quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

LUIS BURGOS




Sport Club de Garanhuns, década de 1930 - Foto de Massilon Falcão.

         Nasceu em 1850, faleceu em 04.01.1920. Tendo sido registrado sob o nome de Luis de Barros Pereira Rêgo, pois seu pai se chama Rogério de Barros Pereira Rêgo, resolveu, por questões particulares alterar o nome. O pai faleceu em 24.03.1863 e sua mãe Edwirges Gomes Pereira Rêgo em 24.06.1874. Tinha um tio, Herculano de Barros Pereira Rêgo que expirava em 24.07.1890. Sempre exerceu a profissão de agricultor. Na sua propriedade “Castainho”, também chamada Potó, durante dois anos plantou trigo, sendo o pioneiro na região, tanto com esta gramínea como no cultivo da rubiácea – o café . Era um homem que gostava sempre de dar assistência ao seu semelhante, muitas vezes, com perigo de ser contaminado, quando no caso de doenças transmissíveis pelo contato. Alheio à política, a todos procurava ajudar. Na época da “Bubônica”, na cidade, era visto levando alimentos e remédios aos doentes, indiferente à cor, política ou religiosa do necessitado, fazendo o que lhe mandava o sentimento de ser cristão.


            Burgos, após os acontecimentos que enlutaram Garanhuns – Hecatombe de janeiro de 1917, prestou socorros até a bandoleiros e, por essa razão, quase que era incriminado. Mas o que lhe mandava a fé cristã era socorrer os necessitados, pois não nutria ódio nem rancor contra ninguém. É o que nos conta sua neta Sephisa Monteiro, que o conhecera bem. Era capitão da Guarda Nacional. No Sindicato Agrícola e Pastoril, nos biênios 1912/14 e 14/16 fez parte do C. Fiscal. Em1910 era “Juiz de Paz”. De um seu caderno de anotações extraímos o seguinte: “Comprei o Engenho de Manoel Rogaciano de Barros Silva em 18.04.1891 por cento e cinquenta mil réis; Idem parte de terra de José Pereira do Nascimento em “foges” em 11.06.1891 – Plantei 5.680 pés; A primeira planta que fiz em Barra de jangada foi de 10.000 pés. Em 13.06.1891. No final do caderno a seguinte nota: No dia 15 de janeiro de 1917 foi a Hecatombe de Garanhuns, na cadeia onde morreram 23 pessoas, sendo 11 dos atacados e 12 dos atacantes: Dr. Borba, médico, Coronel Manoel Jardim, Coronel Francisco Velloso, Coronel Julio Miranda, Argemiro Miranda, Satyro Ivo e Luís Gonzaga filho do finado Jardim. Eles não estavam presos, foram para cadeia onde se julgavam mais seguros. Somente o Dr. Borba é que estava com voz de prisão. Legalmente no processo foram incluídos 77. Foi calculado o número de assaltantes em 300. Foram sepultados no dia 16.01.1917.

            Luis Burgos era casado com Hermira Tertulina da Silva Rêgo.(Fonte: Livro "Os Aldeões de Garanhuns", de Alberto da Silva Rêgo).


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