The 3 Week Diet

Saturday, January 17, 2015

DOM ANTÔNIO MARIA MALAN (1924-1931)

Dom Antônio Maria Malan
Este primeiro momento é marcado por uma ação de transição de simples freguesia de Pesqueira à nova diocese. Caracteriza esse período a ação destemida do ítalo-francês, D. Malan, que adotou como lema: “Mandou-me evangelizar os pobres”. 

A posse de D. Malan aconteceu no dia 15.08.1924. Durante o seu episcopado em Petrolina, ele se esforçou no sentido de dotar a diocese de uma infra-estrutura mínima, requerida por uma diocese, a fim de que pudesse promover sua ação evangelizadora. Este período é, portanto, aquele de organização e estruturação da diocese que recebe: mais força humana – com a vinda de padres religiosos (salesianos) e seminaristas – e mais condições materiais necessárias ao trabalho pastoral; criação de novas paróquias; aquisição de terras; construção de residência episcopal, catedral diocesana, seminário, escolas.

Mesmo sendo Petrolina ainda muito pequena, o espírito visionário de D. Malan levou-o a pensar na construção de igrejas em locais periféricos. Foi assim quando quis construir uma capela no bairro “Atrás da Banca” e outra na área que corresponde, hoje, à extensão do Colégio D. Bosco. As construções só puderam ser realizadas em outro episcopado.

Petrolina foi abençoada por Deus em ter recebido um bispo com a garra de D. Malan: homem sonhador, empreendedor, obstinado, um grande lutador. Esses traços do seu caráter impediram-no de desanimar – como aconteceu com bispos colocados em dioceses circunvizinhas – diante de diocese tão difícil: com uma área territorial gigante, seca e paupérrima; com um pouquíssimo número de sacerdotes; constituída de umas poucas paróquias.

Embora poucas as paróquias – Petrolina, Boa Vista, Cabrobó, Leopoldina [Parnamirim], Serrinha [Serrita], Ouricuri, São Gonçalo [Araripina], Exu e Granito – há enormes dificuldades de comunicação entre elas. As distâncias são grandes; o meio de transporte da época é o cavalo. 

Numa situação como essa, o bispo usou como meio de comunicação as suas cartas pastorais ou o jornal O Pharol. Esse órgão criado pelo jornalista João F. Gomes recebeu de D. Malan um material trazido da França e se tornou um aliado da diocese, ajudando, assim, o bispo a quebrar as barreiras da incomunicação.

A igreja de D. Malan é ainda aquela esquematizada no Concílio de Trento. Este modelo é profundamente hierarquizado e centralizado, permitindo a participação dos leigos, quase que somente, nas associações: Apostolado da Oração, Filhas de Maria, e em ações de apoio material e logístico ao trabalho evangelizador. O bispo é o príncipe da Igreja. D. Malan governou a diocese de Petrolina até 28.10.1931 quando faleceu em S. Paulo.

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