sábado, 12 de julho de 2014

FOLCLORE POLÍTICO - SENADOR SEM VOTO

Centro de Garanhuns, capital do Agreste Meridional. Fevereiro de 1979. A Cidade das Flores comemora seu centenário de emancipação. O prefeito Ivo Amaral organiza uma semana de festas, incluindo shows com  grandes nomes da música brasileira, como  Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Como bom católico, Ivo Amaral manda celebrar missa no dia 4 de fevereiro, data de encerramento dos festejos. E convida o senador biônico Aderbal Jurema para assistir à missa, programada para as 8 horas. O bispo Tiago Postman, que continua no município, sempre foi conhecido pela sua pontualidade.

São 7h50 e nada do senador e sua mulher Ivete aparecerem na casa do prefeito para ir à Catedral de Santo Antônio, como tinham acertado. Ivo resolveu não esperar mais e decide ir para a Catedral. Dez minutos após o início da missa aparecem o senador e sua mulher.
- O que houve senador? - perguntou Ivo Amaral.
- Eu tive muito azar para chegar até aqui, pois a Avenida Santo Antônio estava ocupada pelo povo. Eu ainda tentei pedir para passar, dizendo que era o senador Aderbal Jurema, mas ninguém parece ter levado a sério. Ninguém me reconheceu. Parece até que o povo só conhece o outro senador, o Nilo Coelho - falou o senador. Aí dona Ivete interveio:
- Aderbal, o povo conhece Nilo Coelho porque votou nele. Você é senador biônico.(Fonte: Livro Folclore Político "Do Chinês no Palanque ao Pequinês das Princesas", de Carlos Cavalcante e Jaques Cerqueira).

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