o transformou de alcoólatra para atividade
de recepcionista do Colégio.

Há, inclusive, a história do seu  Alfredo José de Azevedo, mais conhecido como "Meu Louro", porteiro do Diocesano. "Meu Louro" era alcoólatra e sempre batia à porta do Diocesano pedindo esmola. Certo dia é convidado pela direção para trabalhar de porteiro, na condição de deixar o vício. Na primeira tentativa, "Meu Louro" farrapou. Mais uma chance lhe fora dada, dessa feita, com farda e tudo mais. Foi um "santo remédio". De boné à cabeça e vestido com a mesma farda dos alunos, "Meu Louro" deixa de beber e volta  a ser um homem trabalhador, agora no honroso posto de porteiro do Diocesano. A mística da farda lhe fora o remédio bastante, tal o seu significado para todos nós.
Fonte da Pesquisa: Livro "Colégio Diocesano de Garanhuns, Cem Anos de Ciência e Fé", do Professor e Escritor Manoel Teixeira Neto - ano de 2015.

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