domingo, 5 de abril de 2015

A FAZENDA DA VÁRZEA

Octávio Rêgo, ao centro. À esquerda Dário Rêgo(filho) e os bisnetos: Maria da Penha, João Jerônimo: À direita: Zózimo S. Rêgo(nora) e os bisnetos: Cecília, Estela. Na 1ª fila: Alba Lucí, Dário das Neves, Mário Fernando, Álvaro Eduardo, Aloísio Fernando, Antônio Octávio (ano de 1950).

Rinaldo Souto Maior  maio/1987.

Em 1918, final da I Grande Guerra Mundial, o Major Antônio Alves Pedrosa, recém chegado de São Vicente, então jurisdicionário ao município de Bom Jardim, adquiriu do Coronel Bimbe Tororó, pela vultuosa importância de dezoito contos de réis, a Fazenda da Várzea, e lá construiu o imponente solar que foi a residência de sua tradicional família, durante muitos anos. Defronte do solar o Major Pedrosa mandou construir uma pequena rua de casas de alvenaria, onde se instalaram alguns de seus administradores rurais, dentre eles, Melquisedeck Alves Pedrosa, seu sobrinho e compadre do meu pai.

Solar do Major Pedrosa

Com o produto da venda da Fazenda da Várzea ao Major Pedrosa, o Coronel Bimbe Tororó construiu mais de cinco dezenas de casas, em Garanhuns, sendo seis na rua do Recife, na época uma das principais da cidade. Essa mesma rua do Recife onde o filho, jornalista Dario Rêgo, antigo e fiel amigo de Souto Filho, residiu e instalou a Tipografia Moderna, que editou os seus dois jornais, em épocas alternadas: Diário de Garanhuns, posteriormente Garanhuns Diário, com tantos e relevantes serviços prestados ao município e a região.


Antes de editar os dois jornais de sua propriedade, Dario Rêgo trabalhou com Souto Filho na edição de O Sertão, de propriedade do ilustre chefe político, que, mais tarde, vendeu à Diocese as máquinas e oficinas gráficas que vieram a editar, em 1931, o jornal "O Monitor".

Rua Dr. José Mariano, década de 30.

Para os mais jovens eu diria que o Coronel Bimbe Tororó e o Major Antônio Pedrosa, a partir da Fazenda da Várzea, foram grandes impulsionadores do progresso de Garanhuns.

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