domingo, 29 de abril de 2012

20 ANOS SEM JOSÉ CARDOSO DA SILVA


Através desta postagem venho prestar uma homenagem ao ex-radialista, poeta e ao grande político José Cardoso da Silva(foto) de saudosa memória. Tive o prazer de no início da década de 90 ao lado de outros companheiros fundarmos o PDT jovem em Garanhuns.
Conheci um dos políticos mais populares e queridos de Garanhuns.
Abaixo em destaque a crônica do programa "Desfile das Cinco", programa que era apresentado por José Cardoso na antiga Rádio Difusora de Garanhuns, hoje Rádio Jornal.
Crônica apresentada no dia 02 de julho de 1957. Essa crônica foi narrada no mesmo dia da morte do nosso Bispo Dom Expedito Lopes.
CRÔNICA:
Existem ocasiões em que tudo recordamos... Sentimentos que surgem, que aparecem sem que o saibamos definir... Presos, quetos e mudos, vamos aos poucos revivendo toda a nossa vida passada, toda nossa ilusão do presente... Um olhar... Um sorriso... Um gesto... Uma frase que ficaram gravadas para sempre em nossa imaginação!... E por te querer tanto e por te amar demasiadamente, querida, é que sofro, padeço e soluço, com as tuas constantes recusas...
Toda música, mesmo contra a nossa vontade, marca uma época em nossa existência... Quer sejamos crianças, jovens ou velhos, os nossos ouvidos se prendem a algo emotivo que uma canção encerra... Os seus acordes, a sua música dolente ou os seus versos repletos de carícias, forçosamente, traz até nós, a doce recordação de um instante... E quantas e quantas vezes esta lembrança não nos é dolorosa? E como ela em muitas ocasiões nos traz recordações felizes!...
Escuta... Deixa que eu ouça silenciosamente esta melodia... Ela é tão bela e envolvente!... Algo em si, diz do meu amor, da felicidade que sinto e desta amizade que não se afasta do meu peito, um instante sequer... Muitas e muitas vezes, chego a desejar te esquecer...
Arrependo-me desta devoção fora do comum... Mas muitos se escoam, e com eles, logo aparece esta vontade férrea de sofrer por esta amizade que só me faz um grande sofredor...
Sonhos que se sucedem... Amarguras que se dissipam... Ilusões que surgem, tornando mais bela a vida... Tudo isto, amor, vêm a mim, por teu intermédio... Imerso na minha saudade, na tristeza que não me deixa e na recordação que me persegue, estou a relembrar sempre, a cada segundo, o bem que trouxeste, a mágoa que deixaste em meu peito... E como eu te amo e quero... E como eu te preso e venero...


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