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Friday, October 10, 2014

O NORDESTE DEPOIS DE LULA - "É INCONTESTÁVEL QUE NO PERÍODO DO GOVERNO DE FHC O NORDESTE FOI TRATADO COM INDIFERENÇA".

Fotos: Carlos Teixeira/DP /d.a pres
Os principais diferenciais do governo Lula para o de FHC, no Nordeste, foram:

1- As obras direcionadas para a região: transposição do São Francisco, Ferrovia Transnordestina, refinarias e siderúrgicas (na gestão de Fernando Henrique não houve nenhuma obra nessas dimensões para a região);

2- Ampliação dos recursos para programas sociais. O Bolsa Família é um programa nacional, mas como aqui vivem 50% dos pobres, que são beneficiados, acaba transformando-se em um programa de distribuição regional de renda. O governo FHC tinha programa de transferência de renda, mas os valores eram menores: “O conjunto de bolsas dele somava R$ 2 bilhões, mas no governo Lula isso foi multiplicado por cinco”.

3- No governo Lula o Nordeste liderou percentualmente a criação de emprego formal no país. De 2003 a 2009 cresceu 5,9% ao ano, mais do que o Brasil (5,4%) e o Sudeste (5,2%). O aumento real do salário mínimo também impactou positivamente a região, porque o Nordeste tem metade dos que ganham salário mínimo;

4- A criação de empregos, o aumento do mínimo e o Bolsa Família expandiram o consumo na região. De 2003 a 2009 o Nordeste - juntamente com o Norte - esteve na dianteira das vendas do comércio varejista do Brasil. Com a explosão do consumo vieram os empreendimentos privados, como indústria de alimentação e bebidas (Sadia e Perdigão, em Pernambuco), supermercados e grandes magazines. O crescimento do Nordeste teve a singularidade da distribuição de renda e pela primeira vez na história é sustentado também por obras da iniciativa privada.

5- Os investimentos em agricultura familiar aumentaram: os do Pronaf (Programa de Apoio à Agricultura Familiar) são seis vezes maiores no governo Lula do que no de FHC. Outros programas foram criados para a área, como o de Aquisição de Alimentos, que compra diretamente a produção dos agricultores. 50% dos estabelecimentos de agricultura familiar estão no Nordeste.

Principais empreendimentos

Transposição do Rio São Francisco:

Vai beneficiar 12 milhões de pessoas, no interior de quatro estados: Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Quando pronta, previsão é que atenda 390 municípios, ajudando a dinamizar a economia deles

Transnordestina:

 A obra atinge 81 municípios nos estados de Pernambuco, Piauí e Ceará.  A ferrovia tem extensão de 1.728 km e liga o município de Eliseu Martins (PI) aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE). Ao longo de sua extensão pode tornar-se um “vetor de desenvolvimento” para municípios da região, conforme avaliação do Ministério da Integração Nacional.

Refinarias:

Construção de novas no Maranhão, Ceará, Pernambuco. Ampliação da refinaria Clara Camaleão, no Rio Grande do Norte, e da Landulpho Alves, na Bahia

Estaleiro:

Em Pernambuco.

Siderúrgica:

Ceará e Pernambuco

Investimentos privados:

De 2005 até agora cerca de duas mil empresas instalaram-se na região, esta é primeira vez na história que um ciclo de crescimento no Nordeste é também “ancorado no investimento da iniciativa privada”. Existem na região 23 polos de desenvolvimento industrial e agrícolas, como o de Suape (PE), onde estão o Estaleiro e a Refinaria Abreu e Lima. 


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