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Thursday, August 1, 2013

OS TEMPOS DE DOMINGUINHOS EM GARANHUNS


Do Blog do Roberto Almeida
A morte de Dominguinhos foi notícia nos principais veículos de comunicação do país. Muito se falou de sua vida de músico, cantor e compositor. Não poderia ser diferente, pois que o sanfoneiro era um grande artista, com o talento reconhecido pelo público e pelos colegas de profissão, como Luiz Gonzaga,  Flávio José, Santanna, Maciel Melo, Jorge de Altinho, Elba Ramalho, Fagner,  Gilberto Gil e tantos outros que gravaram músicas suas, ou cantaram com ele, ou simplesmente gravaram alguma de suas composições.

A mídia mostrou quase tudo sobre Dominguinhos. Faltou, no entanto, dizer alguma coisa sobre a vida do artista em Garanhuns, na sua infância e juventude.

Tentamos algumas informações aqui mesmo na cidade, pois nas biografias publicadas nos jornais e sites da internet não encontramos nem mesmo o nome da mãe do músico. Citam  apenas o pai, Chicão, também ele sanfoneiro.

VIZINHOS - Dona Eliete Martins, 72, mora numa casa simples da Rua Djalma Dutra, no bairro de Heliópolis. Ela, seu esposo Pedro e toda sua família conviveram de perto com Dominguinhos, seus pais e irmãos que eram muitos. “Acho que eram 9 ou 10”, recorda a velha senhora, sem saber exatamente quantos, porque faz muito tempo. “Eu sou casada há mais de 50 anos e quando a família foi embora eu ainda era solteira, quase uma menina”, recorda, ela que nasceu apenas alguns meses antes de Dominguinhos.

Ela lembra que na época, na Rua Frei Caneca, onde hoje existe o Hospital Monte Sinai, havia um conjunto de casas de taipas, residências muito comuns no interior nordestino, construídas com barro e varas. Seu Chicão a mulher e os filhos moravam de aluguel numa dessa casinhas. “O proprietário era Zé Catão, ele recebia o aluguel por semana”, lembra Eliete.

A senhora do bairro de Heliópolis não precisa quanto tempo a família Moraes morou no local, mas acredita que foi um período maior do que cinco anos.”Quando chegaram os filhos eram pequenos e quando partiram, para o Rio de Janeiro, Dominguinhos mesmo já era um rapazinho”, informa.

O pai de Dona Eliete, José Martins, conhecido como Zé Gago, tinha a casa e uma bodega no número 120 da Djalma Dutra. Mesmo na esquina com a Frei Caneca. Hoje no local, funciona um estabelecimento comercial, tipo uma lanchonete. Ela lembra bem que muitas vezes o menino Domingos vinha a pedido dos pais comprar sardinha, aquela popular, que é vendida em latões, e que tem um cheiro muito forte quando está fritando. “Ele pedia a meu pai para escolher, queria levar uma bem gorda”, revela com um sorriso, pois em sua opinião esses peixes são todos iguais.

FESTAS - A vizinha dos Moraes disse que a família ganhava o pão tocando em festas. Os mais requisitados eram o pai e Dominguinhos. “Eles eram convidados para animar muitas festas. Batizado, casamento, aniversário. Tocavam também na feira, que era no comércio. Na porta do Hotel (Tavares Correia) e nas cidades vizinhas”, complementou a moradora de Heliópolis.

Ela lembra, ainda, que um senhor chamado Valdemar, que morava na Avenida Rui Barbosa, vivia inventando festas só para chamar Dominguinhos. Pelo que deu a entender era uma maneira de ajudar.

O ARRAIAL - Neste tempo lembrado por Dona Eliete, essa parte de Heliópolis era bem diferente. Nas imediações da Frei Caneca e Djalma Dutra, hoje totalmente habitadas,  tinha muito matagal.  Não existiam os hospitais nem as clínicas atuais, as casas eram simples e até a Igreja do Perpétuo Socorro era diferente da que os garanhuenses conhecem, de formas arredondadas. “Era uma igrejinha pequena, depois é que fizeram essa”, esclareceu. Aliás, 50 ou 60 anos atrás toda a área citada era conhecida como o “Arraial”.

Ela garante que os Moraes eram boa gente, queridos por todos. De Dominguinhos mesmo não sabe uma única história de arruaça ou má conduta. “Quando a família resolveu ir embora, atrás de um futuro melhor, nós ficamos tristes, houve choro”, relembra.

Segundo Dona Eliete Martins, parte das comidas preparadas na viagem foram feitas na casa do seu pai. “Eles prepararam o bode aqui”, salientou.

Viajaram de pau de arara. “Nesse tempo tinham muitos caminhões que faziam o percurso até o Rio ou São Paulo e a viagem durava até 14 dias”, informou.

Essas são as principais recordações da vizinha e amiga dos Moraes. Tem fatos que ela esqueceu. Lembra bem de Seu Chicão e os filhos, o jeito da mãe dos meninos, mas não teve jeito de recordar o nome dela. “Era católica, ia a igreja com o marido, levava os filhos”, ressaltou, acrescentando um comentário curioso: “Gente pobre sempre é católica”.

Embora admita que Dominguinhos tenha vivido uns tempos em Recife, onde também se apresentava como músico, ela assegura que o sanfoneiro e toda família saíram de Garanhuns diretamente para o Rio de Janeiro.

“Eles deram sorte lá assim que chegaram. Chicão foi comprar uma cama e na loja recebeu um cupon. Foi sorteado e ganhou um carro. Vendeu e adquiriu sua primeira casa em Nilópolis, cidade em que foram morar”, revelou,  satisfeita, a moradora da Djalma Dutra.

Dona Eliete disse ainda que Dominguinhos quando vinha a Garanhuns, e se hospedava no Hotel Tavares Correia, procurava rever pessoas dos tempos em que morou na cidade. “Eu mesmo nunca fui não, mas tenho uma prima que ia ao hotel conversar com ele. Simples, ele nunca mudou”, finalizou a colega de infância e adolescência de José Domingos de Moraes.

1 comment:

  1. APROVEITANDO A DEIXA DESSA OPORTUNA POSTAGEM DOS TEMPOS DE DOMINGUINHOS EM GARANHUNS, ATÉ QUE PAROU MAIS A ONDA DE OPORTUNISMO BARATO QUE SERIA OU SERÁ UMA TREMENDA ABERRAÇÃO A PRAÇA GUADALAJARA VIR A MUDAR DE NOME. ATÉ QUE ENFIM, OS CARONEIROS BAIXARAM O FACHO OU ENTÃO SOCARAM OU ENFIARAM ÀQUILO ENTRE AS PERNAS E CALARAM O BICO SEM DÁ MAIS UM PIO SEQUER, AINDA BEM... ESSA CONVERSA MOLE DE TROCA-TROCA DE NOME SEM HIERARQUIA DE VALORES, SEM EIXO E SEM CENTRO OU ENTÃO, SEM BEIRA NEM EIRA, É CONVERSA ENTUSIÁSTICA DE RETA FINAL OU DE ENCERRAMENTO DE FESTIVAL DE INVERNO DE QUEM BEBEU DUAS OU TRÊS DOSES DE UÍSQUE A MAIS. ATÉ QUE É DIVERTIDO E COISA E TAL, MAS SEMPRE CHEGA A HORA DE PAGAR A CONTA E DE VOLTAR PARA CASA – SEM CONTAR A RESSACA… COMO SE SABE, PREFEITO NENHUM QUE SE PREZE, DESFAZ OU BOTA ABAIXO, AQUILO QUE SEU ANTECESSOR FEZ COM TANTO ZELO E ABNEGAÇÃO E, SE TEIMAR EM APAGAR O QUE FOI ESCRITO NO PASSADO, ESTÁ SENDO ACOMETIDO OU CONTAMINADO POR VÍRUS MESQUINHOS E INVEJOSOS, OU SEJA, NO MÍNIMO É UM ATO ANTI-ÉTICO AOS SOUTOS, AOS RODRIGUES E AOS DOURADOS. E O QUE É MAIS GRAVE: JOGANDO UM FATO HISTÓRICO, DEFINITIVAMENTE, NA CAIXA DO LIXO OU UM SABUGO DE MILHO QUE SE JOGA NO “MUNTURO” DE UMA “VIELA” QUALQUER DE PONTA DE RUA OU ENTÃO PRATICANDO UM ATO DE UFANISMO BESTIAL. POIS BEM, QUEM TEM IDADE SUPERIOR AOS 50 ANOS, SABE MUITO BEM DA IMPORTÂNCIA E DO SAUDOSISMO QUE REPRESENTA ESSE NOME GUADALAJARA. DESFAZER-SE DA OBRA/TÍTULO/NOME DO EX-PREFEITO SOUTO DOURADO, SACRAMENTADO NA DÉCADA DE 70 É O TRIUNFO DA IRRACIONALIDADE SOBREPONDO-SE AO BOM SENSO DA VOZ ROUCA E DOS OUVIDOS SURDOS OU, QUEM SABE, ESTEJA APENAS COM EXCESSO DE OCIOSIDADE E UM SENTIMENTO DE DESPREZO AS TRADICIONAIS FAMÍLIAS GARANHUENSES REPRESENTADA PELOS SOUTOS E PELOS DOURADOS E SUAS RESPECTIVAS ÁRVORES GENEALÓGICAS. QUER DIZER: A IRRACIONALIDADE ESTÁ EVAPORANDO PELOS POROS DESSES BIGUZEIROS... A RECEITA PARA ACABAR COM ESSA HISTERIA ESTÁ RESUMIDA EM UMA ÚNICA PALAVRA: POVO. OU, SE QUISER, TRADUZ-SE TUDO ISSO NUM ATO DEMOCRÁTICO QUE SEJA UM PLEBISCITO OU ATÉ MESMO UM REFERENDO PARA SE MUDAR O NOME DA ESPLANADA GUADALAJARA. E SABE POR QUE TODO ESSE AUÊ?!?!?! SIMPLESMENTE, EM RAZÃO DO POVO, SOMENTE O POVO É QUEM TEM PODER TANTO DE OUTORGAR QUANTO DE REVOGAR. O RESTO É GOLPISMO E UFANISMO BARATO...

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