FESTIVAL VIVA DOMINGUINHOS

segunda-feira, 27 de março de 2017

TRIBO DO NORTE DO MATO GROSSO VAI GANHAR R$ 4 MILHÕES DA GOL POR INDENIZAÇÃO ESPIRITUAL


Uma tribo Caiapó do Norte do Mato Grosso vai ganhar R$ 4 milhões da Gol por indenização espiritual. A pergunta é como os índios vão usar o dinheiro para auxiliar as almas das vítimas da tragédia que dizem estar assombrando o lugar.

O caso lembra um revelado em 2015 pela Coluna: o de um cacique que teve o filho assassinado na aldeia por funcionário da Funai (também índio). A esposa morreu de depressão. Em carta à Funai, o cacique alertou que também sucumbiria, e só uma coisa poderia salvá-lo: queria ganhar uma picape Hilux 4x4 zero km.


MOEDAS PARA COLECIONADORES:


domingo, 26 de março de 2017

PRODUÇÃO DE ALIMENTOS E ATÉ DE CELULAR PODE REDUZIR RESERVAS DE ÁGUA

As ações cotidianas para economizar água envolvem, geralmente, hábitos como diminuir o tempo no banho, fechar a torneira na hora de escovar os dentes ou usar um balde em vez da mangueira para lavar o carro ou a calçada. No entanto, grande parte da população desconhece a chamada água invisível, usada em processos como a produção de alimentos e até de celulares, e que pode reduzir ainda mais as reservas hídricas em tempos de crise de abastecimento.

Cada pessoa consome diariamente de 2 mil a 5 mil litros de água invisível usada na produção de alimentos, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgados esta semana pelo Instituto Akatu, para marcar o Dia Mundial da Água (22). Para chegar a esse volume, os pesquisadores analisaram toda a cadeia de produção de bens de consumo.

Uma única maçã, por exemplo, consome 125 litros de água para ser produzida, segundo a Waterfootprint, rede multidisciplinar de pesquisadores e empresas que estudam o consumo de água nos processos produtivos.

A pecuária também é responsável por um alto consumo de água. “Para cada quilo de carne bovina, são gastos mais de 15 mil litros de água. Essa quantidade se refere à água e alimentação utilizadas para o gado até que ele atinja a maturidade e também a tudo que é gasto no processo do frigorífico, como limpeza e resfriamento do ambiente”, informa o Instituto Akatu, organização não governamental que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para o consumo consciente.

Essa água invisível não está somente na produção de alimentos. De acordo com pesquisa da Mind your Step, feita a pedido da Friends of the Earth, entidade de proteção do meio ambiente, a produção de um smartphone consome em torno de 12.760 litros de água – o equivalente ao volume transportado por um caminhão-pipa médio.

Para fazer uma calça jeans, são consumidos 10.850 litros de água durante toda a cadeia produtiva. O volume é suficiente para suprir o consumo de uma residência média no Brasil por mais de três meses, segundo a instituto. “Essa quantidade contabiliza desde a água gasta na irrigação do algodoeiro, material usado para fabricar o tecido, até a água da confecção da peça.”

Segundo a ONG, as empresas precisam melhorar os processos de produção para conseguir usar a água de forma mais eficiente. "Do ponto de vista empresarial, é preocupante ser dependente desse recurso que é cada dia mais escasso. E essa preocupação não deve ser só das empresas. As políticas públicas devem contribuir para evitar desperdício hídrico e garantir a preservação dos mananciais. E, além disso, cada pessoa e cada família pode fazer a sua parte buscando consumir apenas o necessário, evitando o desperdício desse recurso tão essencial”, destaca o presidente do Instituto Akatu, Helio Mattar.

Dicas de economia

O Instituto Akatu elaborou algumas dicas que podem evitar o gasto excessivo da água invisível:

- Dê preferência aos itens duráveis em vez dos descartáveis;

- Faça o uso compartilhado de bens e serviços. Se possível, alugue-os temporariamente ou combine o uso comunitário, entre várias pessoas;

- Produtos concentrados, como de higiene ou limpeza, utilizam menos água em sua produção e transporte; por isso, devem ter preferência em relação aos produtos diluídos;

- Dê preferência aos alimentos produzidos próximos ao local onde você mora e compre aqueles que são da estação, pois isso fará com que durem mais e não haja desperdício;

- Aproveite cascas, sementes, talos e folhas de legumes, verduras e frutas. Essas partes, que muitas vezes são jogadas fora, têm nutrientes e podem ser aproveitadas em muitas receitas;

- Diminua o consumo de carne bovina, que exige muita água em sua produção. Você não precisa eliminá-la de sua dieta, mas pode consumi-la com menos frequência, substituindo-a por outras fontes de proteína – e assim diminuir o impacto negativo de sua produção no meio ambiente e, consequentemente, na vida das pessoas;

- Antes de fazer qualquer compra, reflita sobre a necessidade de adquirir um novo item. Pense se você não pode pegar o item emprestado, comprar o produto usado, ou fazer uma troca com outra pessoa;

- Promova uma feira de trocas com os amigos e parentes. Artigos como roupas, acessórios, bijuterias, livros, entre outros, podem ser reaproveitados e ganhar uma nova vida nas mãos de outra pessoa.

Fonte: Agência Brasil.

sexta-feira, 24 de março de 2017

PREFEITURA ABRE CADASTRO PARA VENDEDORES DE ALIMENTOS E BEBIDAS NO VIVA DOMINGUINHOS




por EDMÉA UBIRAJARA

Dando prosseguimento aos preparativos para o Viva Dominguinhos, a Secretaria de Turismo e Cultura de Garanhuns informa que realizará, de 27 a 31 de março,  o cadastro dos vendedores de alimentos e bebidas. Os interessados em comercializar alimentos ou bebidas, previamente cadastrados, devem ir até à sede da Secretaria, localizada no Centro Administrativo I, na Rua Joaquim Távora, s/n, Heliópolis, das 8h às 13h. O Viva Dominguinhos será realizado de 20 a 22 de abril pela Prefeitura de Garanhuns por meio da Secretaria de Turismo e Cultura.
Fonte: Secom/PMG.

quinta-feira, 23 de março de 2017

SECRETARIA DE SAÚDE REFORÇA IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA ESPOROTRICOSE

Foto: SOS Felin
A esporotricose, micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix sp., que pode acometer humanos e animais, sobretudo gatos - já tem diagnóstico implantado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Desde o final do ano passado, a pasta implementou a vigilância da doença com a notificação de casos, diagnóstico laboratorial e oficinas de trabalho para definir diretrizes e fluxos com municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR). Em 2016, o Lacen confirmou 45 casos em animas. Em humanos, 5 casos. 

O fungo causador da esporotricose geralmente habita o solo, palhas, vegetais e também madeiras, podendo ser transmitido por meio de materiais contaminados, como farpas ou espinhos. Animais contaminados, em especial gatos, também transmitem a doença, por meio de arranhões, mordidas e contato direto da pele lesionada. No homem a doença se manifesta na forma de lesões na pele, que começam com um pequeno caroço vermelho, que pode virar uma ferida. Geralmente estão presentes nos braços, pernas ou no rosto formando uma fileira de nódulos e feridas, afetando pele e vasos linfáticos próximos à lesão, mas pode também atacar ossos, pulmões e articulações. 

"Como pode ser confundida com outras doenças de pele, o paciente deve sempre procurar um dermatologista", comenta o gerente de Vigilância e Controle de Zoonoses e Animais Peçonhentos da SES, Francisco Duarte. O tratamento é baseado em antifúngicos tanto para humanos quanto animais, que em alguns casos, pode durar meses ou mais de um ano. Por isso, a importância do diagnóstico no estágio inicial da doença. Já nos animais, as manifestações clínicas são variadas. Os sinais mais frequentes são lesões ulceradas na pele, geralmente com pus, que não cicatrizam e costumam evoluir rapidamente. O diagnóstico pode ser clínico (reconhecimento da lesão) ou laboratorial (identificação do fungo).

O diagnóstico e as análises laboratoriais em humanos são feitos no Laboratório de Endemias (Labend), unidade do Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE). No caso do animal, o Laben é responsável apenas pela análise laboratorial. 

É CADA VEZ MAIOR O NÚMERO DE MULHERES REFUGIADAS NO BRASIL

Foto: Carta Capital.

O perfil dos refugiados e solicitantes de refúgio que chegam a São Paulo tem mudado, segundo levantamento divulgado ontem (22) pela Cáritas, organização da Igreja Católica que trabalha com essa população. Entre as 3.234 pessoas atendidas pela entidade em 2016, as mulheres representavam 36% do total, mais do que o dobro dos 13% registrados em 2013. A proporção vem crescendo continuamente: em 2015, as refugiadas e solicitantes eram 27% do público que chegou à Cáritas.

“Em 2013, era mais comum a chegada de homens sozinhos, solteiros, com a intenção de depois trazer a família”, enfatiza o diretor da Cáritas, padre Marcelo Maróstica. De acordo com o padre, esse é o perfil mais comum entre os africanos.

Porém, por uma série de fatores, incluindo o aumento do número de refugiados sírios, Maróstica disse que é cada vez mais comum a chegada de mulheres sozinhas ou acompanhadas dos filhos. “Estão vindo de países com conflito, guerra étnica. Geralmente o homem vai para a guerra. O homem morre, e a mulher se sente obrigada a defender a família e a sair do seu país. Em outras situações, o estupro é usado como arma de guerra”, acrescentou o padre.

Os estrangeiros que se sentiram obrigados a deixar a Síria foram o quarto grupo com mais atendimentos, entre as 63 nacionalidades que procuraram a Cáritas de São Paulo ao longo do ano passado. Em primeiro lugar estão cidadãos de Angola, seguidos pelos da Nigéria e da República Democrática do Congo.

Vem crescendo também o número de mulheres grávidas que chegam à organização. Em 2013, foram 10 gestantes; em 2015, 110; e, em 2016, 173. O número de mulheres que estavam com os filhos, mas sem um companheiro, ficou em 276 no ano passado. Em 2015, havia 202 mães nessa situação e, em 2013, 18.

Escolaridade alta

Por outro lado, a proporção de refugiados e solicitantes com ensino médio ou superior chega a 58%, o que, segundo o padre Maróstica, contraria o senso comum sobre o tema. “Muitas vezes, quando as pessoas falam de refugiado, têm uma visão muito distorcida: acham que refugiado não tem escolaridade, não tem preparo. E a gente percebe que a grande porcentagem dos recém-chegados tem ensino médio e superior”, disse.

É o caso de Prosper Dinganga Sikabaka, que deixou a República Democrática do Congo, com mestrado na área de relações internacionais. Hoje com 31 anos, o rapaz conta que saiu do país natal em 2013, após ser preso e torturado devido a sua atuação política. “O país se chama República Democrática do Congo, mas a gente nunca viu essa democracia”, disse Prosper, após explicar que ditadores têm se revezado no comando do país em uma série de golpes de Estado.

Casado e trabalhando como recepcionista em um hotel, Prosper faz questão de chamar a atenção para um dos principais problemas do país: o trabalho escravo nas minas de cobalto – matéria-prima usada na fabricação de aparelhos eletrônicos, como os celulares. “A questão do Congo é global”, afirma, e alerta que o dinheiro obtido com o mineral financia guerrilhas que usam trabalho infantil e promovem estupros em massa.
Fonte: Agência Brasil.


quarta-feira, 22 de março de 2017

SEMANA DO AUTISMO EM GARANHUNS TERÁ INÍCIO NA PRÓXIMA SEMANA





por EDMÉA UBIRAJARA

“O autismo é parte desse mundo, não um mundo à parte”. O tema da Semana do Autismo resume o objetivo do evento realizado há sete anos em Garanhuns. De 27 de março a 2 de abril, o município estará inserido em uma programação voltada à conscientização das particularidades das crianças, adolescentes e adultos autistas da região. Por meio da parceria com a Secretaria de Educação, também serão realizadas rodas de conversa, palestras e formações com educadores da rede municipal de ensino. 

De acordo com a idealizadora da Semana do Autismo, a cirurgiã-dentista Rennata Amorim, os movimentos de mobilização pontuais se expandiram com o passar do tempo. “Pensamos com um carinho muito grande e com o intuito de permitir uma maior interação, um momento de inclusão”, diz.  

De 27 a 30 de março estão programadas ações educativas em escolas - incluindo a rede municipal - e universidades. No 31 de março, a Caminhada para a Conscientização do Autismo sairá às 9h do Parque Euclides Dourado em direção ao Espaço Colunata, no centro da cidade. No sábado (01), haverá mobilização, exposição de banners e entrega de panfletos na cidade. Já o dia 2 de abril será de recreação no espaço Educativa, com autistas e familiares. Em brincadeiras e acomodações sensoriais a exemplo de pula-pula, cama elástica, piscina aquática, piscina de bolinha e balanços em malhas. 
Fonte: Secom/PMG.

terça-feira, 21 de março de 2017

ONU: CRISE ECONÔMICA EMPERRA DESENVOLVIMENTO HUMANO NO BRASIL


A queda no rendimento bruto nacional em 2015 fez com que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no Brasil estagnasse, apesar da pequena melhora em indicadores como expectativa de vida e escolaridade. O IDH, índice usado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), foi divulgado hoje (21).

De acordo com o Pnud, considerado o recálculo feito periodicamente para ajustar os indicadores a novos dados internacionais e eventuais mudanças de metodologia, o Brasil se manteve na 79ª posição em um ranking de 188 países, com 0,754 ponto.

O resultado é fruto do cruzamento de dados de vários organismos nacionais e internacionais. Quanto mais próximo de 1 ponto, melhor a colocação na tabela, que há anos é encabeçada pela Noruega, país escandinavo que, entre 2014 e 2015, passou de 0,944 ponto para 0,949 ponto, o que o coloca à frente dos 50 países que o Pnud considera de desenvolvimento humano muito alto – e entre os quais só há dois latino-americanos: Chile (38ª posição) e Argentina (45ª).

O Brasil faz parte do grupo de 55 países considerados de alto desenvolvimento humano. Na América Latina e no Caribe, além de Chile e Argentina, o Brasil fica atrás de Barbados e do Uruguai (empatados na 54ª posição); de Bahamas (58ª); do Panamá (60ª); de Antígua e Barbuda (62ª); Trinidad e Tobago (65ª); da Costa Rica (66ª); de Cuba (68ª); da Venezuela (71ª) e do México (77ª).

Atrás do Brasil, mas ainda entre os países e territórios latino-americanos de alto desenvolvimento humano, estão Peru (87ª); Equador (89ª); Santa Lúcia (92ª), Jamaica (94ª); Colômbia (95ª); Suriname (97ª); República Dominicana (99ª); São Vicente e Granadinas (99ª) e Belize (103ª). As demais nações latino-americanas, como Paraguai (110ª), El Salvador (117ª) e Bolívia (118ª), figuram entre os grupos de médio ou baixo IDH.

Crise econômica

No caso brasileiro, os resultados indicam os efeitos das crises econômica e política que afetam o país desde 2014. De acordo com o Pnud, mais de 29 milhões de pessoas saíram da pobreza entre 2003 e 2013. No entanto, o nível de pobreza voltou a crescer entre 2014 e 2015, quando cerca de 4 milhões de pessoas ingressaram na pobreza. No mesmo período, a taxa de desemprego também voltou a subir, atingindo mais de 12 milhões de pessoas. E a situação é mais grave entre jovens e mulheres.

Diante de situações como essa, verificada também em outras países, inclusive em economias desenvolvidas, o Pnud recomenda a adoção de políticas públicas universais afirmativas, que fortaleçam a proteção social e deem voz aos excluídos.

“É preciso garantir a consistência das melhorias [sociais e econômicas] de forma a proteger uma pessoa que tenha melhorado de vida para que ela não volte à situação de pobreza em caso de uma recessão econômica ou choque”, disse a coordenadora do Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional, Andréa Bolzon, argumentando que, no mundo inteiro, as redes de proteção social e ações de transferência de renda condicionada ajudam a aliviar as condições em que vivem as pessoas mais pobres.

“Não adianta pensar apenas em crescimento econômico a qualquer preço. No passado, o Brasil cresceu a taxas altíssimas, mantendo uma taxa de pobreza alta. Agora, o país precisa voltar a crescer com muito cuidado, incluindo as pessoas e não concentrando o resultado desse crescimento”, disse Andréa.

“O Brasil tem que retomar a atividade econômica sem perder de vista a necessidade de manter um piso de proteção social. E, se for necessário rever esse piso, fazê-lo com cuidado, pois essas políticas e ações são como um colchão para momentos de crise como este. Preteri-las devido à necessidade de o país voltar a crescer de qualquer jeito pode resultar em um preço muito alto a ser pago lá na frente”, acrescentou.

Coordenador residente do Sistema ONU e representante do Pnud no Brasil, Niky Fabiancic disse, durante a apresentação do relatório, que o Brasil tem avançado de maneira consistente nos últimos 20 anos, mas que muito ainda precisa ser feito. “Hoje, muitos assuntos são urgentes. E estamos atentos às propostas de reformas do ensino médio, trabalhista, da Previdência e tributária.”
Fonte: Agência Brasil.