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Thursday, June 18, 2015

CONSELHENSE "DONA CONCEIÇÃO" ESCREVEU LIVRO SOBRE A VIDA DO PADRE CÍCERO

Dona Conceição escrevendo "Voz do Padre Cícero".


Eduardo Hoornaet


No decorrer do ano de 1983 encontrei, numa humilde casa camponesa a uns dez quilômetros da cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará, com uma senhora que se apresentou como sendo Maria da Conceição Lopes Campina e que me entregou dois volumes, o primeiro composto de doze cadernos de 50 páginas cada, com folhas de 20 por 30 cm centímetros (formato grande) num total de 656 páginas de texto corrigido, escrito a mão com caligrafia muito regular e legível e intitulado:

"Voz do Padre Cícero Romão Batista, aos povos do mundo inteiro e aos romeiros, seus sermões, suas práticas, suas falas na janela de sua casa e suas práticas na igreja, no tempo em que ele celebrava a sua santa missa e suas falas depois que foi suspenso de celebrar".


No momento de confiar-me os cadernos, Dona Conceição conversou sobre sua vida: "Sou de Bom Conselho em Pernambuco. Meu pai morreu quando estava com um ano e seis meses. Minha mãe Teresa me trouxe com a idade de sete anos e oito meses, no ano de 1920. Entre 20 e 22 minha trabalhava para o Padre Cícero no Catolé, apanhando algodão e recebia dinheiro da mão dele. O Padre tinha um orfanato em frente da matriz com nome Jesus, Maria, José. Minha mãe me entregou a ele em 22, com dez anos. Saí em 1929. Em 22 só tinha três meninas no orfanato. Depois ele botou 18, tudo pequenas. Ele ia muito lá contava histórias, dava conselhos.

Casa de Dona Conceição, perto de Juazeiro do Norte.

O orfanato existiu até depois da morte dele em 1934, e o  Padre Macedinho entregou para as irmãs Missionárias (de Jesus Crucificado) e elas venderam para o colégio. Eu me casei em 1929. Ia lá tomar benção e tinha direito de entrar. Quando ele era velhinho, ficou cego, a gente ficava bem pertinho. Quando foi em 1974 minha filha enloqueceu. Então fiz promessa com ele e com Nosso Senhor Jesus Cristo se for servido de aparecer um remédio que a menina melhorasse, pelo menos que pudessse me ajudar, eu escreveria as profecias dele e tudo que soubesse da vida dele.

Eu prometi escrever toda a vida dele dentro de um ano, e mais cem profecias. Em 1974 escrevi cada dia um pedacinho até que terminei. Quando acabava de preparar o almoço escrevi do que vi e do que os primeiros romeiros disseram".

Organizador dos textos: Eduardo Hoornaet
Revisão e índice analítico: José Joaquim sobral
Fotos: Pe. Pedro Lapo
Publicado Pelas Edições Paulinas
São Paulo -SP - 1985
ISBN 85-05-00297-0

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