quarta-feira, 26 de junho de 2013

UM ESCRITOR QUE ORGULHA GARANHUNS

Do Blog do Roberto Almeida



"Dias de Febre na Cabeça", do escritor garanhuense Nivaldo Tenório, é antes de qualquer coisa boa literatura. É um livro para ler e reler, tanto pelo texto apurado, com estilo, quanto pelas possibilidades de compreensão ou entendimento oferecidas em cada história.

Neste seu novo livro, Nivaldo é já o escritor maduro, que sabe onde quer chegar. Na literatura nacional, segue a vertente de Machado de Assis e Osman Lins, tanto no modo de escrever, mais cerebral, quanto nas preocupações como autor. O foco do garanhuense é a psicologia dos personagens, é a "miséria humana"; sem concessões, apelos comerciais ou romantismos de qualquer espécie.

Os contos de Nivaldo Tenório têm uma atmosfera sombria, lembram Kafka, sobretudo o da obra prima "A Metamorfose".

O escritor não situa lugares, datas; não se preocupa com os rostos, com a superfície. Seu objeto é a alma e talvez o sofrimento humano.

Homens de meia idade ou idosos são os personagens principais do livro. Dilacerados por dúvidas, erros, incertezas, doenças, lembranças ou perspectivas de morte.

Mesmo lidando com temas tão áridos, o autor construiu um livro belo, tocante, enriquecedor.

É pena que tão pouca gente lê nesses Brasis.

Mesmo em Garanhuns, acredito, muitos se privarão do prazer estético da literatura de Nivaldo Tenório.

Dias de Febre na Cabeça tem uma unidade impressionante, mas ousaria destacar nos 14 contos do livro  as narrativas Bizarro Caleidoscópio, Labirintite, Pulgas e a história que dá título ao volume.

Nivaldo por certo não foi elogiado à toa por escritores e jornalistas da capital. Ele é motivo de orgulho para nós, garanhuenses de nascença ou de coração.

Um comentário:

  1. Agradeço pela transcrição do artigo. Principalmente por se tratar de matéria na área de cultura, que, infelizmente, nunca recebe a atenção devida. Forte abraço e parabéns pelo trabalho que vem realizando por Garanhuns.

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