quinta-feira, 21 de maio de 2015

PRODUÇÃO DE MEL É ALTERNATIVA RENTÁVEL PARA COMUNIDADES RURAIS DO SERTÃO DE PERNAMBUCO


Agricultores familiares de Santa Filomena, no sertão pernambucano, estão buscando na apicultura uma nova realidade, com desenvolvimento sustentável, melhoria de renda e oportunidades para a família. Com o plantio de culturas como milho e feijão prejudicado pelas estiagens prolongadas, eles hoje têm na produção de mel uma alternativa rentável e ambientalmente correta – e alguns deles chegam a alcançar lucro médio de R$ 4 mil num momento em que as lavouras deixaram de ser a principal fonte de sustento das famílias por causa da seca.

“Hoje a gente vê as coisas acontecerem. Coisa que a gente nunca viu num ano fraco como agora: em dois meses conseguir fazer esse valor com duas caixas de mel”, diz José Sátiro, presidente da Associação de Moradores da Fazenda Caipora, zona rural de Santa Filomena. A comunidade de Sátiro é uma das beneficiadas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), por meio da superintendência regional sediada em Petrolina, com ações de inclusão produtiva do Plano Brasil sem Miséria – ação executada com recursos da Secretaria de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional (SDR/MI).

A localidade já havia recebido da Codevasf, há cerca de dois meses, kits produtivos de apicultura. No último final de semana, os produtores foram contemplados com uma Unidade de Extração e Beneficiamento de Mel, conhecida como Casa de Mel, e com equipamentos de produção.

“São equipamentos que irão fomentar a produção apícola nessa comunidade, totalizando um investimento superior a R$ 208 mil para a Unidade de Beneficiamento e R$ 14 mil na aquisição de equipamentos. É uma ação da Codevasf que permitirá que os apicultores da Fazenda Caipora e de seu entorno passem de uma produção de 40 toneladas de mel por ano para algo em torno de 70 toneladas anuais. Aqui a natureza é próspera e ajuda o sertanejo a alcançar essa meta”, frisa o gerente regional de revitalização de bacias da Codevasf, Elijlama Augusto Beserra.

Muito  satisfeito com o apoio da Codevasf, o apicultor Francisco Assis do Nascimento fala da importância dessa parceria do órgão federal para promover a melhoria de vida em sua terra. “É um apoio que vai nos ajudar na agricultura, a nossos filhos, a nossas famílias. O trabalho da Codevasf é muito importante, foi e vai continuar sendo, se Deus quiser”, ressalta Francisco.

“Hoje produzimos cerca de três toneladas de mel. Em dois meses, esse mel rendeu para a comunidade do São Romão R$ 21.900,00. Foi bom demais. A intenção na comunidade é juntar mais gente; e com a Codevasf junto, vai dar certo”, diz Antônio Francisco, que atua no Sítio São Romão, outra comunidade da zona rural de Santa Filomena.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Filomena, Aliclene Alves da Silva Rodrigues, destaca que a ação da Codevasf é importante porque tem beneficiado muito os trabalhadores do campo. “Essa ação fortalece o pão na mesa dos nossos trabalhadores. Isso é muito bom, muito rico”, destaca.

Qualidade de vida

O prefeito de Santa Filomena, Pedro Gildevan Melo, frisa a importância das parcerias do poder municipal com órgãos como a Codevasf, especialmente na cadeia produtiva da apicultura, que tem crescido bastante no município. “A gente tem buscado apoiar no nível municipal, fazendo as parcerias para trazer os recursos. Temos corrido atrás para trazer os benefícios ao povo do interior. A Casa de Mel e os kits para a produção vão gerar emprego e renda para a nossa população”, assinala.

O chefe da Unidade de Desenvolvimento Territorial da Codevasf em Pernambuco, Wellington Dias Lopes Júnior, confirma esse entendimento de união de forças para a promoção de qualidade de Beneficiamento de melvida ao povo da zona rural do sertão pernambucano.

“Certamente novas parcerias irão surgir. Fechamos um ciclo em Santa Filomena. Implantamos kits para 73 famílias, inauguramos a Unidade de Beneficiamento de Mel e eles agora podem produzir, beneficiar para colocar no mercado um mel com qualidade superior. Nossas unidades são construídas com nível de qualidade para adquirir selo de inspeção federal. É um trabalho árduo, mas cuidadoso, para que essas Casas de Mel saiam do papel e se materializem no melhor padrão possível”, explica.
(Fonte: Portal da Codevasf).

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