The 3 Week Diet

Friday, July 11, 2014

LIÇÃO DO VEXAME

Por Fernando ferro 




Esse 8 de julho seguramente não é o dia que o Brasil inteiro chorou, esse é o dia do vexame do futebol canarinho. Nunca a camisa amarela foi levada à lona com essa vulgaridade. O futebol, essa paixão nacional, nos deu grandes alegrias. Cinco Copas e a presença em todas elas falam por si.

O grande desastre de 50, aquele que condenou o goleiro Barbosa à pena fatal do desprezo e da humilhação, foi finalmente prescrito.

Agora não há um Barbosa, mas um conjunto de Freds, símbolos da inoperância, da incapacidade e da incompetência. É cruel que os erros do Brasil busquem ofuscar a qualidade alemã em campo. Porém, do outrora melhor futebol do mundo, dos mágicos da bola, da surpresa e da plástica, do sutil e delicado à explosiva criatividade, restou-nos a mais escancarada derrota.

Agora, a vida segue. E a derrota pode, digo, pode ser a mestra dos ensinos da vida. Basta querer, ter humildade e desejo de aprender. Pode ser que esse desastre do mineirão seja a hora de dar ouvidos ao bom senso futebol clube, e, abrir-se um debate sobre este negócio e paixão do futebol no Brasil. Virar pelas entranhas a CBF e seus indícios de corrupção, desmandos e orgia de interesses privados que brincam e tripudiam de sentimentos tão nobres como a paixão do brasileiro pela seleção. Taí um bom debate pós copa, quem sabe não cabe uma CPI??

De 50 a ferida começou a ser fechada com o surgimento da geração Pelé/ Garrincha, que nos colocou no Olimpo do Futebol, culminando com a vitória de 70, fechando o ciclo de 58, ano em que a taça virou nossa. Desse time de 2014 escapam, por acidente, Neymar, David Luiz e Tiago Silva. São os herdeiros do futebol arte nacional. Esperamos que, a exemplo de 1966, onde fracassamos na Inglaterra de forma melancólica mas não humilhante, essa lição nos prepare para Rússia em 1918, antes passando por eliminatórias que não mais serão fáceis.


Veja-se Chile e Colômbia, onde boa dose de acasos nos criaram fáceis e falsas expectativas para um time que ser terceiro ou quarto lugar neste ano, merece uma festa de carnaval frente ao time mediano que temos. No mais, a vida segue, pois ela não se resume ao futebol.


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