sábado, 4 de julho de 2015

O RIO MUNDAÚ


Lagoa Grande. Esse é o significado do nome Mundaú, dado pelos povos nativos na língua tupi-guarani. A referência provavelmente está relacionada à Lagoa Mundaú, formada no trecho final do rio, antes dele desembocar no Oceano Atlântico.

O Rio Mundaú nasce no município de Garanhuns, na localidade de Tabuleiro, e segue uma direção noroeste-sudeste até chegar a sua foz na Lagoa do Mundaú, na cidade de Maceió, em Alagoas. Percorrendo cerca de cerca de 150 km da nascente à foz, o rio possui uma bacia hidrográfica com área total de 4.126 Km², sendo 52,2% em Pernambuco e 47,8% em Alagoas, o que corresponde a 15 municípios de cada estado. Dentre os municípios pernambucanos inseridos na bacia do rio Mundaú, quatro estão integralmente inseridos e outros quatro têm a sede do município na bacia. Em Alagoas não há municípios com área integral na bacia e dez possuem sede na bacia.

As águas do Mundaú tem origem de um aquífero de amplitude local. Ao longo de seu percurso apresenta-se como um rio perene, embora durante o período de estiagem fique reduzido a um filete de água com baixa vazão.

Os principais tributários do rio Mundaú são os rios Canhoto, Seco e Mundaú-Mirim, que nascem nas encostas de uma formação rochosa (granito), situados entre as localidades de Capoeiras e Caetés, com altitude se aproximando 950m.

Em geral, o curso do rio apresenta um relevo bastante acidentado, abrangendo várias localidades onde dominam rochas graníticas. A zona urbana de Garanhuns se situa na parte alta da bacia, em área com altitudes de 890 metros. O ponto mais alto da bacia se situa em 1018 metros de altura e o ponto mais baixo em Pernambuco, em 661 metros.

Ao longo do curso do Mundaú são construídos inúmeros pequenos barramentos que acumulam água durante o período de maior contribuição do aquífero e tornam a área a montante muito encharcada durante todo o ano.

Em se tratando dos usos múltiplos das águas do Mundaú, destaca-se como um importante uso o abastecimento às empresas da agroindústria sucroalcooleira, no terço inferior, em Alagoas. Em Pernambuco, embora agricultura e pecuária sejam comuns nas propriedades que margeiam o rio, as demandas dessas atividades não são significativas, tampouco a demanda para indústrias.

No Plano Diretor de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Mundaú a bacia foi dividida em quatro partes, duas em Pernambuco e duas em Alagoas. Análises feitas nesse Plano mostram que existe um déficit hídrico na parte pernambucana da bacia, e indicam ainda que os sistemas de abastecimento de água são deficitários tanto em Alagoas quanto em Pernambuco, pois os volumes produzidos não atendem às demandas urbanas.
Fonte: Texto retirado do Relatório de Impacto Ambiental - RIMA - 2008. Techne Engenheiros Consultores Ltda.

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