quinta-feira, 30 de abril de 2015

"NA MINHA GARANHUNS O FORRÓ É BOM DEMAIS" - MESTRE DOMINGUINHOS - TEM INÍCIO HOJE NA CIDADE DAS FLORES O II FESTIVAL VIVA DOMINGUINHOS.



Na Praça Cultural Mestre Dominguinhos, principal polo de animação do Viva Dominguinhos, os shows começam sempre às 21h, e se apresentam na quinta-feira (30) o projeto ARAL, com Alexandre Revoredo, Adiel Luna e Rogério Diniz; também sobem ao palco, na abertura, Nádia Maria, Quinteto Violado e Flávio José. Na segunda noite, dia 01 de maio, os shows serão de Nando Azevedo, Geraldinho Lins, Petrúcio Amorim e Alcymar Monteiro. Na noite de encerramento, 02 de maio, encerram a segunda edição Kiara Ribeiro, Waldonys, Santana e Dorgival Dantas.

Também tem opção para aqueles que estiverem na cidade durante o dia. O Espaço Colunata, na avenida Santo Antônio, vai concentrar apresentações nos dias 01 e 02 de maio, a partir das 10h. Passarão pelo palco a banda Quero Xote, Ivan Maceió, Os Coroas do Forró, Fábio Aladim, Forró Pesado, O Bom Kixote, Trio Pisa na Fulô e Sílvia Regina. Nos intervalos dos shows haverá apresentações de poesias e cordéis, além da participação de sanfoneiros e poetas populares. Em paralelo, também tem o “Xilogravura Viva” – a iniciativa será apresentada ao público no dia 01 de maio, e usa bonecos feitos em madeira, que recebe a pintura característica da técnica e ganha movimento através de automatização.



Dominguinhos

José Domingos de Moraes (1941-2013) nasceu em Garanhuns, Pernambuco, no dia 12 de fevereiro de 1941. Filho de mestre Chicão, tocador e afinador de fole de oito baixos, começou sua carreira artística ainda na infância, quando formou um trio com seus dois irmãos. Seu instrumento era o pandeiro, e o trio se apresentava nas feiras livres, em botequins e porta de hotéis.

             

Em 1948, tocando na porta de um hotel, foi ouvido por Luiz Gonzaga, que se encantou com a habilidade dos meninos e entregou-lhes seu endereço no Rio de Janeiro. Em 1954, junto com sua família, num caminhão pau-de-arara, foi para o Rio de Janeiro. Logo que chegaram ao município de Nilópolis, Luiz Gonzaga tornou-se seu padrinho e o presenteou com uma sanfona.

Com o nome artístico de Neném do acordeon, começou a tocar nos bares, churrascarias, cassinos e boates. Em 1967, ingressou na Rádio Nacional, ano em que gravou seu primeiro disco. Passou a ser convidado para gravações e shows de cantores famosos, entre eles, Gal Costa, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Maria Betânia.

                           

Dominguinhos teve como parceira a cantora e compositora Anastácia, que fez a letra de 210 músicas compostas por ele. Fez parcerias com Chico Buarque, na música "Tantas Palavras", com Nando Cordel, em "De volta pro meu aconchego" e "Isso aqui tá bom demais", com Gilberto Gil, nas músicas "Lamento Sertanejo e Abri a porta", entre outras. Com diversos discos gravados, com seu característico chapéu de couro, Dominguinhos se apresentava por todo país, tocando com sua sanfona, o forró, música típica do Nordeste do Brasil.

Em 17 de dezembro de 2012, Dominguinhos foi internado no Hospital Santa Joana, no Recife, com infecção respiratória e arritmia cardíaca. No dia 15 de janeiro, a pedido da família, foi transferido para o Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde ficou em coma, depois de duas paradas cardíacas.

Dominguinhos faleceu no dia 23 de julho de 2013, em São Paulo. Seu sepultamento foi realizado no cemitério Morada da Paz, no município de Paulista, na Região Metropolitana do Recife.

Para atender a um pedido de Dominguinhos, que em entrevista dada ao radialista Geraldo Freire, da Rádio Jornal do Comércio, da cidade do Recife, expressou o desejo de ser sepultado no município onde nasceu, o corpo do cantor foi transladado para Garanhuns, no dia 26 de julho de 2013, e sepultado no cemitério São Miguel.

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