quinta-feira, 14 de agosto de 2014

ACIDENTES AÉREOS QUE TIRARAM A VIDA DE POLÍTICOS

A queda do Cessna Citation 560 XL em que viajava Eduardo Campos, na manhã de quarta-feira (13) foi a primeira tragédia a vitimar um candidato à Presidência da República. No entanto, outros acidentes aéreos já interromperam, na política brasileira, as vidas de dois ex-presidentes da República - o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco e Nereu Ramos -, dois governadores e vários parlamentares, entre os quais o ex-presidente da Câmara e da Assembleia Constituinte Ulysses Guimarães (PMDB-SP).

Primeiro militar a assumir o governo após o golpe de 1964, o marechal Castelo Branco morreu em 18 de julho de 1967, quatro meses após deixar a Presidência. O avião em que viajava para Fortaleza, um Piper Azteca PA23, foi atingido na cauda por um caça T-33 da Força Aérea Brasileira, em condições que o inquérito militar não explicou satisfatoriamente. O avião caiu perto da capital cearense, deixando apenas um sobrevivente.

Outro político a ocupar a Presidência da República, embora interinamente, e que morreu em acidente aéreo - três anos depois de deixar o Palácio do Catete, no Rio - foi Nereu Ramos. O avião em que viajava caiu pouco antes de pousar em São José dos Pinhais, no Paraná. Ele chegou a ser levado a um hospital, e morreu dias depois, em 16 de junho de 1958 - com ele estava o governador de Santa Catarina Jorge Lacerda.

No final de 1955, Nereu Ramos foi uma solução encontrada para dar fim a um conturbado período de crises que se arrastavam desde a morte, em agosto de 1954, do presidente Getúlio Vargas. Ramos era vice-presidente do Senado quando alguns grupos se movimentavam para impedir a posse do presidente eleito, Juscelino Kubitschek, prevista para o início de 1956. O vice de Getúlio, Café Filho, e depois dele o presidente da Câmara, Carlos Luz, foram afastados do cargo e Nereu Ramos era o seguinte na linha sucessória. Interino durante três meses, foi ele quem deu posse a JK.

Governador do Rio de Janeiro, Roberto Silveira foi vítima de um acidente de helicóptero sobrevoando a cidade de Petrópolis. Ele chegou a ser levado para um hospital e acabou morrendo em 28 de fevereiro de 1961. Era pai do ex-prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira

Nome de destaque da oposição ao regime militar, político de grande força eleitoral em Pernambuco, Marcos Freire (MDB) era ministro da Reforma Agrária do governo José Sarney (1985-89), quando o jatinho em que viajava, no interior do Pará, explodiu no ar, em 8 de setembro de 1987. Com ele morreram o presidente do Incra, José Raduan, e o secretário0-geral do ministério, Dirceu Pessoa.

Por seu papel decisivo na criação da Constituição de 1988 e pelo enorme prestígio político de que desfrutava, Ulysses Guimarães deixou um grande vazio político ao desaparecer no fundo do mar perto de Angra dos Reis, no litoral fluminense, em 12 de outubro de 1992.
Nem ele nem o helicóptero Esquilo HB 350 B em que viajava jamais foram localizados. Com o "Senhor Diretas", como Ulysses era chamado por ter liderado a campanha das Diretas-Já, em 1983 e 1984, estavam, além do piloto, sua mulher, Mora, seu amigo Severo Gomes, que havia sido ministro da Indústria e Comércio do governo José Sarney (1985-1989), e a mulher de Severo, Anna Maria.

Em 1ª de outubro de 1982, Clériston Andrade, político e pastor, foi vítima de um acidente de helicóptero durante sua campanha ao governo da Bahia.

Eduardo Campos, candidato à Presidência pelo PSB, morreu dia 13 de agosto de 2014 após a queda do Cessna Citation 560 XL em que viajava com outras seis pessoas em Santos, litoral paulista. Foi a primeira tragédia a vitimar um candidato à Presidência da República.(Portal Yahoo)

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