domingo, 15 de abril de 2012

O RESSURGENTE


Waldimir Maia Leite

Ressurgente homem
Para protege-la
Os cabelos brancos
Interpretam nela
Os agora dele,
Vagas e acrescidas
Com o tempo que
Os separam em vales
Dois braços fugitivos
Envolvendo o (vago)
E úmido corpo
Da estatuazinha nua
Primeiro alumbramento
Do menino que foi.
Os braços do homem
Feito e insatis(feito)
Dos caminhos do mundo
A Praça: a de nomes
João Pessoa, cidade
de Garanhuns,
Agreste
Pernambucano,
Mil crianças outras
Diferentes em imagem,
Famintas e carentes,
O Banco ao fundo,
A espera de
Duas pessoas:
O menino e a menina
(A estatuazinha nua)
Que a vida separou.
A perna direita,
de agora homem,
Encobrindo o sexo
Juvenil da
Estatuazinha
Que o tempo
Não desvirginou
A perna direita,
do homem. A imagem
Redescoberta agora,
Da estatuazinha nua.
Ela ainda menina.
Ele entretanto adulto.

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