domingo, 25 de março de 2012

LUÍS JARDIM


Luís Inácio de Miranda Jardim nasceu na cidade de Garanhuns-PE, em 8 de dezembro de 1901.
Filho do Professor Manuel Antônio de Azevedo Jardim e D. Angélica Aurora de Miranda Jardim.
Cursou escola primária particular, até os onze anos de idade, e nela fez apenas o primeiro grau. Doenças e outras ocorrências lhe interromperam para sempre o aprendizado normal.
Em 1918 mudou-se para o Recife. Aí se emprega no comércio. Lê os livros que lhe caem às mãos.
Desenhista por vocação, embora raramente desenhasse, era caixeiro que vivia em rodas de intelectuais e artistas.
Admirando escritores e jornalistas, torna-se amigo de Osório Borba e Joaquim Cardoso, o poeta bissexto, e ambos tiveram grande influência nos pendores artísticos e literários de Luís Jardim.
Mais tarde, em 1928, quando conheceu o escritor Gilberto Freyre, então diretor de "A Província", escreveu a pedido deste o seu primeiro artigo, tentativa de apreciação de pintura, publicado nesse jornal. Antes havia escrito uma pequena nota, assinada, para o periódico que ajudou a fundar em companhia de manuel Lubambo - Frei caneca - jornalzinho que se dizia separatista e distributista.
Em 1936 é convidado pela Sociedade Felippe d'Oliveira a vir fazer uma exposição de aquarelas no Rio de Janeiro, onde passou a residir. Em 1937 lhe são conferidos o primeiro e o segundo prêmios no Concurso de Literatura Infantil do Ministério da Educação, respectivamente pelo "O Boi Aruá"(edição de Alba Editora em 1940) e "O Tatu e o Macaco", livro de estampas também publicado em 1940 pelo mesmo Ministério. Este livro foi depois traduzido para o inglês (The Armadillo and the Monkey) e publicado em primeira edição(1942), pela Editora Coward-MCann, de Nova Iorque, e em segunda por E.M. Hale, Wisconsin (Cadmus Books).
Confere-se, em 1938, o Prêmio Humberto de Campos, instituído por esta editora, ao seu livro de contos Maria Perigosa.
Luís Jardim estréia no romance - As confissões do meu tio Gonzaga, que editamos, em 1949. Traduziu a peça teatral A morte do caixeiro-viajante, de Arthur Miller, que foi representado pela Companhia Jaime Costa. Em 1958 a Academia Brasileira confere à sua peça "Isabel do Sertão" o prêmio Claúdio de Souza(para teatro) e a "Proezas do Menino Jesus", em 1968, o prêmio Monteiro Lobato(para literatura infantil), em 1971 lança Aventuras do Menino Chico de Assis (inspirado na vida de São Francisco de Assis) em convênio com o INL-MEC. Em 1978 escreve nova obra de literatura infanto-juvenil em 2 volumes intitulados "Façanhas do Cavalo Voador" e "Outras façanhas do cavalo Voador" (Lendas de Mitologia greco-romana). Colaborou na imprensa do Rio de Janeiro e dos Estados e trabalhou como redator em mais de um jornal do Rio de janeiro. Luís Jardim foi redator do Instituto do Açucar e do Álcool.
Faleceu em 1º de Janeiro de 1987, dormindo em casa e deixou um obra que nunca que nunca será esquecida.(Foto: da esquerda para direita: Ciro dos Anjos, João Guimarães Rosa, José Olympio, Luís Jardim, Thiago de Melo e Mário Palmério).

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