The 3 Week Diet

Tuesday, March 25, 2014

GARANHUNS - CASAS COMERCIAIS ANTIGAS DA AVENIDA SANTO ANTONIO


Família Diletiere

RUA SANTO ANTÔNIO é a principal artéria comercial, sendo que, algumas casas , ali situadas, tinham uma finalidade dupla-loja e residência. Nela encontrar não somente estabelecimentos comerciais e bancários, como igualmente, consultórios, cartórios, hotéis, templos religiosos, associações e, certos trechos destinados unicamente para residência particular. Temos  na referida rua, os seguintes comerciantes: - Adolfo Simões na “Maison Chic” com as suas “promoções” nas festas natalinas; Álvaro Silva emigrou para o sul maravilha e voltou correndo e dizendo que não havia outro lugar igual a Cidade Serrana, hoteleiro e que tinha por “hobby” soltar grandes balões na véspera de São João; Aprígio Tenório Valença, Eurico Monteiro e Manoel Paes na multiplicação de pães e bolachas; Antônio Augusto Pereira (português), amealhando os pacotes na Mercearia Portuguesa e o filho Fernando Castelão divertindo a turma com o seu Programa – “Variedades na P. R. A. 8 e, posteriormente na TV Rádio Jornal do Comércio, Canal 2, com sucesso, lançando o espetáculo “Você Faz o Show”, projetando, no cenário nacional, o mundo artístico pernambucano; Antônio, Arlindo e Joaquim (Quincas) de Lima Penante com suas camas e berços “Patente” pra neném dormir; Antônio Paulo Miranda, Bento Miranda Henriques, Idalina Cisneiros e Filhos, Odilon Campos, vendendo cromo alemão e sapatos de couro cru à matutada; Antônio Reinaux complementando os “fordecos”  com sua peças legítimas, medindo e cortando tecidos de seda, algodão e casimiras, desde a primeira década do século, tem-se – Francino F. Caldas e familiares ( os portugueses invadindo a Cidade Serrana), Francisco Uchôa de Gusmão, (loja pequenina e sortida). 
Francelino Caldas
Joaquim Alves  Barreto Coelho ( O “chefão das Horas de Arte”, em sua residência), José Gregório da Silva Correia ( pai do indomável jornalista “Seu Mir”), Ulisses Peixoto Pinto (oriundo de Palmeirina), e, nos idos de “20” – Arcelino de Figueiredo Matos (na “A Atrativa”, tecendo estórias, Aurides Cardoso ( na “A Dietiker sem descuidar de apregoar o “Alan Kardec”), Horácio Ferreira, ( sempre atencioso com a freguesia), Horácio Vasconclos ( gostava de uma boa prosa), José da Costa Leite ( estampando no “Brasil Chic” os  últimos artigos da moda), José F. Costa ( a multinacional de tecidos em grosso), José Fitipaldi (Zequinha) e os sócios Colimério Gomes e Alberto Cruz (colocando “zabumba”) na porta da loja, nos dias de feira, para atrair a matutada e, de noite, faturando no Cine Glória), Luís Pereira Júnior ( na “ A Pepita” misturando tecidos com miudezas, malas e colchões), Lupicínio Gonçalves ( atento aos fregueses, mesmo àqueles que só iam  conversar), Minervino Apolinário de Araújo ( na “Veneza Americana”, sem perder o lazer de uma partida de gamão, aos domingos, na calçada de sua tenda de trabalho), Severiano Morais ( transmitindo o gem do “escambo” a todos os filhos), Thomas Neves Suzarte ( na “Casa Bela Aurora” com o melhor sortimento de fazendas),  na década de “30” – Silva Campos, Fausto Souto Maior  e o genitor Bernardino Gonçalves S. Maior, ( Na “A Nortista”), metendo –se em política e encaminhando os filhos para o mundo da Justiça e das letras).
Arnóbio Coimbra Pinto, no Bar Glória, ajudado pelo filho Augusto, suportando os “porres” dos amigos da “malvada”, concorrendo com José Gregório Correia da Silva Filho, depois Sandoval, no Café Central ; Bernardino Ferreira Guimarães, com o “Grande Armazém das 10 portas” desde a última década do século XIX; Domingos Diletiere e Irmãos , dando continuidade a “Mercearia e Loja Diletiere” da rua do Cajueiro nº 1, com estivas; Eduardo Prado da Silva, burilando as suas imagens sacras e fotografando a meninada, na primeira comunhão; Elias de Barros faturando na Agência Chevrolet; Elias Aelaquett cuidando das bijoutrerias; Francisco A. Pessoa, na década de “20” vendendo “cadillacs” a 20 contos, que pechincha...; Hermilo Costa, distribuindo prêmios da S. Capitalização; João Ferreira da Costa Júnior, dando continuidade a obra do “velho”, na área comercial de ferragens iniciada em 1884; José Gaspar da Silva, no comércio de Usga e açúcar, com o filho Edson, na gerência dos negócios; José Godoy, uma figura simpática, sem muitas letras, mas com muita gaita, solteirão, esnobando na alta sociedade deixando o contador Matias Lins cuidar dos lucros e perdas; J. J. Carvalho, no ramo de ferragens, louças, estivas na “Dispensa de Garanhuns” e, nas horas de lazer, o teatrólogo; José Soter, Manoel Salviano Filho, Orlando Wanderley e SamuelBarbosa – não esquecer o comerciário Rubem Wanderley, com seus “couros” incensando a redondeza; Leandro amorim, com a sua sortida mercearia e cujo “hobby” era por o nome dos filhos com a inicial ”P”.
Leopoldino Cardoso,  traçando jóias e consertando relógios; Manoel Joaquim Torres, deixando o “xará” Joaquim Lins comandar a venda de bacalhaus que, no tempo das vacas gordas era comida de pobre; Manoel Vicente da Cruz Gouveia, amante da música, consagrado no primeiro escalão do Grêmio Polimático e Félix Rui Pereira (editor do Conde Job, livro de poesias de Artur Maia, almanaques e bibliófilos ) ambos no mundo dos papéis e livros; Paulo Pontes, atarefado nas representações comerciais, mas, dispondo de tempo para “veserjar”; Salvador Dias Correia, vendendo além de imóveis e imagens, também sementes de flores e hortaliças; Secundino Machado ofertando pratarias aos noivos; Tomé Zaidan colocando cedo a “meninada” no balcão; Antônio Moraes (Alfaiataria Morais), Jorge Koury, José Luís Alves de Souza, M. C. Lins, perderam o concorrente Josafá Pereira (preferiu o tabelionato), no alinhavar casimiras, brins e caróa destinados aos jovens; Berlarmino de Paula Santos (como gostava de conversar) e Albino Gueiros Sales, cortando o cabelo dos garotões; Francisco Grossi (Chicó), depois a esposa Menininha, divertindo o povo, com Carlitos, “Os Três Mosqueteiros”, Tom Mix, Buck Jones, e outros astros do cinema; Alberto Souto, com os tacos de marfim, fazendo a bola rolar no pano verde; Maurício Amorim, Gerente do Banco de Garanhuns e seus “expects” contadores, tranquilino Viana e Dermeval Matos, na manipulação de juros e dividendos; Audifax Aguiar, Álvaro Peçanha Barreto e Luís Burgos Filho na equipe de fundação do BB, trazendo os MIR REIS para fortalecer a economia comercial e um grupo de bancários que foi crescendo e entre estes temos – Alcindo Wanderley, Artur Napoleão Goulard, Álvaro Maranhão, Aristides Barcelos, Edilberto Correia, José da Guia Cabral, Lourival Jatobá, Waldomiro Pernambucano e outros.
Adhemar Pires Travassos, Antônio Pereira da Silva, Heribaldoacioli e José Vieira, fazendo a conta dos “lucros e perdas” na irmandade do “varejo e grosso”, sendo que, o primeiro, (diz Nivaldo Luna), era o cônsul do garanhuenses, na Capital Pernambucana, para resolver os problemas dos amigos da “boa terra”; na área profissional, tem-se: no FORUM, as figuras dos juízes – Joaquim Maurício Wanderley (1909/13), José P. de Abreu e Lima (1934/17), José Vieira Rabelo ( 1919), Ernesto Vieira dos Santos (1920/25), Jonatas Costa (13.06.25 a novembro de 1930), Severino Tavares Pragana (1931/32), Lauro Dornelas Câmara, cujo filho advogado Reinaldo Dornelas Câmara projetou-se na área governamental, Evandro Muniz Neto (1934/35), Edmundo Jordão de Vasconcelos ( 1936/41), Lito de Azevedo Silva Filho (1942-60), e os promotores públicos: Alfredo da Silva Melo, Lira e Cezar, Epitácio Cavalcanti Pessoa Sobrinho, Osvaldo Gadelha.
Advogados – Anísio Arroxelas Carapeba, Erasmo Peixoto, Edmar Lopes, Enock Nogueira, Eurico Costa, João Domingos da Fonsêca, Manoel Agripino do Rêgo Barros, Morse Lira, Sátiro Ivo Júnior, Urbano Vitalino de Melo; Cirurgiões-dentistas – Flávio Lira, Ivo Rangel, Josefp Gorembein, Luís Andrade, José Alexandre Sobrinho, Mário Matos, Osório Souto, Paulo Magalhães, Pérola Grossi; Farmacêuticos – Carlos Guerra, Florismundo Lima, Jocelino Caldas, José Álvaro Lima, Péricles e Dorval Santos; Médicos – Edgar Taveiros, Geovani Lima, Godofredo de Barros (anteriormente farmacêutico), José A. Tavares Correira,Lessa de Andrade, Luís Guerra, Pedro de Góis, Otoniel Furtado  Gueiros, Raul Camboin. Tabeliões – Antônio Eutímio de Azevedo (1]), Mário Sarmento Pereira de Lira (2º), Josafá Pereira (3º), posteriormente C. Galvão, Maximino F. da Silva e Mário Monteiro e os escrivães juramentados – Mário Falcão Campos, Thiago Veloso, Acácio Luna, além de Nair Pereira e Semiranes Bezerra; associação Comercial e dos Cafeicultores; Hotel Central de Ivo Rangel e Familiar (Dorval Santos foi arrendatário).
Templos religiosos – Catedral, construída no quadriênio 1856/59 e reformada em 1907, graças ao empenho total do Dr. Joaquim Maurício Wanderley, onde, às quintas-feiras, à tarde, d. Hermila Brasileiro ministrava o catecismo e sede das Associações – “São Vicente de Paula”, “Apostolado de Maria”, “Filhas de Maria”,: Templo Presbiteriano, no lado oposto à Catedral com a realização de “cultos” aos domingos, pela manhã e sede das seguintes associações; “Sociedade Esforço Cristão”, Presidente Manoel M. Lucas (1922), “Auxiliadora das Senhoras”, Presidente – Luiza Vilela (1922), “Esforço Cristão Juvenil”, Presidente Israel Gueiros ( 1922). Palácio Episcopal que abrigou D. Manoel Antônio de Paiva e, depois, D. Mário Miranda Vilas Boas, um dos maiores moradores sacros do Brasil. Grupo Escolar Severino Pinheiro (em 1930,  após a Revolução, passou a ser denominado Grupo Escolar Nilo Peçanha), derrubado na administração C. Galvão para ser, neste local, construído o atual prédio da Prefeitura Municipal. E, ainda, nos dias de sábado, até há alguns anos passados, o lugar das feiras-livres.(Fonte da Pesquisa: "Livro os Aldeões de Garanhuns, de Alberto da Silva Rêgo).


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