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sábado, 17 de janeiro de 2015

CANTOR E POETA JOSÉ CASTOR PEREIRA GALINDO (ZÉ CASTOR)


Por Iderval Reginaldo Tenório


Zé Castor é um Pernambucano de Alagoinha, pequena cidade de um dos  meus Estados, é que sou Cearense de Juazeiro do Norte, Pernambucano da Serra do Araripe e hoje Soteropolitano, então Baiano de Salvador.

                              


O Zé Castor era uma das figuras mais importantes nas Vaquejadas de Juazeiro do Norte, festas estas nas quais a  minha família tinha uma certa influencia, foi nestes encontros que tive o privilégio de conviver com o Patativa do Assaré, Luiz Gonzaga, Vavá Machado e Marcolino, Pedro Bandeira de Caldas , Cego Oliveira, Bigode do Maneiro Pau, Mestre Noza, Coronel Ludugero e outros ícones do cancioneiro Nordestino.

O meu cunhado( Dr. Odílio Camilo) homem muito inteligente e culto, médico de renome na região do cariri reunia em sua casa, na sua fazenda nada menos do que o Vavá Machado e Marcolino e o inesquecível , o  maior, o alegre  Zé Castor.

Nestes encontros o Zé abria a goela e cantava as sua belas músicas, todas com refrãos, ritmadas, compassadas, cheias de alegrias e de muito bom gosto.

O Zé era uma das forças nas vaquejadas do Nordeste, cantava e encantava, as suas músicas estão na boca do povo, estão nos seus cérebros, basta um refrão e  elas vem à tona, todas  sem faltar um pedaço.

1-O capim da Lagoa o veado comeu, o veado comeu..
2-Chora bananeira, bananeira chora, chora bananeira  adeus que eu  vou mimbora...
3- Eu tenho pena de morrer e deixar o mundo , quando eu morrer o mundo pode se acabar, eu tenho pena..."

Estas músicas estão dentro de cada um de nós do nordeste e daqueles que tiveram  o prazer, a alegria e a sorte  conviver com  Zé Castor.

Da minha Juazeiro do Norte conheci os grandes ícones da música brasileira. Zé Castor foi um deles.

Zé Castor  faleceu  em  1990, com mais ou menos 60 anos. 

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