terça-feira, 24 de abril de 2012

PRAÇA AGONIZA POR VIDA



Anchieta Gueiros

Pessoas passam no seu dia-a-dia
De suas casas para o trabalho,
Passam e ninguém  me olha
Ninguém percebe a minha existência,
Eu estou aqui sozinha no canto
Sem vida, sem pessoas, sem pássaros,
Para me animar e me fazerem companhia.

A beleza de uma praça são suas flores,
Seu verde e o cheiro da terra molhada
Mas nada disso eu tenho em minha vida.
Os pássaros não me visitam, pois não
tenho nada em mim que consiga atraí-los,
As abelhas sobrevoam, mas também
Não me visitam, pois não tenho flores
Para que elas possam retirar o néctar.

Tanta tristeza em meu viver,
Tenho apenas cimento e pedras,
Do meu lado esquerdo o Majestoso
e bem cuidado Mosteiro de São Bento,
Do meu lado direito a Praça Mons. Adelmar
Tão cheia de vida e perfumada.

Eu continuo aqui triste e sozinha,
Sem uma flor, sem o sorriso de uma
criança para animar o meu viver.
Muitas pessoas não me conhecem,
Nem sabem da minha existência.
Continuarei aqui à espera de pessoas,
Flores, pássaros e principalmente
de uma mão amiga que me dê carinho,
amor, atenção e esperança contra essa agonia.

Praça Professora Almira da Mota Valença (em memória). Foram mais de 50 anos dedicados a educação dos filhos desta terra, principalmente do Colégio Diocesano de Garanhuns. Era irmã do Mons. Adelmar da Mota Valença, sou ex-aluno de D. Almira. Foi considerada pelo saudoso Jornalista Ulisses Pinto como a "Dama da Educação" em nossa cidade. Faleceu em 19 de janeiro de 1987.
Como dizia Montaigne: "Dize-me como tratas as plantas e os animais e eu te direi quem és".


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