segunda-feira, 15 de julho de 2013

ASSIM COMEÇOU GARANHUNS

Carta Régia de D. João VI, criando o município
de Garanhuns em 10 de março de 1811.

Tudo começou em 1562, quando Duarte Coelho, o Governador da Capitania de Pernambuco, fez doação de terras, ou  seja, sesmarias.
Mais tarde o seu sucessor, André Vidal de Negreiros, continuo com essas doações.
As doações eram feitas aos Mestres de Campo, como também a outros que prestavam serviços a colônia.
Grandes nomes receberam essas doações: Os Aranhas, Os Cosmes, Os Burgos, e tantos outros.
Sesmarias eram terrenos sem donos, doados aos Mestres de Campo, como também a outras pessoas.
Esses Mestres de Campo empenharam-se nas lutas contra os Quilombos dos Palmares, comandados por zumbi e foram vencedores.
O preso que tinha uma sentença a cumprir em Portugal, ao aceitar sua vinda para o Brasil, sua pena diminuía e chegava a receber sua doação.
Mestres de Campo eram como se hoje fossem um militar graduado pelos seus atos de bravura. Após vencer a luta contra os quilombos, recebiam suas doações ou sesmarias, que chegavam até trinta léguas de terra. Muitos receberam a custo do derramamento de sangue dos negros indefesos.
Domingos Jorge Velho, bandeirante paulista, tem uma grande influência na história de Garanhuns.
Tudo começou no final do século XVII, quando ele chegou a essas terras, acompanhado do seu filho Miguel Coelho. Vindo da Casa da Torre, às margens do São Francisco, Bahia, a convite do Governador da capitania de Pernambuco na época, Caetano de Melo Castro, o qual recorreu ajuda ao Governador Geral do Brasil, D. Martins da Cunha, para ajudar a combater os quilombos revoltosos.
Com a vitória, Domingos Jorge Velho, ganhou como prêmio uma sesmaria de seis léguas de terra. Não querendo aqui ficar, entregou tudo ao seu filho, Miguel Coelho Gomes.
Tudo isso aconteceu em 1694. Domingos Jorge Velho não era flor que se cheirasse. foi um cruel perseguidor e assassino de índios e negros. Sua maldade era sem limites.

Simôa Gomes nasceu em dezembro de 1693.  Filha do Sr. Miguel Coelho Gomes com uma índia Cariri, da tribo dos Unhanhú. Neta de Domingos Jorge Velho e Dona Jerônima Fróes.
Simôa Gomes herdou sua parte de terra, ao falecer seu marido, Manoel ferreira de Azevedo, em 1729.
Dividiu com seus filhos, Valério Ferreira de Azevedo e D. Bertoleza Ferreira de Azevedo, e a parte que lhe tocou fez doação em 1756 à Confraria ou Irmandade das Almas   e daí essa terra foi se povoando até tronar-se essa bela e magnífica cidade. Devemos lembrar que Garanhuns não teve fundação, ela surgiu gradativamente. Simôa Gomes faleceu em 1763.
Com a Guerra dos Palmares, começaram chegar perseguidos, esse povo fugia das perseguições e vinham  parar por essas terras. A mesma foi se povoando e formando diversas comunidades negras, ou pequenos quilombos, como também mocambos. Como por exemplo: Magano, Quilombo, mocambos tinham, o Congo da Negra Maria da Cuíca, Timbó, Zumbi, Caximanga e muitos outros, como também o Castainho.

Pelos idos de 1696, houve uma completa mudança nessa região. Foi instalado um distrito judiciário sob a forma de julgado, pelo Governador da capitania na época; antes, qualquer ato judicial era resolvido em Brejo da Madre de Deus. Com o distrito instalado, facilitou mais aos habitantes dessa região, para resolverem os seus casos judiciais.
Deu-se o nome ao lugar com o distrito instalado da Capitania do Ararobá. Também foi criada uma freguesia ou paróquia, sob a  forma de curato, com o nome de Freguesia de Santo Antônio do Ararobá, isso em 1700, a mesma se aderiu ao julgado.


Ararobá era uma região montanhosa agresteira, fixada no estado, na época capitania, onde estão atualmente as serras do Ararobá, do Gavião e a Serra do Cachorro, além de outras serras.
Pertenciam à Capitania do Ararobá as seguintes povoações na época, atualmente cidades: Alagoinha, Cimbres, Poção, Pesqueira e Rio Branco. Rio Branco, na época, quando povoado era chamado de Olho D'água dos Bredos, só mais tarde deu-se o nome de Rio Branco, logo após Arcoverde, em homenagem ao primeiro Cardeal da América Latina, o Cardeal Arcoverde.
Em 10 de março de 1811 o  Povoado  de Santo Antonio dos Garanhuns passa à Vila.(Fonte da pesquisa: "Livro Garanhuns em Versos" de Luiz Gonzaga de Lima - Gonzaga de Garanhuns).

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