terça-feira, 31 de julho de 2012

LÁ VEM O TREM


Luiz Gonzaga de Lima (Gonzaga de Garanhuns)

Quando o trem dava partida
Seu apito eu ouvia
Só para vê-lo de perto
Ligeiramente eu corria
Era o trem passageiro
Que bastante ligeiro
As onze horas descia

Lá vem novamente o trem
Escalando a serrania
Come era meu costume
Só para vê-lo corria
Era mesmo passageiro
Que serrando bem ronceiro
Pelas três horas subia

Pelas dez horas do dia
O trem de carga apontava
Um cesto contendo frutas
Numa vara pendurava
Com as frutas na cestinha
Logo pra beira da linha
Eu então me destinava

O maquinista contente
Aquela cesta pegava
Muita lenha, muita cana
Para mim ele soltava
Assim era minha vida
Na Tiririca querida
Aonde o trem passava.
(Foto: Antigo Terminal Ferroviário de Garanhuns, em bico de pena de Marcílio Reinaux).

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