sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A MUSA

Antonio Alves Barreto Coelho
Garanhuns, 4/4/1897.

Poetisa Narcisa Brasil Coelho


A musa muito ligeira
Corria alegre, fagueira,
Como uma corsa altaneira
Por entre verdes rosaes;
Soltos os bellos cabellos
Loiros, finos, em novelhos,
Oh! É feliz quem ao velas
Solta suspiro e ais!

A boca alegre, mimosa,
É qual um botão de rosa,
Toda pequena, olorosa,
Contente, sempre a sorrir!
Ah! Vae beijando as boninas
Que brotam lú nas campinas
Onde as aves pequeninas
Vêm, bellas, se divertir!

Os braços alvios, bem feitos,
Aquecidos bem aos leitos, 
Pousados sobre seus peitos,
Movendo se sem parar!
Com as mãosinhas pequenas,
- Como as azas das phalenas
Que adejam pelas verbenas
Vae as flores arrancar!

Os pés pequenos, rosados,
Mui bem feitos e engraçados,
Com as uninhas bordadas,
Oh! pareciam brincar!
A correr pela floresta,
E quasi na alegre sesta,
As  bellas aves á está
Vinham, sonoras, saudar!

Antonio Alves Barreto Coelho nasceu em Garanhuns, à 6 de novembro de 1885. Era filho do Cel. Joaquim Alves Barreto Coelho e da Poetisa D. Narcisa Brasil Coelho. Antonio Coelho faleceu em 19 de maio de 1897 com 12 anos incompletos. (Fonte: Álbum de Garanhuns, 1922).



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