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Wednesday, November 19, 2014

GONZAGA DE GARANHUNS

Cordelista,  Mestre de Reisado e Escritor Gonzaga de Garanhuns

Luiz Gonzaga de Lima (Gonzaga de Garanhuns), nasceu em 8 de agosto de 1943, no Sítio Sussuarana, zona rural de Garanhuns na época,  hoje pertence ao município de São João.

Tudo começou em 1973, quando Gonzaga leu um artigo no Diário de Pernambuco, que em certas cidades tinham literatura de cordel. Gonzaga colocou em mente que queria fazer cordel, como de fato fez. Em 1973 escreveu o seu primeiro cordel (Lampião em Serrinha), e daí não parou mais. Logo no início foi difícil, pois precisava se deslocar a Caruaru para a gráfica de Olegário ou de a de Bezerros de J.Borges.

Ele sempre
recebe apoio de várias casas comerciais e da prefeitura, para manter o seu trabalho.
Gonzaga é considerado um dos maiores cordelistas de Pernambuco, segundo o maior pesquisador da literatura de cordel do Brasil, o Dr. Joseph M. Luyten, o seu grande amigo e admirador.
Gonzaga já ganhou o prêmio de 2º lugar de literatura de cordel, concurso realizado pela secretaria de Educação e Cultura da Cidade do Recife, quando o professor Ariano Suassuna foi secretário.
Gonzaga sempre dá palestras nas escolas, colégios e faculdades.

Gonzaga de Garanhuns
O interessante é que ele só cursou até a 4ª série primária, isso na década de 60. Seus temas principais são: História da cidade, cangaço, Luiz Gonzaga. Gonzaga é o destaque cultural da cidade, sempre querido e procurado por todos, sem distinção de classe social, sobretudo pela classe jovem estudantil da cidade e região. Chegou a receber a medalha cultural Mons. Adelmar, e por último, o maior prêmio cultural de Garanhuns "Anun de Ouro".

E assim Gonzaga continua com sua simplicidade e humildade, elevando o nome de Garanhuns, através dos seus trabalhos literários. Por isso, Gonzaga é a cultura viva da cidade.


GONZAGA DE GARANHUNS FALA DO REISADO.

O reisado de Garanhuns tinha tradição, inicie no reisado em 1955 quando assisti a uma apresentação do reisado de mestre Candido sertanejo, o mestre Candido, resolvi então formar um grupo com garotos da minha idade no sítio Tiririca neste município.  Resolvi então acordar o reisado de Garanhuns que estava adormecido e apresentá-lo no Festival de Inverno como meio de elevar a cultura da minha cidade, a partir dessa iniciativa surgiram vários outros grupos de reisados em Garanhuns e projeto para o futuro tornar Garanhuns a capital do reisado.

Vou fazer uma retrospectiva de alguns desses momentos. Em 1982 através do LP Benditos e Reisados o qual gravei uma faixa fui convidado pela produção do Som Brasil apresentado por Rolando Boldrin para participar do programa. Em 1994 participei do MUSISESC com o baião Tributo a Zé Dantas, em 1995 participei do Festival Regional Alô Pernambuco com a música Reisado Pernambucano de minha autoria a qual gravei no LP Reisado Pernambucano com arranjo de Dalva Dinis e participação do violeiro Senival Teixeira.


Tenho participações nos LP de Leonildo de Souza, Bendito do Padre Cícero e de Genivaldo Pereira cantando Mistura de Forró, a minha musica foi Gravada por Geraldo Silva, intitulada Bananau do Bastião. Algumas canções já foram gravadas por alguns artistas, a música Tique Taque do peito foi gravado por Verônica Campos, Zezinho de Garanhuns e Tarcisio Rodrigues, o baião chuva caída foi interpretada Florisval e agora uma das minhas composições despertou o interesse do conterrâneo Dominguinhos, cuja música é Tributo a Zé Dantas.
(Texto do Profº Claúdio).

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