The 3 Week Diet

Saturday, December 27, 2014

VIAGEM ICONOGRÁFICA AO PASSADO DE GARANHUNS: A ORIGEM DO BAIRRO DE HELIÓPOLIS

O bairro de Heliópolis teve a seguinte origem. No ano de 1925, o Missionário Presbiteriano, Rev.Dr.George W. Taylor, conseguiu da sua missão a verba necessária para a construção do edifício do atual Colégio 15 de Novembro. O local escolhido foi o atual, porém naquela época ocupado por uma rua de casinhas humildes, chamada rua do Alecrim. O Dr. Taylor prontificou-se a adquirilas indenizando-as aos proprietários pelo preço por eles estipulado.
Rua do Alecrim
Entretanto havia um contratempo: a dificuldade de conseguir outro local onde se instalassem. O então prefeito do município, Euclides Dourado, que pelo seu amor a Garanhuns, nunca deixava nada sem solução, durante o seu mandato, qualquer problema afeto à prefeitura, convidou o sr. Leonilo Ferreira do Nascimento, construtor com algum conhecimento de engenharia, a fim de, percorrendo a antiga estrada que ia para Frexeiras, descobrir um local apropriado para a transferência dos moradores da rua do Alecrim.
Descoberto o local, logo foi encarregado do serviço de limpeza com a devastação do matagal e adaptação do terreno, o mesmo Leonilo. Em uma das vezes que o prefeito examinava os trabalhos, resolveu, em companhia de Leonilo, passear pelas imediações e assim chegaram ao monte que Euclides Dourado logo denominou Monte Sinai.
Subiram-no e dali contemplaram admirados a planície e seus pés, que se estendia até a cidade distante, verificando que aquele monte ficava um perfeito alinhamento com a rua  do Recife, atualmente rua Dr. José Mariano.

"Nesta planície é que deveria ter sido iniciado o povoamento da cidade", disse o prefeito.

"E porque o Senhor não funda outra cidade nela?" perguntou Leonilo Ferreira.

"Sei lá...bem, vou pensar nisto", respondeu Euclides Dourado.

Na noite daquele dia o prefeito não conseguiu dormir direito. Não lhe saía da imaginação aquela enorme planície abandonada e aquele belo monte de onde se descortinava panorama tão magnífico.

Ruber van der Linden
Via, em imaginação, aquela planície toda cortada por ruas e avenidas e, entre elas uma, a principal, em alinhamento com a rua do Recife.

No dia seguinte convidou o seu conterrâneo e amigo, Dr. Ruber van der Linden, a quem expôs o plano de aproveitamento daquela enorme área.

E, no local, teve o laborioso prefeito a satisfação de ver o plano receber os aplausos do amigo. Era o início de um dos maiores beneficiamentos que a cidade iria receber.
Prefeito Euclides Dourado
Poucos dias depois os que iam ali, viam, em todas as direções, bandeirolas tremulando nas extremidades das varas, e o Dr. Ruber van der Linden, à frente de uma turma de trabalhadores, dirigida por Leonilo Ferreira Nascimento, executando o sonho do Prefeito Euclides Dourado.

Quando, com a abertura da atual avenida Rui Barbosa, se tornou possível a subida de um automóvel ao cume do Monte Sinai, em uma das idas até lá, o prefeito se fez acompanhar do filho, Dr. José Maria Dourado. Lá em cima, contemplando o belíssimo panorama e o adiantamento dos trabalhos na planície, já com várias avenidas abertas e loteadas, tudo iluminado por esplendoroso sol de verão, pergunta Euclides Dourado ao filho:
"Diz lá... que nome devo dar a isto?. Surpreendido com a pergunta, pensa um momento o rapaz, e vindo-lhe à memória reminiscência da História Grega, respondeu:

"Heliópolis".

"Heliópolis, Heliópolis..." resmunga o pai. 

"Sim, Heliópolis... retruca o filho". "Não vê o Senhor como o sol ilumina toda a planície?"

"Está bem", diz o pai. Será Heliópolis mesmo".

Mais algum tempo e ficaram prontos os trabalhos de demarcação e loteamento.

Os terrenos foram postos à disposição de quem quisesse, em lotes de dez e dezesseis metros de frente, por até 30 de fundo.
Leonilo Ferreira do Nascimento

Para adquirílos bastava fazer uma petição ao Prefeito e as únicas despesas que tinham os candidatos eram os selos da petição e o registro da concessão no cartório. Os proprietários das casinhas da Rua do Alecrim tiveram cada um lote com dez metros e mais ajuda da construção da nova moradia. Deu-se início então às construções mais importantes do novo bairro. O Colégio 15 de Novembro e o Sanatório Tavares Correia.

É de notar-se que, obstante todas as facilidades concedidas pelo prefeito, não eram muitos os que requeriam terrenos e a maioria daqueles que o faziam, limitava-se a murá-los sem dar início às construções. "É muito longe do centro da cidade e não dispomos de automóveis", eram as palavras que se ouviam da maioria.
Fonte da Pesquisa: Livro "História de Garanhuns" de Alfredo Leite Cavalcanti.

Empresa amiga da Cultura.



3 comments:

  1. Que o amor, a paz e a felicidade façam parte da vidas de todos neste novo ano que está se iniciando. BOAS FESTAS!!!!
    Seguindo no Blog! Um abraço!
    http://www.luceliamuniz.blogspot.com.br/

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  2. A história da nossa cidade é linda e merece ser conhecida por todos e este blog está de parabéns pela iniciativa.
    O Livro História de Garanhuns poderia ser revisado reeditado e disponibilizado para que todos conheçam #ficaadica

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  3. Obrigado amigo Sérgio Roberto, forte abraço.

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