domingo, 7 de dezembro de 2014

DR. LUIS DA SILVA GUERRA

Dr. Luis da Silva Guerra 
O jovem médico chega em nossa cidade no ano de 1922 vindo da cidade de Palmares, começava o seu trabalho de clínico na cidade do Clima Maravilhoso, instalando-se na rua Santo Antônio.

O pobre ou o rico eram sempre recebidos com cordialidade, nunca questionando se o paciente tinha dinheiro ou não, a fim de efetuar o pagamento da consulta e até mesmo o tratamento.

Sempre, todo ano, o Dr. Guerra viajava ao sul do país e algumas vezes, ao exterior, procurando os centros médicos a fim de atualizar os seus conhecimentos profissionais. Numa de tais viagens esteve em Berlim, Alemanha, num centro cirúrgico, onde fez um curso de especialização. Durante algum tempo exerce o cargo de Diretor do Posto de Saúde da Secretária de Saúde de Pernambuco.


Em 1927, com Carneiro Leão, instala o Sanatório de Garanhuns, localizado junto ao Ginásio Diocesano.
Dr. Guerra sempre entusiasta do jogo bretão, ocupa a presidência do Sport Club, por algumas vezes, tendo colaborado na construção da sede social. Na sua gestão o rubro-negro projetou-se no gramado e no mundo social, no primeiro, com vitórias sensacionais nos campeonatos e, no segundo, os formidáveis bailes carnavalescos, festas caipiras, matinés domingueiras e as "horas de arte", programadas, mensalmente com o maestro Fernando Jouteux na batuta.

Sede do Sport Club 
Na qualidade de Presidente ele não se descuidava de seus "players", dando assistência médica, sem ônus, inclusive aos familiares dos menos abastados.

O vírus da política também contamina o ilustre facultativo. Em 1947, Guerra fora eleito Prefeito do Município, tendo realizado, na sua administração, inúmeros trabalhos de interesse da coletividade. Com o espírito de caridade que primava em manter, não somente em sua atividade médica.

Por isso sendo bastante estimado na cidade serrana e arredores, em que raras eram as pessoas que não tinham recebido, de sua parte, um favor no campo de assistência médica, mais igualmente na Administração Municipal, dirigindo a edilidade com o coração, teve como resultado uma série de problemas administrativos. O administrador tem que ser como o "cactus", cheio de espinhos por fora, embora, na seca, queimados os espinhos, sirva para saciar a sede do gado.

Descendente da velha nobreza pernambucana que floresceu e aparou-se na civilização da cana de açucar, Dr. Luis Guerra detém o penacho daqueles fidalgos das casas grandes que não gostavam de mentir. Com ele era no duro: pão, pão, queijo, queijo. Ainda reza pela cartilha de Rousseau: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Era casado com D. Maria Luiza. Do casal dois filhos: Luís Pereira Guerra Filho e Maria Evangelina.
(Fonte da pesquisa: livro "Os Aldeões de Garanhuns" de Alberto da Silva Rêgo).

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