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Friday, April 6, 2012

GARANHUENSE MORREU DEFENDENDO SEUS IDEAIS


Ranúsia Alves Rodrigues(1945-1973), nasceu em Garanhuns e mais tarde migrou para Recife, a fim de cursar Enfermagem, na Universidade, passou a se envolver com o movimento estudantil, integrando o Diretório Acadêmico.

Em seguida, se filiou ao PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).

Adotou os pseudônimos de "Olívia", "Florinda" e "Nuce", para atuar na clandestinidade. Nesse período, engravidou. Teve uma filha, de nome Vanúsia. Os pais de Ranúsia não eram de acordo com as aventuras políticas da filha.

Assim, mesmo sabendo que seria arriscado a filha cuidar de uma criança em paralelo com a vida de militante, não quiseram assumir a neta, que então foi submetida aos cuidados de Almerinda de Aquino, uma empregada da família.

No ano de 1968, quando participava do 30º Congresso da UNE, Ranúsia foi detida pelos militares em Ibiúna(SP). Contudo logo liberada. Nem por isso deixando de continuar sendo ferrenha combatente da ditadura.

Anos se passaram e a garanhuense cada vez mais viria a envolver-se de corpo e alma a favor da resistência.

Foi, portanto, no ano de 1973, que Ranúsia levaria a pior, na Praça Sentinela, Jacarepaguá(RJ). Foi assassinada com rajadas de tiro, sem nenhuma piedade. De acordo com o livro "Dos Filhos Deste Solo", Nilmário Miranda e Carlos Tibúrcio relatam a cena: "Chovia na noite de 27 de outubro de 1973, um sábado. Alguns poucos casais escondiam-se da chuva junto do muro do Colégio de Jacarepaguá, no Rio. Por volta das 22 horas, um homem desceu de um Opala e avisou: 'Afastem-se porque a barra vai pesar'.

Continuam: "Não ouvimos um gemido, só tiros, o estrondo e a correria dos carros". Vindos de todas as ruas que levam à praça, oito ou nove carros foram chegando, cercando um fusca vermelho de placas AA-6960 e despejando tiros. Depois jogaram um bomba dentro do carro. No final, havia uma mulher morta(Ranúsia) com quatro tiros no rosto e peito e três homens carbonizados".
Fonte:Livro Direito à memória e à verdade: Luta, Substantivo Feminino; mulheres torturadas, desaparecidas e mortas na resistência à ditadura.

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