segunda-feira, 26 de março de 2012

AS BELAS FONTES CRISTALINAS DE GARANHUNS


A cidade nasceu perto de uma das fontes que se chamou mais tarde de "Vila Maria". Manancial que, juntamente com a "Gruta D'Água", dá início ao rio Mundaú. Este rio, no município de Garanhuns, é riacho, mas vai crescendo e corre, volumoso, no vizinho estado de Alagoas. As primeiras povoações iam buscar água na Vila Maria, descendo a ladeira da "Rua do Açude", rua Capitão Tomaz Maia, nome do antigo proprietário da fonte. Garanhuns, pois, embora elevada, nasceu das águas. Cidade de montanha, naturalmente fria, sobre qual o famoso Luiz Gonzaga cantou: "Onde o nordeste garoa", composição do caruaruense Onildo Almeida.
É sabido que o clima e a água bons influenciaram decisivamente na emancipação de Garanhuns em 1879. O deputado provincial, Silvino Guilherme de Barros, o Barão de Nazaré, tendo conhecido esta terra um ano antes, apresentou o projeto e defendeu-o falando das riquezas: "Sr. Presidente, quando disse que Garanhuns era terra em que se ia lá buscar saúde, referia-me também (tenho gosto de repetir) às belas fontes cristalinas que ali há e que, a despeito dos maiores verões, nunca secam".
No livro "A Terra dos Garanhuns", o professor e historiador João de Deus de Oliveira Dias afirmou: "A temperatura da água é normal, no verão e no inverno. O futuro de Garanhuns está, pois assegurado como cidade estância hidromineral".
A Vila Maria era a mais tradicional, depois a Vila Regina perto do Pau Pombo e numa época (nos primeiros anos da década de 50), o Pau Amarelo no bairro de Heliópolis, estas fontes vendiam os banhos de chuveiro. Então, eram poucas as casas que já tinham água encanada e maior parte da população apanhava água nas vilas e tomava banho aos sábados e domingos nos banheiros que ofereciam água a vontade.
Isto, para muitos, era motivo de festa e iam em grupos, toalhas às costas, levando uma ou duas garrafas de aguardente. À entrada das vilas, havia cocadas e outros doces para se comprar. Da Vila Maria se tirava muita água.
Gente com carroça de mão, mulheres com latas d'água na cabeça e inúmeros jumentos conduzindo, como carga, 4 latas cheias, para serem vendidas pela cidade. O movimento era grande. Não se sabe como tudo isto acabou e as fontes foram abandonadas.
O primeiro serviço dos encanamentos foi com Ruber Van Der Linden, criada a Empresa de Melhoramentos de Garanhuns. A primeira fonte explorada foi a do Pau Pombo e, a medida que a cidade foi crescendo, as águas da Várzea e do Pau Amarelo. O curioso é que, nesses tempos, mesmo a água sendo das fontes, niguém bebia, por ser encanada.
Fonte da Pesquisa Jornal "O Farol".

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