terça-feira, 18 de março de 2014

O CERTO DA SUA HISTÓRIA DE GARANHUNS

Gonzaga de Garanhuns e Anchieta Gueiros de Barros


Gonzaga de Garanhuns


Em um, cinco, meia dois (1562)
Até hoje inda lembrada
A José Burgos de Souza
Essa terra despovoada
Por Duarte de Albuquerque
Coelho, essa terra foi dada

Que Duarte de Albuquerque
Coelho esse nobre senhor
De Duarte Coelho Pereira
Era filho de penhor
Do seu pai, Duarte Coelho
Pereira foi sucesso

Duarte Coelho Pereira
Senhor de alta valia
Ele era em Pernambuco
Um senhor de simpatia
E governador da época
Quando era capitania

A José Burgos de Souza
Estimável cidadão
Pelos serviços prestados
A capitania em ação
Foi dada uma sesmaria
Como gratificação

Sesmaria eram terrenos
Sem donos abandonados
Que os reis de Portugal
Faziam os mesmos doados
Distribuindo aos colonos
Pra serem colonizados

Então ao seu José Burgos
A ele sim foi doada
das terras de Garanhuns
Uma sesmaria foi dada
Para que a terra virgem
Fosse sim, colonizada

Os tempos foram passando
Pois uma revolução
Houve aqui em Pernambuco
Qual foi sem comparação
Devido aos sofrimentos
Da cruel escravidão

Nessa época da revolta
Era o então governador
Caetano de Melo Castro
Homem de porte e valor
Que o mesmo a Portugal
Dava todo seu penhor

Com a revolta dos negros
pelo Zumbi comandados
Por toda esta região
Eles foram espalhados
E de mata virgem a dentro
Eles foram infiltrados

Desde da serra da Barriga
Território de União
Dos Palmares Alagoas
La foi o ponto padrão
De onde os negros saíam
Para a tal revolução

Com a revolta dos negros
O governador sentiu
A necessidade de ajuda
De fora, e conseguiu
Que essa guerra cruenta
com isso tudo buliu

Caetano de Melo Castro
O então governador
De Pernambuco na época
Resolveu e com vigor
A combater os quilombos
Dos Palmares com vigor

Ele ai resolveu logo
Numa astúcia genial
Esse a D. Martins da Cunha
O governador geral
Do Brasil a recorrer
Ao El rei de Portugal

Recorreu para que fosse
Dada a ele a permissão
De Domingos Jorge Velho
Ele tinha precisão
E o El rei de Portugal
Lhe atendeu com atenção

Que Domingos Jorge Velho
Na época se encontrava
Ás margens do São Francisco
Que na Bahia ficava
No lugar Casa da Torre
Com seu filho se achava

O seu filho Miguel Coelho
Gomes que era sargento
Mor, um homem destemido
De um incrível talento
Sempre acompanhou seu pai
Em todo e qualquer momento

Ao convite formulado
O bandeirante aceitou
Num instante sua tropa
O bandeirante formou
Pra combater os quilombos
O bandeirante marchou

Isso no final do século
XVII pois então
O Domingo Jorge Velho
Encostou com precisão
Nas terras dos Garanhuns
Nessa imensa região

Encostou sua tropa
Um arraial levantou
Onde hoje pois é o sítio
Paulista, ele preparou
Para combater os quilombos
Com sua tropa marchou

Que a guerra dos Palmares
Quando a mesma terminou (1694)
Pois Domingos Jorge Velho
A sesmaria ganhou
Não querendo aqui ficar
Ao seu filho ele entregou

Seu filho tomou de conta
Dessa terra a ele dada
Foram seis léguas de terra
Para ser colonizada
Na serra dos Garanhuns
Terra fértil e cobiçada

Uma índia Cariri
Miguel Gomes conheceu
Da tribo dos Unhannhuns
Resultado assim se deu
Dessa união tão perfeita
Simôa Gomes nasceu

Isso em mil e seiscentos
Noventa e três no momento
No mês santo de dezembro
Se deu o seu nascimento (1693)
Simôa Gomes nasceu
Naquele exato momento

Simôa Gomes bem jovem
Logo cedo se casou
Com o moço Manuel Ferreira
De Azevedo, aqui ficou
Com ele tomando conta
De tudo que ela herdou

Mas, em mil e setecentos (1729)
E vinte e nove faleceu
O Sr. Manuel Ferreira
De Azevedo morreu
Daí houve o inventário
De tudo quanto era seu

Simôa Gomes viúva
A parte que ela herdou
Pois, desse inventário feito
As terras que ela ganhou
A confraria das almas
Sua parte ela doou

Isso em mil setecentos
E cinquenta e seis então (15/05/1756)
Aos quinze do mês de maio
Ela fez a doação
A confraria das almas
Que hoje é o nosso chão

Pois quando Simôa Gomes
Sua terra foi doada
Por ela, à confraria
Já era a mesma habitada
Por gente vinda de fora
A terra era procurada

A terra foi se povoando
Com o povo aqui chegando
Era assim este lugar
Pelo povo procurado
Mais tarde vindo torna-se
Em um  próspero povoado

Pela região ser fértil
A mesma foi procurada
Holandeses, Italianos
Faziam daqui paradas
Também pelos Portugueses
A terra foi cobiçada

Foi chegando, foi chegando
Muita gente para cá
Daí formou-se povoado
Com povo de cá e lá
Aí deu-se o nome ao mesmo
Santo Antônio do Ararobá

E por que Ararobá?
Foi porque o povoado
Tornou-se capitania
Por ter muito prosperado
E que do Brejo Madre 
De Deus, o foi desmembrado

Pois que ao Brejo da Madre
De Deus aqui pertencia
Bem, sobretudo a comarca
Somente lá resolvia
Todas causas da justiça
Pra quem aqui residia

Mas com o desmembramento
Aqui tudo ficou sendo
O povoado cresceu
Da maneira que só vendo
Chegando tornar-se vila
Pelo progresso crescendo

Por esse tal crescimento
O povoado sem parar
Não demorou pra tornar-se
Pelo progresso exemplar
A capitania do santo
Santo Antônio do Ararobá

Pelo mesmo crescimento
O povo adiantou
Mas, em mil e oitocentos
E onze logo mudou
Desse ano aos 10 de março (10/03/1811)
O mesmo vila tornou

Daí é que é contada
A data bem de verdade
A data certa que tem
Com toda realidade
São 203 anos
Que tem nossa cidade

Não é pois assim contada
A data de elevação
A cidade como estava
Esta em documentação
O certo é partir de vila
É essa a data padrão

Data certa pra dizer
Pra se dizer a verdade
Não contada da data
Que elevou-se a cidade
Mas quando passou a vila (1811)
É essa a realidade

1811
Pela carta régia então
Isso aos dez do mês de março
Deu-se sua elevação
De povoado pra vila
Bem feita com precisão

O governador da época
De Pernambuco não minto
Era o atual da época
O Sr. Caetano Pinto
De Miranda Montenegro
Que elevou o recinto

Conhecida como vila
De Santo Antonio ficou
A vila muito cresceu
De crescer nunca parou
Só após 68
Anos cidade tornou

E assim por incentivo
E muita boa vontade
Do Barão de Nazaré
Que sugeriu de verdade
De elevar Garanhuns
A caráter de cidade

Era Silvino Guilherme
De Barros Homem de fé
Deputado provincial
O seu nome tá de pé
O famoso cidadão
O Barão de Nazaré

Em um, oito, sete, nove (04/02/1879)
Aos quatro de fevereiro
Foi elevada a cidade
Neste torrão agresteiro
Tendo mais um município
Em nosso chão brasileiro

Garanhuns não teve data
Digo de emancipação
Porque nunca pertenceu
A outra cidade não
Ou a outro município
De nenhum da região

A história assim nos diz
Com certeza abertamente
A fundação da cidade
Deu-se gradativamente
Essa, por Simôa Gomes
Bem assim foi realmente

Desde pois a doação
A confraria doada (15/05/1756)
A confraria das almas
Que essa terra foi dada
Daí começou aos poucos
Garanhuns a ser fundada

E assim foi se elevando
De sítio pra povoado
De povoado pra vila
O lugar foi elevado
Até chegar à cidade
O nome que foi lhe dado

Para explicar-se melhor
Fundação nunca se deu
Também emancipação
Essa nunca se ocorreu
Pois que a outro município
Garanhuns não pertenceu

Em mil e oitocentos (1879)
Setenta e nove e mais nada
Ao caráter de cidade
Garanhuns foi elevada
Emancipada não foi
E nem tão pouco fundada

O vereador Audálio
Ramos com toda atenção
Junto ao Professor Vilela
Fez toda averiguação
Sobre essa data correta
Da cidade a fundação

Não foi em mil oitocentos
Setenta e nove é verdade
A data não é correta
Da fundação da cidade
A fundação foi aos poucos
Isto é realidade

A categoria sim
Garanhuns foi elevada
Foi elevada a cidade
Diferente da fundada
E como também não foi
A cidade  emancipada

Que outro município
Garanhuns não pertenceu
Por isso emancipação
Isso nunca se deu
Agora categoria
De elevação ocorreu

Antônio da Silva Souto
Foi seu primeiro prefeito
Em três anos de gestão (1892-1895)
Fez um trabalho direito
Pela sua dignidade
Seu trabalho foi aceito

Garanhuns sempre cresceu
Que todos fiquem sabendo
A mesma pelo progresso
Pois foi se desenvolvendo
E a cada dia que passa
O progresso vai crescendo

A cultura do café
Se expandiu na região
Cebola também mamona
Erva doce e algodão
A pecuária era farta
Milho mandioca e feijão

Veio a luz de Paulo Afonso (década de 50)
Que iluminou a cidade
O trem já tava algum tempo (1887)
Que trouxe prosperidade
Trazendo força e progresso
Pra essa localidade

Garanhuns ta bem servida
No setor de educação
Com colégios e escolas
E faculdade padrão
Que enfatiza seu povo
Com atual formação

Seus belos pontos turísticos
Cada qual mais belo e fino
O belo nascer do sol
No alvorecer matutino
Bem mais belo seu ocaso
No entardecer vespertino

As suas flores tão belas
Coloridas, perfumadas
As belezas graciosas
Das mulheres são formadas
São belezas ofuscantes
Nelas bem depositadas

Como também noutras áreas
As de turismo e cultura
E na comunicação
Garanhuns tá na altura
Por isso nossa cidade
É uma beleza pura

Garanhuns sempre cresceu
Em progresso e bem estar
Esta cidade serrana
É um modelo exemplar
Suas águas cristalinas
Que borbulhadas das minas
Fazem tudo admirar

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