quinta-feira, 5 de maio de 2016

GARANHUNS

Foto: skycrapercity.com










José Hildeberto Martins

GARANHUNS, t'espraias tão linda
sobre montes e vales.
Tuas colinas são verdes,
os campos floridos...
Malgrado o frio,
ó Musa dos nobres vates,
contudo aconchegas tema
todos como filhos queridos.

Coração de inefável amor,
Excitando a fraternidade.
Natureza conjugada, primor,
Vestal nativa, latina,
suave fragrância feminina.
És mitológica naturalidade,
romântica, muito especial,
pelúcia de rosa, jóia fina.

Se nas alturas desfilas
em deslumbramento,
perfil da mais ditosa noiva
de grinalda e véu,
foram os deuses que,
em supremo arrebatamento,
te elegeram refulgente estrela do céu.

GARANHUNS, fascinação
do desabrochar.
Pelas tuas colinas
alternadas com rima,
ecoa cheia de vigor
sonora canção ao mar.
Lira perfeita, maravilhosa,
fruto da inspiração divina.

Tua é a vocação para brilhar
matizada pelo mercúrio.
Paraíso lilás, açafrão,
azul, furta-cor.
Fonte de água cristalina,
magia de gerar antúrios;
aroma que desperta a paixão,
inspirando beija-flor.

Que permaneças
pelos séculos altaneira,
doce realeza, gigante,
gentil e boa.
Que te mantenhas agora
e sempre hospitaleira,
querida e adorada
herança de Simoa.

Fonte: Livro "Grãos de Areia" (O Pensamento na Poesia) de José Hildeberto Martins. 1ª Edição 2006.


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quarta-feira, 4 de maio de 2016

TIPOS POPULARES DE GARANHUNS - JUSTINO

Por José Francisco de Souza - In Memoriam

A sua vida era uma agonia dolorosa. Conhecemo-lo já no ocaso da  existência. Era um velho, desdentado e feio. Bebia muito e constantemente. Aqui nascera e vivera carregando a cruz do seu calvário sem ter encontrado um Cirineu. Dizia-se membro de certa família de cor, cuja árvore genealógica gerou os negroides mais cabotinos do seu tempo. Chama-se Justino. Ou seja negro Justino. Possuía uma memória admirável. Sabia e contava a vida de muita gente metida a importante. O que fazia sem o menor respeito humano. Sempre muito irreverente. Quando surgia nos meios das nossas velhas ruas, certos granfinos suavam por todos os poros. Conhecendo como ninguém, a origem duvidosa desses farrapos de  orgulho, Justino desfiava as contas do rosário da vida de cada um deles.

Não entremos no mérito da questão. Mas - todo mundo gosta de indagar a procedência e a conduta dos seus semelhantes. Assim, a cada passo, indagava-se do negro velho. "Justino você conhece o comerciante fulano e o Dr. Sicrano"? "Ora se conheço" - aquilo chegou aqui com uma espingarda velha sem cano". E uma cachorra magra chamada "piranha" e uma carga de  menino remelento". E hoje são metidos a bestas. Pensam que são donos do mundo. Garanto que já se esqueceram quando viviam comendo cascão de xerém (esturricado) em panela de barro... "Esse mundo é assim mesmo, Deus só dá toucinho a quem não tem cambito". Bêbado como sempre vivia, chegou no meio da calçada, da casa de um desses novos ricos jogou a mochila de molambo fora e quase pelado - deitou-se. O sol a pino e escaldante de verão. O suor em bagas inundava-lhe a fronte. Exalava álcool por todos os poros. Ocasião em que a dona da casa, tentando livrar-se do intruso, joga-lhe um balde cheio de água. "Vá embora seu bêbado e imoral". "Oi e isso é comigo sá dona..." Com quem será então? "Pois bem, escute: vou refrescar um pouco a sua memória..." - "A senhora porque não vai jogar no seu pai que é um bêbado de gabinete: Está ouvindo. Escute aqui a senhora não tem culpa disso não. "Esse ano eu carreguei quase cinco latas de mel de uruçu para seu pai fazer cachimbo". Agora calcule a senhora - quantas canadas de aguardente ele comprou. "Olhe não fique com raiva de mim não". "Seu pai diz a todo mundo que é filho do Maranhão. "Mas é mentira, ele nasceu aqui em Garanhuns. "Eu me lembro no dia que ele nasceu: "foi sol por lua". "Ele ainda é meu parente". "Eu como pobre e preto e muito feio, nunca tive bondade com ninguém, nem orgulho. "A minha vida é beber, cair, gemer, chorar e  querer bem". Depois desses esclarecimentos a nova rica ficou triste.
E Justino, dormiu até ao anoitecer. Quando acordou foi para o lado do cemitério, onde costumeiramente, pernoitava. Não tinha casa. Morava na cidade dos mortos. As catacumbas eram sua cama. Reclinava a cabeça tonta de  álcool - no silêncio tumular dos finados. Dizia sempre que os defuntos não buliam com ninguém. Só tinha medo da vida. Dos vivos. Dos mortos não. Naquele tempo contava-se muitas histórias e muitas lendas sobre o silêncio dos cemitérios. Sagas dos mal assombrados". Do carro encantado, de fantasma. E se dizia que o fogo - fátuo era atrás da outra, a pedir perdão para se salvar. Todavia, Justino, via tudo isso por um prisma diferente. Uma vez estava tão bêbado que caíra de cima de uma catacumba e ficou deitado na areia do  cemitério resmungando esses versos:

"Um velho caduco
caiu do banco fez puco
Lá na casa de sarau
onde o gato faz miau
e o fole
vuco, vuco".

E assim morreu o preto Justino. A sua morte não foi chorada por ninguém, causara até alívio aos cabotinos de sua época. Não sabemos se os versos acima eram  de sua autoridade. Pode não ter sido poeta, nem menestrel.

Contudo, teve a sua filosofia própria que foi a norma de sua vida e morreu: Bebendo, gemendo, chorando e querendo bem".
Fonte: Jornal "O Monitor" de 23 de agosto de 1980 - Ano 50 nº 181.

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GARANHUNS RECEBE "ÔNIBUS DA PREVENÇÃO"





Por Ruthe Santana

Garanhuns vai receber, nesta quarta-feira (04), o “Ônibus da Prevenção”. A ação acontecerá no Espaço Colunata, no Centro da cidade, das 9h às 14h30min. O veículo especial é adaptado para realizar testes rápido de HIV e sífilis. O intuito da iniciativa é realizar o diagnóstico da Aids e da sífilis e conduzir as pessoas para o tratamento adequado ou orientá-las quanto à prevenção. A ação é promovida pela Secretaria de Saúde de Garanhuns, por meio do Centro de Aconselhamento e Testagem (CTA).

Para se submeter a algum dos exames, é necessário comparecer ao local munido de algum documento de identificação pessoal. A coordenadora do CTA, Andrea Félix, falou sobre a relevância da ação. “A realização desses testes é uma forma de conhecer o status. Uma vez que o resultado for positivo, nós estaremos orientando e encaminhando as pessoas para o tratamento. Também reforçaremos a importância da prevenção”, ressalta a coordenadora.
Fonte: Secom/PMG.


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terça-feira, 3 de maio de 2016

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CENTENÁRIO DA HECATOMBE DE GARANHUNS (1917-2017) - PERSONAGENS DA HECATOMBE -TENENTE-CORONEL JÚLIO BRASILEIRO


Por Cláudio Gonçalves de Lima


O Tenente-Coronel Júlio Eutímio da Silva Brasileiro nasceu em Garanhuns em 30 de outubro de 1867, era o nono filho do casal Antônio Cesário da Silva Brasileiro e Maria Pinheiro da Silva Burgos, sendo os seus irmãos: Antônio Cesário, Leopoldina, Maria Leonila, Guilhermina, Manoel, César, Jacinta, Emília, Idalina, Olindina e Hermínia. Após a morte de Maria Pinheiro Burgos, o seu pai se casou com Mariana Ferreira Carneiro, resultando a seguinte prole: Eutíquio, Jesualdo, Dumouriez, Maria Palmeirina e Aurélia. 

Foi o seu avô Manoel Joaquim da Silva, residente em Recife, que em 1852 devido encontrar diversas pessoas com o mesmo nome e até um preso e processado, resolveu assinar a partir daquele ano por Manoel Joaquim da Silva Brasileiro. 

Depois que o seu pai Antônio Cesário Brasileiro decidiu residir com a família em Palmares, Júlio Brasileiro continuou na cidade se dedicando a atividade comercial e agrícola, tornando-se proprietário de uma das maiores fazendas da região, a fazenda Brasileiro, localizada no município de Brejão, contabilizando mais de um milhão de pés de café. 

Iniciou na política apoiando o partido do Dr. Luis Afonso de Oliveira Jardim, Juiz de Direito e chefe político de Garanhuns. Na eleição de 1911 para governador do Estado, apoiou juntamento com Antônio Souto Filho o General Dantas Barreto, se tornando dissidente do Jardinismo, consequentemente com a renuncia de Argemiro Miranda, na eleição de 30 de março de 1912 é eleito prefeito de Garanhuns com 1.128 votos, tomando posse em 22 de maio de 1912. 

Na sua administração deu inicio a arborização da cidade, o processo de eletrificação e água encanada e foi inaugurada duas estradas de rodagens partindo de Garanhuns, terminando uma em Correntes e a outra em Águas Belas. 

Concluído o seu mandato foi eleito Deputado Estadual em 1914. Como deputado estadual conseguiu a implantação do segundo telegrafo em Garanhuns, que ficava na Avenida Santo Antônio, o primeiro estava localizado na Estação Great Western (Centro Cultural Alfredo Leite Cavalcanti). 

Em 10 de Julho de 1916 foi novamente candidato a prefeito de Garanhuns, numa eleição tumultuada, e de ameças por parte dos seus correligionários contra os seus concorrentes. Embora tenha sido eleito com 1.114 votos, a oposição derrotada contestou, pois o Coronel Júlio Brasileiro era inelegível, pois não poderia ser candidato a prefeito antes do termino do seu mandato de deputado. O Governador Manoel Borba numa manobra política marca uma nova eleição para 07 de janeiro de 1917, a oposição discordando do governo retira a candidatura dos doutores Rocha Carvalho e Borba Junior . 

Realizada a eleição em 07 de janeiro, o resultado sairia um mês depois, mas Coronel Júlio não chegaria a tomar posse pois seria assassinado no dia 14 de janeiro no Café Chile em Recife, pelo Capitão Sales Vila Nova, que dois dias antes havia sido violentamente espancando quando retornava a sua casa por pessoas ligadas ao prefeito eleito, atribuindo Capitão Sales Vila Nova a Júlio Brasileiro como sendo o autor intelectual da surra. Capitão Sales Vila Nova viaja ao Recife prestar queixa ao comandante de Polícia, e acaba encontrando Júlio Brasileiro no terrasse do Café Chile, a Praça da Independência, quando ocorre o desfecho fatídico. 

Em homenagem ao prefeito eleito, no Bairro de Heliópolis, foi dado o nome a Avenida Júlio Brasileiro.
Pesquisa realizada pelo Professor Cláudio Gonçalves de Lima.
https://www.facebook.com/groups/1692869044306246/?fref=ts

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PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA PEDE QUE STF DESARQUIVE INVESTIGAÇÃO CONTRA AÉCIO NEVES NA LAVA JATO

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) seja investigado na Operação Lava Jato pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Janot também solicitou autorização para que o parlamentar preste depoimento em até 90 dias. Os detalhes foram divulgados no final da tarde pela procuradoria.

Na petição, o procurador pediu ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, o desarquivamento de um pedido de investigação feito contra Aécio, no ano passado, pelos mesmos fatos. Segundo Janot, a mudança no entendimento ocorreu porque o doleiro Alberto Youssef omitiu no seu primeiro depoimento de delação a acusação de que o senador seria beneficiário de repasses ilegais em Furnas, empresa estatal subsidiária da Eletrobras.

Segundo o doleiro, em um segundo depoimento, Aécio recebia valores mensais por meio da Bauruense, empresa de sua irmã, que tinha contratos com a estatal. De acordo com Youssef, o PSDB e o PP tinham influência política nas indicações das diretorias da estatal.

De acordo com a PGR, Dimas Toledo, ex-diretor de Furnas, operacionalizava os repasses. Segundo a procuradoria, a empresa recebeu R$ 826 milhões nos contratos com a estatal entre 2000 e 2006.

Além de Alberto Yousseff, o senador Delcídio do Amaral (MS) também citou Aécio Neves em sua delação. No termo de delação nº 2, Delcídio disse que o senador recebia “pagamentos ilícitos”, pagos, segundo ele, por Dimas Toledo.

“O depoente disse que não sabe precisar, mas sabe que Dimas operacionalizava pagamentos e um dos beneficiários dos valores ilícitos sem dúvida foi Aécio Neves”, informou em trecho da delação.

Paraíso fiscal

Janot também cita no pedido enviado ao Supremo uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro chamada Operação Norbert, deflagrada em 2007, que apura se Aécio Neves seria beneficiário de uma fundação em Liechtenstein, país considerado como paraíso fiscal.

O procurador cita que foram apreendidos na investigação documentos que comprovariam “interposição de personalidade jurídica, com o objetivo de manter e ocultar valores no exterior”. A operação não investigou o senador, mas durante as buscas e apreensões, documentos sobre a suposta fundação foram apreendidos.
Fonte: Agência Brasil.

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segunda-feira, 2 de maio de 2016

CENTENÁRIO DA HECATOMBE DE GARANHUNS (1917-2017) - PERSONAGENS DA HECATOMBE: CAPITÃO FRANCISCO SALES VILA NOVA E MELO

Por Cláudio Gonçalves de Lima


O Capitão Francisco Sales Vila Nova e Melo nasceu em Bonito no dia 31 de março de 1872, era filho de João Cândido de Melo e Ana Hortência Vila Nova. Aos dois anos foi trazido pelos pais para Garanhuns. Do seu matrimônio com D. Prima nasceram oito filhos: Aurora, Abel, Aurina, Agnaldo, Zélia, Plínio, Mario e Zara.

Foi um cidadão sempre caridoso e voltado para os mais pobres, no seu trabalho social foi rábula, advogado sem diploma, foi fundador da Funerária Deus, Amor e Caridade com objetivo de ajudar os desamparados, foi um dos idealistas da Comissão pro-flagelados da seca de 1915, recolhendo mantimentos e roupas para os exilados que vieram para Garanhuns, realizava todos os anos o Natal das Crianças Pobres, onde presenteava as meninas com brinquedos e guloseimas. Seu nome chegou a ser citado na revista The Missionary Survey, nos Estados Unidos, como um homem muito caridoso de Garanhuns que todos os anos fazia uma festa de Natal para as crianças pobres. Recebeu duas menções honrosas e duas medalhas de ouro nas exposições de produtos e cereais de Turim e Bruxelas. 

Após cometer o assassinato do Coronel Júlio Brasileiro foi defendido no tribunal de Justiça pelo Dr. Brito Alves, sendo absolvido no dia 12 de dezembro de 1917. Retornando a Garanhuns continuou ajudando os mais carentes. Ocupou o cargo de administrador do açougue público municipal até 22 de março de 1949, quando se aposentou. Faleceu em 07 de julho de 1959, aos 87 anos, sendo enterrado no município de Jupi. Em 28 de outubro de 1960 foi homenageado pela Câmara de Vereadores de Garanhuns com o nome de uma Rua, transversal entre a Rua Augusto Calheiros e Salatiel Pessoa, no Bairro da Boa Vista. (Lei nº 317 - Livro de Resoluções da Câmara de Vereadores de Garanhuns página 130 ). 
Pesquisa realizada pelo Professor Cláudio Gonçalves.
https://www.facebook.com/groups/1692869044306246/?ref=ts&fref=ts

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