The 3 Week Diet

Sunday, March 1, 2015

GARANHUENSES QUE DEVEM SER LEMBRADOS PELAS NOVAS GERAÇÕES: IVAN PEDROSA, ELIAZAR BARROS, FRANCISCO PAES DE MELO E LUÍS ALEXANDRINO DE ARAÚJO.

Foto do livro "Os Aldeões de Garanhuns" de Alberto da Silva Rêgo.

Nelson Paes

Garanhuns através dos seus filhos esteve presente em todos os grandes acontecimentos que envolveram o Brasil na luta pela sua soberania, na defesa da terra e da liberdade.

Durante a Guerra do Paraguai, diversos garanhuenses fizeram parte do "11 de Voluntários da Pátria", batalhão que partiu do Recife para combater a tirania do ditador Solano Lopez.

Os seus nomes estão escritos no livro "O Onze de Voluntários da Pátria", do Visconde de Taunay, livro raríssimo, dificilmente encontrado até mesmo em  bibliotecas públicas.
O Tenente Nelson Paes,
de saudosa memória,
foi um grande pesquisador
sobre nossa história.

A revolução de 1930 contou com a participação direta dos então jovens garanhuenses. "O Tiro de Guerra 45", denominado de "Coluna-Louca", com aproximadamente 100 (cem) homens, sob o comando do saudoso Mario Lyra, invadiu Alagoas, tomou Maceió, tendo o governador abandonado o palácio, quando recebeu um telegrama com os seguintes termos: "Segue uma avalanche". Telegrama que o então Capitão Comissionado, Mário Lyra, numa manobra estratégica, mandou que o chefe do estação da antiga Great-Western, hoje Rede Ferroviária, transmitisse ao governador. Aquela capital ficou inteiramente sob o controle dos rapazes da Coluna-Louca, que ainda se deslocaram pelos estados de Sergipe e Bahia, onde fizeram o encontro com as tropas que vinham do Sul, sob o comando de Jaurez Távora, o então tenente, já chamado de "Vice-Rei do Nordeste".

Foi uma revolução onde ainda existiu o romantismo-quixotesco e o lado humorístico.

Alguns soldados queriam trazer um bonde para Garanhuns; Hemetério foi à praia levando sabonete e toalha; e um deles, quando recepcionados em Glicério, hoje  Paquevira, gritou bem alto: "Vivia a mulher glicerina".

Dois anos depois, a revolução constitucionalista de São Paulo, só hoje compreendida, recebe naquele estado os filhos de Garanhuns, que serviam no Exército e na Brigada Militar, Polícia Militar. Vem a segunda grande guerra, na Europa, Garanhuenses atravessam os mares  e vão a luta contra as hostes nazistas e fascistas, em defesa da democracia e da liberdade do Brasil e do mundo. Seus nomes devem ser lembrados pelas novas gerações: Ivan Pedrosa; Eliazar Barros; Francisco Paes de Melo e Luís Alexandrino de Araújo, Luís do Cinema, este último falecido vítima de doença contraída nos campos de batalha. Garanhuns está devendo a ele, uma placa com o seu nome em uma rua da cidade. 

Um povo que não tem história, e tendo não sabe mantê-la e cultuá-la, não é digno de viver.
(Fonte: Artigo publicado no  Jornal "O Monitor" em 25/12/1976).

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