The 3 Week Diet

sábado, 1 de fevereiro de 2014

FRAGMENTOS DO PASSADO

Por  Valdemir Barbosa

Antigo Zoológico que existia no Parque Euclides Dourado.

Há poucos meses foi instalada uma lanchonete nesta cidade, muito bem aceito, denominada de Subway, no local onde exatamente existiu a sede do  Clube Sport de Garanhuns, local privilegiado e admirado por todos, por se achar numa praça luminosa, arborizada, chamada Souto Filho.

O saudoso clube possuía campo de futebol mais importante da cidade, que era localizado onde se acha a atual Estação Rodovária de Garanhuns. Houve disputas acirradas em fins de semana, com a  participação de uma torcida fiel e numerosa, onde se apresentavam times das cidades da região e de outros  estados vizinhos.

Devo ressaltar que o quarteirão que ora está ocupado pelos prédios dos Correios, Igreja Congregação Cristã do Brasil, Centro Espírita Deus, Amor e Caridade, lanchonete, restaurantes, Secretaria de Saúde do Estado (V GERES), Pró Rural, pertenceu ao cemitério que ali existiu. Diz-se que foi o terceiro da cidade. Na época eu gostava de perambular com os amigos, curiosamente aproximávamos dos trabalhadores que se achavam limpando a área, abrindo covas e retirando os restos mortais daqueles que ali foram sepultados.

Ali existia plantação de mangueiras e milharal cultivados no local da extinta necrópole, que de forma  alguma minha mãe aceitava para consumo, quando alguém aparecia com ofertas dos produtos extraídos do campo santo. Com o passar dos tempos ali foi construída a sede do União Futebol Clube, sob a presidência do Sr. Duda Maleiro.

Ressalvo que os amigos de infância de maior aproximação, foram meus vizinhos, Luiz (Lula), Gildo, Gilberto (Betinho) e Adélia Mendes Gonçalves filhos de Luiz Mendes Gonçalves (Empresário) e D. Divanice Mendes Gonçalves, proprietários da Fábrica Cruzeiro, localizada na Rua Dr. Jardim, que  produziam o famoso café Cruzeiro, e produtos manufaturados  do milho, ou seja, fubá, cuscuz, mungunzá e xerém. O Sr. Luiz Mendes Gonçalves, era um dos poucos que possuía automóvel na cidade e residia na melhor casa da nossa rua.

Minha mãe com seu espírito de iniciativa, ao perceber animais sobre o telhado, durante parte de uma noite, aplicou  uma boa contra os macacos fugitivos do Parque Euclides Dourado, que passaram a provocar um verdadeiro tumulto sobre as casas da Rua Amaury de Medeiros, que causou grande barulho prejuízo para todos, durante o tempo que os malfeitores permaneceram sobre as casas, nos forçou a ficar sem luz. daí minha mãe com uso de um cabo de vassoura, fez prender ao mesmo, em uma das extremidades, um pedaço de ferro, que o colocou sobre a brasa do fogão à lenha, e após alguns minutos, visualizou a passagem daqueles perturbadores nas brechas do telhado, que já se achava com parte descoberto, desorganizado, com rapidez, lançou sobre os mesmos, um a um, a ponta avermelhada do metal, que produziu aquele espanto, barulho e a correria desesperada dos bichos, para nunca mais voltarem. 

No dia seguinte surgiram comentários de que os bichinhos se achavam engaiolados e muito tristes. O agente da ação nunca foi descoberto. por iniciativa da administração do colégio evangélico 15 de novembro, parte do seu imenso terreno, tornou-se loteamento com o surgimento da Av. Agamenon Magalhães, que se prolonga até o Instituto Bíblico. Houve uma grande expansão naquela área com novas ruas, tornando-se um local muito bom para moradia. 

O ex-cinema Veneza, assim como a casa anexa ao mesmo, também fazia parte do grande desmembramento. A casa situada à Rua Dr. José Mariano, nº 428 (Park & Festas), vê-se no momento uma empresa de entretenimentos para crianças, ali ficava a sede da AGA (Associacão Garanhuense de Atletismo). Convém relembrar que onde funciona atualmente, o Mercado 18 de agosto, localizava-se a Central de Geradores de Energia Elétrica, com uso de óleo diesel, e o fornecimento de eletricidade para os usuários, ocorria das 18:00 às 22:00 horas. Parte da noite era comum o uso de querosene em seus candeeiros, numa poluição ambiental, insuportável e prejudicial à saúde. Esta situação perdurou até que surgiu a energia da CHESF (Companhia Hidroelétrica do São Francisco), graças ao Governo Dutra.

Foi dito naquela época que Garanhuns foi a primeira cidade a receber luz elétrica da CHESF, graças à subestação instalada em Angelim. Na avenida principal da cidade, Av. Santo Antônio, existia o Café Central (e cervejaria), cuja frequência era numerosa pela sua popularidade. Em ocasião de festa natalina, as mesas e cadeiras ficavam ocupando a calçada da avenida. Na mesma via pública, existia o Café Glória, muito frequentado pela elite da cidade. Tratava-se de uma casa comercial rica e especiarias, frios, bebidas e outros produtos requintados, muito procurados. Ainda na mesma avenida existia o cinema Glória, hoje no local se vê a empresa Balangandã Magazine.

Na Praça Dr. Manoel Jardim esquina com a rua Maurício de Nassau, nº 32, pela arquitetura da época na frente e parte posterior, funcionava o 1º cinema chamado Trianon. A apresentação do filme "Paixão de Cristo", era mudo, acompanhado da música "Fascinação".
Onde se vê o atual Banco Bradesco, existia o tradicional Hotel Familiar, que na data que se registrou o trágico acontecimento da morte do Bispo de Garanhuns, D. Expedito Lopes, o referido estabelecimento comercial ainda funcionava e era frequentado por turistas e representantes comerciais. Fonte: Jornal "Correio Sete Colinas).


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