quarta-feira, 23 de abril de 2014

JOAQUIM DA COSTA CAMPOS


Avenida Santo Antônio - Década de 1970 - Foto de Massillon Falcão
Português, vizinho de Quintão, consorciado com Judite e sua descendência compunha-se de: Odilon, Raul, Otávio e Orlando. Esta turma, mais velha do que nossa geração, já se encontrava em "outras águas", inclusive porque o "portuga" os colocara, desde cedo, no trabalho. Proprietário da Sapataria "Calçado Pátria" localizada na Rua Santos Dumont, 15, ali era encontrado sempre na luta - uma faca na mão, cortando couro destinado à confecção de calçados, pois também os fabricava. Já de cabelos brancos, era incansável na sua tenda comercial. 

No mundo social chegou a ocupar a presidência do Comércio Sport Club, pois gostava do jogo bretão. Talvez por isso, nunca negava contribuição, quando a gurizada ia solicitar auxílio para a compra de uma bola de couro.

Na qualidade de comerciante, improvisou um sistema de crediário, uma espécie de "carnet", que constava de um cartão padronizado, com 24 pequenos quadros. No cabeçalho o nome do comprador, valor da mercadoria e contribuição semanal. Pagamento aos sábados, dia de feira. Era uma maneira prática de vender a crédito, principalmente a matutada - freguesia certa, nos fins de semana. Utilizando tal sistema de crédito, adquiri em 1930, um sapato Clarck no valor de trinta mil réis  (30$000), pagamento de um mil réis por semana. O seu divertimento, era jogar gamão com o vizinho Felinto Velho.(Fonte da Pesquisa: Livro "Os Aldeões de Garanhuns, de Alberto da Silva Rêgo)

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