terça-feira, 2 de julho de 2013

56 ANOS DA MORTE DO MÁRTIR DOM FRANCISCO EXPEDITO LOPES 5º BISPO DE GARANHUNS

Foto: Dom Expedito Lopes benzendo as instalações do Ginásio do Arraial(hoje Colégio Mons. Adelmar da Mota Valença, no dia 07 de março de 1956, dia de sua inauguração, e a seu lado Mons. José de Anchieta Callou, Padre Raimundo Frota e o Fundador do Colégio Mons. Adelmar da Mota Valença). 
Noite em Garanhuns. Céu cobalto envolve a cidade de ponta a ponta, demarcando longíquos horizontes. Entre colinas enegrecidas pela escuridão, ventos assobiam lúgubres, enquanto o Angelus ainda repercute desfeito em ondas. Ruas friorentas se encolhem, dobram esquinas abruptas, derrapando entre muros e paredes aconchegantes. Envolvidos em capotes, transeuntes descem e sobem ladeiras.
Pouco depois das 18 horas, João Raimundo da Silva, empregado do palácio, dirigiu-se ao Colégio Santa Sofia, buscar a ceia de Dom Expedito, preparada pelas freiras.
Na sala de jantar, a mesa comprida. Sentado à cabeceira o Bispo deu graças ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Terminada a refeição, apagou a lâmpada da sala. No 1º andar, o gabinete de trabalho e o dormitório. Enquanto subia, seu João recolheu a louça e levou-a para a cozinha. De repente, a campainha. Largou o serviço e saiu para atender, quando viu Dom Expedito dirigir-se à porta.
Voltou à cozinha a fim de continuar seu trabalho.
Porta de postigo. Dom Expedito correu o ferrolho. À sua frente, Padre Hosana empunhava um revólver. Acionou o gatilho três vezes.
Décimos de segundos intermediaram o silêncio absoluto da explosão. O Bispo curvou-se, mão no peito, espanto no olhar. Recuou um pouco, afastando-se da porta. Do lado de fora, batina negra desceu rápido os poucos degraus a separá-lo da rua, dobrou a esquina e se perdeu na noite, engolido pelas sombras.
Na cozinha, o empregado João Raimundo ouvira os tiros, três detonações seguidas, quase sem intervalo. Não atinou se os disparos partiam da rua ou do terraço do palácio. Atravessando a penumbra da sala de jantar, a figura de Dom Expedito caminhava ao seu encontro. Chegando à copa, chamou-o:
- Seu João, estou morrendo, Padre Hosana me matou.
Pediu-lhe fosse chamar Monsenhor Callou.
O palácio episcopal mergulhou em silêncio. Dom Expedito retrocedeu nos próprios passos, dirigiu-se à capela, junto à porta de entrada. Vergou os joelhos frente ao altar, olhos no Cristo vivo, pão consubstanciado no sacrário. Que se disseram nesses instantes de comunhão perfeita, o Bispo e Deus? "Fiz o que mandaste, faz, Tu, agora o que prometeste". E o Cristo, braços abertos na cruz: "Em verdade te digo: logo estarás comigo no paraíso". Teria o Bispo se sentido só e abandonado como o Filho do Homem no Monte das Oliveiras? Teria pedido, como o cristo, "Senhor, afasta de mim este cálice?"
Genuflexo, o príncipe da Igreja rezava. As mãos postas em oração se contorciam, no esforço em superar a matéria, visão aterradora do aniquilamento físico. Nenhum sentimento de ódio deveria arranhar-lhe a alma; nenhuma ligação terrena, turvar-lhe a espiritualidade. Não se poderia afastar do preceito máximo de amor e perdão. Pediu aceitação plena dos desígnios dos céus. Pediu pela sua ovelha desgarrada, pela sua diocese. Para si, apenas o martírio, larga porta da casa do Senhor.
Faltavam-lhe as forças do altar, em toda a largura do estrato, deitou-se, cabeça virada para o lado do evangelho.
Monsenhor José de Anchieta Callou, vigário da paróquia de Santo Antônio, jantava em sua residência, nas proximidades do palácio, quando porta a dentro, esbaforido, o empregado do palácio de chofre lhe disse:
- Padre Hosana matou o Senhor Bispo.
Enquanto seu João saía em busca do Dr. Godofredo, residente na vizinhança, Monsenhor Callou dirigiu-se ao palácio. Lá dentro, silêncio absoluto. Procurou descobrir onde estava o Bispo e ouviu um "ruído cavernoso de respiração difícil" vindo do lado da capela.
Chamou-o. E ele:
- Padre Hosana me matou; perdôo esse pobre sacerdote.
Pediu-lhe desse a absolvição. Monsenhor Callou ajoelhou-se, rezando e pedindo em voz alta, para que ele também ouvisse, a conservação de sua vida, se assim fosse do agrado de Deus. Apoiou a cabeça de Dom Expedito numa almofada encontrada ao pé do altar.
Na Avenida Santo Antônio o agricultor José Câmara terminara a ceia e, na calçada, espiava o sereno. Descendo a avenida, o soldado José Pedro corria em direção ao palácio. Pensando tratar-se de assalto, acompanhou-o. No portão, Carmita, filha de dona Júlia Brasileiro, muito nervosa, deu-lhe a notícia.
Encontraram Monsenhor Callou no corredor que dá para a capela, ao pé da escada, acesso ao 1º andar, atarantado, como se procurasse alguma coisa. José Câmara perguntou o que tinha havido. O Monsenhor nada respondeu.
Na capela, achegaram-se ao Bispo. Com voz muito clara lhes disse o prelado:
- Foi Padre Hosana; deu três tiros e nenhuma palavra.
Monsenhor Callou se aproximou e os dois começaram a afastar as roupas do Bispo. Primeiro a faixa, rasgada a mando do próprio Dom Expedito. Aberta a batina e a camisa, de um ferimento a bala no peito direito escorria sangue a lhe empapar a roupa. Havia também sangue no braço esquerdo.
Dr. Pompeu Luna chegou em seguida. Indagou do Bispo quantos tiros haviam sidos disparados.
- Foram três, mas me parece que somente um me atingiu.
O médico examinou os ferimentos e constatou três perfurações: duas toráxicas e uma no braço esquerdo. A pressão arterial convergente de dez por nove e meio indicava muita gravidade, notando-se já sinais de choque. Necessário remoção imediata do ferido para o hospital.
Monsenhor Callou mandou recado ao Sr. Aloísio Souto Pinto, proprietário de uma camioneta e residente nas imediações do palácio, para ajudá-lo no transporte do Bispo ao hospital.
Voltou à capela. Nenhum lamento nem gemido. O sofrimento visível apenas em contrações faciais. Abaixou-se. O Bispo pediu-lhe a extrema-unção. José Câmara retirou-se.
O vigário da paróquia de Santo Antônio iniciou o rito do derradeiro sacramento dado aos fiéis. Paramentou-se. Tomou dos óleos bentos. "Per istan sanctam hunctionem indulgeant tibi dominus quidquid per visum deliquisti", e ungiu olhos, nariz, ouvidos, boca, mãos e pés do prelado, repetindo o pedido para que o Senhor o perdoasse dos pecados cometidos também per orfatum, per auditum, pergustum, per tactum e per gressum. Após a bênção apostólica, colocaram o ferido em uma cama e o transportaram ao hospital na carroceria da camioneta.
Pouco depois das 19 horas, Dom Expedito deu entrada no Hospital Dom Moura. De acordo com o alto de lesão corporal, apresentando "dois ferimentos penetrantes no tórax produzidos por projéteis de arma de fogo, localizados na região peitoral direita, sendo um no segundo espaço intercostal a dois centímetros do externo e o outro no quarto espaço intercostal a um centímetro do externo. Ambos os projéteis transfixaram o pulmão direito, alojando-se o primeiro na região subescapular e o segundo na região axilar. E ainda um ferimento transfixante do braço esquerdo à altura do terço médio, com lesão óssea".
E mais: hipotermia, taquicardia, taquipnéia, sudorese abundante, pele e mucosas descoradas. Cento e quarenta batimentos cardíacos por minuto. Pressão arterial, setenta por setenta e cinco.
"O estado geral inspirava cuidados". Logo chegou ao hospital, o ferido recebeu norpadrenalina em soro glicosado, oxigênio e transfusão de sangue.
Dever-se-ia proceder a intervenção cirúrgica para retirar os projéteis e debelar a hemorragia. Mas não suportaria o paciente nem cinco minutos de anestesia. Dr. Luiz Andrade, da equipe cirúrgica, ainda tentou junto ao Monsenhor Adelmar Valença, diretor do Colégio Diocesano, autorização para operá-lo, dizendo que o Bispo morreria de qualquer forma. Respondeu Monsenhor Adelmar não ter autoridade na diocese, e não lhe assistia permitir ou negar autorização para a cirurgia.
No recife, o prefeito de Garanhuns, Francisco Figueira, pelas 22 horas tomou conhecimento do fato, através de um rádio amador, com pedido de envio de socorro urgente. Reuniu equipe médica composta de cirurgião, anestesista e auxiliares. Aos primeiros minutos da madrugada do dia 2, foi informado, pelo fonofólio da Rede Ferroviária, os socorros não mais serem necessários. Desde às 23 horas haviam sido suspensas as transfusões. O paciente não mais as suportava.
A notícia logo se espalhou por ruas e praças, becos e vielas. Tomou ônibus lentos no resfolegar de íngremes ladeiras, desceu atropelando o caminhar ligeiro de pedestres friorentos, passeou à boca-pequena, transpôs paredes-meias de casas conjugadas. Revestiu-se de espanto, dor, tristeza. O povo acorrera às ruas. Em frente ao Hospital, ora chorava, ora rezava pelo seu mártir(Mártir: é uma pessoa que morre por sua fé religiosa, pelos simples fato de professar uma determinada religião ou por agir coerentemente com a religião que possui). Pedia pelo seu pastor agonizante. Dom Francisco Expedito Lopes ali estava num catre de hospital. Não gemia, não se queixava. "Nenhum pedido de conforto e de alívio, nem mesmo para os lábios ressequidos pela sede".
Lúcido, alguns intervalos de sonolência, até o fim permaneceu rezando, meditando, em diálogo com Deus. Balbuciava salmos, textos bíblicos, palavras de perdão. "Meu Deus, aceitai o sacrifício da minha vida pela conversão daquele pobre sacerdote". Quando a dor se fez mais forte: "Estou sofrendo muitas dores; é bom que doa mesmo, para que aquele pobre padre não ofenda mais Nosso Senhor".
Quatro horas antes de seu falecimento os padres, em volta, iniciaram as orações dos agonizantes. Não lhe restava mais esperança de recuperação. "Nenhum sinal de medo, nenhum gesto de pavor diante da morte, deixou transparecer". Ao Padre Godói, vigário de Correntes, chegando ao hospital às presas, vindo de sua paróquia: "Padre Pedro, adeus". O vigário fez um esgar de dor e começou a chorar. "Sine effusione sanguinis non est remisio", balbuciou Dom Expedito. A salvação através do martírio, do sangue derramado.
Ainda repetiu em latim São Paulo na Segunda Carta a Timóteo: "Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé, no mais espero a coroa da vida que me dará o Justo Juiz".
Passava da meia-noite quando Padre Tarcísio e Padre Carlos Fraga chegaram ao palácio episcopal. Iam em busca dos paramentos do bispo, em face da expectativa de um breve desenlace. O jornalista Ulisses Peixoto Filho se mantinha ainda frente ao local do crime.
Acompanhou os sacerdotes ao interior da casa. Enquanto se dirigiam aos aposentos do Bispo. Ulisses passou a esquadrinhar o espaço caminhando pelo ferido. Na sala de jantar, por baixo da mesa, na faixa de passagem entre a porta de entrada e a copa, encontrou uma bala de chumbo de revólver calibre 32, ligeiramente achatada, apresentando vestígios de sangue. Guardou-a no bolso.
Os momentos finais de Dom Expedito descreveu-os Monsenhor Adelmar da Mota Valença em "O Monitor", de 28 de julho daquele ano: "Onze padres o cercaram no seu leito de morte. Deram-lhe em conjunto a absolvição que ele pedira. Aquele quarto de hospital, naquelas horas inesquecíveis, se assemelhava ao Cenáculo, na noite da quinta-feira santa, depois que Judas saíra. Jesus cercado de onze apóstolos.
Onze padres debruçados sobre Dom Expedito, a sentirem a influência imperecível daquela santidade heróica, daquele heroísmo santo.
Absorvidos pela sublimidade daquele espetáculo inapagável, eles rezavam mais com o coração que com os lábios. Compenetrados, como se estivessem num Pontifical solene. E era realmente uma grande missa! A cama era o altar; a vítima, o bispo querido, que se oferecia a Deus. "Ofereço o sacrifício de minha vida, pela Diocese, pelo Clero e pelos seminaristas" diz ele, em plena lucidez, quinze minutos antes de morrer".
Voz em sussurro, um sacerdote se aproximou e ligeiramente curvado, ouvidos próximos aos lábios do Bispo, percebeu, nítida e clara, a última prece do mesmo. "Dai-me Senhor forças para comparecer ante Vós". E em derradeiro esforço: "Pronto, Senhor, estou preparado. Agora posso morrer". No relógio do Monsenhor Adelmar da Mota Valença, mantido entre suas mãos desde a meia-noite, eram duas horas e quinze minutos do dia 2 de julho de 1957.
Cantavam-se as matinas da festa da Visitação de Nossa Senhora.
Na escrivaninha de madeira escura, nos aposentos de Dom Expedito, o testamento manuscrito, não se sabe em que momento de incerteza.
'Em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo, declaro que, tendo nascido pobre, vivi sempre pobremente, esperando morrer ainda mais pobre, de coisa alguma disponho para legar. Tudo quanto se encontra sob meu nome pertence à Diocese, com exceção de alguns pequenos objetos cujo destino será indicado abaixo e dos meus livros que deverão constituir a biblioteca do Seminário de Nossa Senhora Medianeira, de Oeiras.
Aceitando desde já, com o mais completo e absoluto espírito de filial submissão, a morte que Nosso senhor me houver designado, ofereço minha vida pela glória de Deus e salvação das almas.
1 - A minha cruz peitoral que me foi oferecida pela paróquia de Sant'Ana, Licânia, bem como o anel oferecido pelo Seminário de Sobral, deverão ser restituídos aos mesmos como lembranças do seu 1º Bispo.
2 - A cruz peitoral do diário, o anel e o báculo deverão ser entregues ao Museu Diocesano de Oeiras, juntamente com as mitras que me foram oferecidas pela prefeitura daquela cidade.
3 - Ao Papai e aos meus irmãos sejam entregues a imagem de Nossa Senhora de Fátima, o meu relógio de bolso, os meus terços e o crucifixo.
4 - O dinheiro existente no cofre corresponde aos diversos saldos constantes do livro de c/corrente e o restante pertence à Obra das Vocações Sacerdotais.
5 - Na esperança de vir a morrer sem dinheiro, sem dívidas e sem pecados nada mais tenho a pedir senão que rezem muito para que Nosso Senhor nos conceda santos sacerdotes.

(a) Expedito Lopes".

Dom Francisco Expedito Lopes, nasceu em 8 de julho de 1914, no Sítio Jerusalém, Vila de Meruoca, no município de Sobral-CE, de família pobre, o pai era pedreiro e teve na infância, forte educação cristã. Assim despertou-lhe o desejo de ser padre. Dom José Tupinambá de Frota, Bispo de Sobral, em vista de "seus predicados de inteligência viva e de piedade bem pronunciados", recebeu-o no seminário, sem ônus para a família. Após o curso preparatório, foi enviado ao seminário de Fortaleza para cursar Filosofia. Três anos depois, iniciou o curso teológico. Já no primeiro ano "revelou salientemente sua rara inteligência o que lhe valeu ter sido enviado a Roma para continuar seus estudos". Na Universidade Gregoriana, onde chegou em 1936, além dos estudos teológicos, especializou-se em Direito Canônico.
Em 30 de outubro de 1938, o filho de Edésio e Noemi Lopes recebia, em Roma, a unção sacerdotal. De volta à diocese de Sobral, exerceu durante dez anos o cargo de secretário do bispado e professor do seminário. É dessa época o depoimento do Padre Marques: Expedito era a alma do Seminário. Quem tivesse qualquer problema ou aperto, ia ao Expedito. Era lealdade em pessoa; não tinha quem tivesse queixa dele. Franco, leal, caritativo, era só ele".
Criada a diocese de Oeiras, no Piauí, foi o Padre Expedito escolhido pelo Papa Pio XII para seu primeiro diocesano. No dia 12 de dezembro de 1948, na Catedral de Sobral, receberá as insígnias pontificais. O Bispo sagrante, após ungir-lhe a cabeça com o Santo Crisma e entregar-lhe o livro do Evangelho, colocara o anel em seu dedo anular da mão direita, dizendo: "Recebe este anel, símbolo da fé". Impusera-lhe a mitra e finalmente passara a suas mãos o báculo, símbolo do serviço pastoral. Terminada a cerimônia Eucarística, concelebrada por Bispos e Presbíteros, últimos acortes do Te Deum ainda suspenso na nave da igreja, o novo Bispo pronunciou as invocações da bênção, e traçando o sinal da cruz sobre o povo, abençoou-o "in nómine Patris et Fílü et Spíritus Sanct". Responderam "amém".
Expedito Bispo, "administrador da graça do sacerdócio supremo". Escreve Frei Romeo Peréa no livro Dom Expedito - Bispo e Mártir: "Um novo Bispo significa mais um centro de civilização cristã, ao mesmo tempo que um novo foco de verdadeiro progresso humano".
No dia 24 de agosto de 1954 é transferido para a diocese de Garanhuns, tomou posse em 11 de fevereiro de 1955.
O jornal A Resistência descreveu "a chegada do novo titular da diocese, S. Excia. Dom Francisco Expedito Lopes, precisamente às 16 horas, acompanhado dos Exmos. Bispos Dom Paulo Hipólito e Dom Raimundo.
Às 16h30 recebeu das mãos do Dr. Celso Galvão, chefe do Poder Executivo Municipal, a chave simbólica do município, debaixo de grande salva de palmas. Às 17 horas foi sua chegada ao palácio episcopal".
Prefeito, juiz, promotor, delegado, coletor estadual, comitiva de padres, monsenhores, vigários de todas as paróquias assistiram ao Dr. Mário de Souza Matos saudar o Bispo em nome da cidade.
Perfilados frente ao palácio, representações dos Colégios Diocesano e Santa Sofia. Sob a regência do maestro Luiz Figueiredo, a tradicional Banda de Música 2 de Março.
Dom Expedito Lopes "fez uma belíssima oração agradecendo a toda Garanhuns a maneira tão carinhosa com que era recebido em seu seio" e às 19h30, das mãos de Monsenhor José Anchieta Callou, Vigário capitular da diocese, recebeu o compromisso de posse no cargo de chefe supremo da diocese". No dia seguinte, às 8 horas, na Catedral de Santo Antônio, missa pontifical marcava o início do breve episcopado de Francisco Expedito Lopes.
Instaurare omnia in Christo. No brazão do novo Bispo, a inscrição convida à restauração em Cristo. Cristianizar tudo, o lema do diocesano recém-chegado.(Fonte da Pesquisa: Livros " A Bala e a Mitra" de Ana Maria César e Monsenhor Adelmar da Mota Valença Vida e Obra - Centenário de Nascimento 1908-2008 das Irmãs Cândida Araújo Corrêa e Maria Mirtes de Araújo Corrêa.

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