quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

GARANHUNS: HISTÓRIAS DO BAIRRO DO MAGANO


Matriz de Santa Terezinha - Foto do Grupo Amigos de Garanhuns no Facebook

Nos idos de 1888, os intelectuais da época, costumavam visitar a gruta d'água e subirem os tabuleiros em direção ao monte, que de cima avistavam a cidade baixa. Ali, eles achavam um lugar bastante aprazível, aconchegante, alegre e que não deixava de ser travesso, porque os seus habitantes, eram pessoas interessadas pelo desenvolvimento do bairro. Criativas, promoviam momentos festivos e daí, já começavam a batizar de Magano aquele monte. O próprio Coreógrafo e Poeta Arthur Maia, costumava subir o monte para do alto, contemplar a cidade baixa.

A história do bairro do Magano, segundo o Historiador Alfredo Leite Cavalcanti, no segundo volume na página 38; narra o seguinte: "Que em 1898, o bairro do Magano possuía 25 prédios. Muito do seu progresso, deve-se as iniciativas dos senhores: Ernesto Leite e Antonio Alves do Nascimento, que atenderam a um apelo da Igreja e construíram a capela que mais tarde veio a ser chamada Matriz de Santa Terezinha que teve como primeiro vigário: Padre Tarcísio Falcão, depois substituído por Padre Acácio Alves, filho do principal benfeitor do bairro, sr.Antonio Alves do Nascimento.

Na década de 1950, existia próximo ao número 900 da antiga Rua da Areia, hoje Avenida Sátiro Ivo existia uma árvore frondosa, bastante grande, que tomava uma área de aproximadamente 12 metros circulares conhecida como "Pé de Tamboril". Ela sujava toda a área com suas bajes. No governo do então Prefeito celso Galvão, a referida árvore sofreu derrubada, para dar passagem ao calçamento da tradicional Rua da Areia.

O Bairro do Magano, possuía um Matadouro Público, situado na Rua da Matança hoje Julião Cavalcanti.

Por trás do prédio 1006 na antiga Rua da Areia, hoje Av. Sátiro Ivo, existia um cemitério que era zelado pela família do Sr. Luiz Pereira, proprietário do imóvel. No local do referido cemitério, foram construídas várias casas que mais adiante tomou o nome de Rua do Triunfo, que também apelidada de "Rua do Grilo".

A iluminação pública do bairro do Magano funcionava das 17:30  e apagava às 23:00 horas. A posteação era  madeirada e as lâmpadas incandescestes.

O Bairro do Magano, era abastecido por um chafariz, situado na esquina da Praça de Santa Terezinha. Com 4 torneiras grandes e 3 banheiros, onde a comunidade utilizava diariamente, pagando uma taxa de 100 réis por banho, tinha como responsável o Sr. Caboré, que foi substituído pela Sra. Júlia Marcionílio. O referido chafariz foi desativado com para a construção do Supermercado Jóia, que passou para Supermercado Frei Damião e hoje Supermercado Ipiranga. (Fonte da Pesquisa: Livro "História do Magano", de Lamartine Peixoto Melo).

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