terça-feira, 25 de março de 2014

LIVRO PINGOS DE GARANHUNS "UM DOCUMENTO HISTÓRICO"


Por Audálio Ramos Machado Filho

Uma surpresa agradável e cheia de porquês, foi ter conhecimento da obra não publicada de Dona Arlinda Valença de Mota Valença: "Pingos de Garanhuns", que chegou às minhas mãos através dos confrades do Instituto Histórico, geográfico e Cultural de Garanhuns, professores Claúdio Gonçalves e Antonio Vilela.

Na cidade onde o Nordeste Garoa, "pingos" não somente do orvalho da Serra dos Garanhuns, encravada soberanamente no Planalto da Borborema. Mas também de cultura, de erudição, de amor à esta terra que se misturou com a história e com vida da família Mota Valença.

Escrito em 1969, a obra teve divulgação restrita entre familiares e amigos próximos da autora. Como um tesouro que tem data e hora certas para ao conhecimento de todos, chega até nós, com a anuência da família, em uma edição comemorativa aos 203 anos de criação do município de Garanhuns, como primeiro número de Coleção do Instituto Garanhuns.

Contamos com a colaboração e parceria dos seus sobrinhos Pedro Jorge Valença, Pedro Gerson Silvestre e André Valença. No Instituto todos se empolgaram, e cada um colaborou ao seu modo. Afinal não se poderia deixar relevado a um universo restrito uma singular e simpática.

Ao ser convidado pelo professor Antonio Vilela, editor desta edição, para fazer esta apresentação, me senti recompensado em retribuir com tão pouco o que recebi dos Mota Valença, do Monsenhor Adelmar, querido mestre e exemplo de sacerdote, mas também de Dona Anita Valença, minha primeira professora, que tive a alegria de rever mais uma vez na alegria dos seus 101 anos!

Há muitas formas de descrever "Garanhuns", cada um faz da forma que seu coração inspira, e aquilo que se escreve sempre transcende o simples mundo da literatura e passa a ser um transbordar da alma altaneira dos que bebem dessas  águas minerais.

Alfredo Leite Cavalcante, João de Deus Oliveira Dias, Alfredo Vieira, Alberto da Silva Rêgo, Abdísio Vespasiano e Álvaro Lemos, Ruber van der Linden, Neide Tavares, Souto Dourado, Claúdio Gonçalves, Marcílio Lins Reinaux, Manoel Neto Teixeira, apenas para citar os que falam da Garanhuns histórica, a eles se soma, agora oficialmente, apesar da ausência física de Dona Arlinda da Mota valença.

Desfrutemos das páginas belas de "Pingos de Garanhuns", sentindo Garanhuns fluir mais uma vez, e sempre, em nossos corações.  (Audálio Ramos Machado Filho é Economista, sócio fundador do Instituto Histórico, Geográfico e Cultural de Garanhuns e Presidente da Câmara Municipal de Garanhuns).


GARANHUNS DO PASSADO

Por Claúdio Gonçalves

Nos vales e colinas verdejantes de Garanhuns, índios, brancos e negros, escreveram as primeiras páginas da sua história, páginas marcadas pela presença dos sesmeiros, da chegada do bandeirante Domingos Jorge velho, do nascimento de Simôa Gomes de Azevedo, da doação de parte de suas terras a Irmandade das Almas, a elevação do povoado a Vila de Garanhuns, pela Carta Régia de 1811, da garbosa cidade que cativou o Barão de Nazaré, da inauguração da estação e tantos outros fatos históricos que são capítulos que ao longo tempo foram escritos pelo seu povo.

Pingos de Garanhuns, pode ser considerado um documento histórico, que nos proporciona conhecer em suas linhas os capítulos mais importantes da história de Garanhuns. Sua autora, registrou fatos, datas e personagens com extrema fidelidade, sendo o seu livro uma fonte para pesquisas e estudos, mas sobretudo, para que as novas gerações conheçam Garanhuns e todo o seu legado histórico.

A mestra Arlinda da Mota Valença, um obrigado ainda é pouco.(Claúdio Gonçalves é professor, escritor, pesquisador  e Presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Cultural de Garanhuns)

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